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Não somos vira-latas

Após a expectativa gerada com a visita de Joseph Blatter, presidente da Fifa à Presidenta Dilma Roussef, a Lei Geral da Copa ainda não foi votada pelo plenário da Câmara dos Deputados. São muitas as discussões originadas da Lei Geral da Copa. Fala-se em imposições da Fifa e até em perda de soberania.

O fato é há de um lado a entidade máxima do futebol, dona de um megaevento esportivo, e do outro o Brasil querendo organizá-lo. A Fifa organiza a Copa do Mundo sem o Brasil, mas o Brasil não organiza o Mundial sem a Fifa.

Em 2007, o país assumiu compromissos com o órgão para ter o direito de organizar o Mundial – trata-se do “host agremeent” (acordo do anfitrião). Neste documento, o país se compromete, entre outros pontos, a garantir eventuais patrocinadores do evento.

Agora, ser soberano não é rechaçar o que vem de fora, mas emitir um juízo de valor e avaliar se é bom concordar. Se não for interessante ao Brasil aceitar os termos do “host agreement” para organizar o Mundial, basta não aceitar e não organizar a Copa do Mundo.

Esta é a análise que deve ser feita. E, sinceramente, não passa pela cabeça de algum brasileiro não organizar o Mundial em razão da venda de bebidas nos estádios, por exemplo.

Todos os países que organizaram grandes eventos esportivos fizeram alguma concessão pelos benefícios de organizá-lo. Assim foi nos EUA, na França, no Japão, na Coréia, na Alemanha e na África do Sul. As exigências não são exclusivas do Brasil. Não somos um vira-latas entre as nações.

No cômputo geral, muitos são os benefícios que um grande evento pode proporcionar ao país. Seja pela propaganda do mesmo no mundo, pelo turismo ou pela arrecadação de impostos. A Alemanha, por exemplo, atingiu índices de simpatia nunca vistos desde a II Guerra. Barcelona, na Espanha, de cidade abandonada, tornou-se um dos cinco destinos mais visitados do mundo após os Jogos Olímpicos de 1992.

Além disso, a soberania brasileira foi ratificada com o pedido de desculpas da Fifa pelas declarações de Jérôme Valcke e Joseph Blatter esteve no país.

Portanto, as exigência da Fifa não devem ser vistas como uma afronta ao povo brasileiro, mas como um rol de pontos necessários para que o país possa ser anfitrião do evento e ter acesso a todos os benefícios de sua organização.

Ou alguém prefere não organizar a Copa do Mundo?

Para interagir com o autor: gustavo@universidadedofutebol.com.br
 

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La Doce

O futebol é capaz de aflorar no público os sentimentos mais variados possíveis. Amor, ódio, alegria e frustração são apenas alguns deles. Provavelmente foi por isso que o tornou o esporte mais popular do mundo. Em muitos países, os apaixonados pelo futebol se organizam para acompanhar seu clube de coração ou até mesmo sua seleção. A partir daí nasce uma torcida organizada, que no início tinha seu lado romântico, assim como o próprio futebol.

Os anos se passaram e essas organizações incluíram em seus currículos um histórico de violência, sangue e morte. Os hooligans na Inglaterra ganhavam fama e temor pelas cidades do Reino Unido e restante da Europa. Virou até tema de filme. Na América do Sul, as torcidas organizadas brasileiras também não ficam atrás. A cada ano sempre vemos nos jornais notícias de morte entre torcedores de equipes rivais. Mas nada se compara à torcida do Club Atlético Boca Juniors, de Buenos Aires. A “La Doce”, sem dúvida, é a hinchada mais temida do mundo.

Sabedor desses fatos, o jornalista Gustavo Grabia pesquisou a fundo a história da torcida que criou laços políticos dentro da Argentina, extorque homens públicos, empresários e jogadores e criou uma organização idêntica a de máfia. Brigas com torcedores rivais parece ser apenas a parte mínima de seu currículo. O resultado desse brilhante trabalho ganhou o mesmo nome da barra brava, “La Doce”. Conheça a origem, o crescimento, os comandantes e como atua hoje a organizada mais temida do mundo.

Sobre o autor

Gustavo Grabia é jornalista esportivo e atua no jornal diário Olé, da Argentina.

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Não se deve temer a Lei Geral da Copa: segurança nos estádios

A Lei Geral da Copa é a pauta mais discutida e adiada para votação dos deputados. Muitos brasileiros se negam a aceitar as imposições da Lei, no entanto, é parte do contrato assinado e de conhecimento antes mesmo da candidatura do Brasil para ser sede do evento.

Se estamos construindo estádios com normas da Fifa, por que não aceitar as regras da entidade durante um único mês? Com exceção de cláusulas que duram até o fim do ano, os grandes empecilhos da aprovação brasileira são para somente um único mês, no qual o evento é realizado. São normas que só regram um país bagunçado como o nosso e que a cada quatro anos são apresentadas e aceitas até mesmo por países muito mais corretos e organizados que o Brasil.

O ponto que mais é apedrejado é a venda de bebidas nos estádios. A Lei pede garantias de que poderão ser divulgadas, distribuídas e vendidas, as marcas do evento. A Budweiser é uma patrocinadora do evento e será vendida nos estádios, é parte do acordo. A Fifa nunca permitirá que um de seus patrocinadores seja prejudicado. Mas, as exigências e orientações são contestáveis, dentro do possível.

A África do Sul passou por experiência similar, pois nos estádios sul-africanos, a venda de garrafas de vidro era proibida e isso foi um quesito que o país não abriu mão de mudar. A Budweiser, então, desenvolveu uma garrafa plástica, com a cor das garrafas originais da marca, para serem vendidas nos estádios, garantindo a segurança que a África do Sul exigia. Na Copa da Alemanha, em 2006, Kaiserslautern também teve problemas, pois seu maior produto e atrativo turístico seria a cerveja própria , produzida na região e o assunto também foi resolvido com a Fifa.

Na mesma lei, a entidade máxima do futebol exige comportamento adequado, contra violência, racismo e preconceitos, antes de entrar ou já dentro dos estádios, podendo um ou mais torcedores serem banidos do evento, mesmo com os ingressos em mãos. Existem seguranças em todas as partes do estádio durante o evento. Existe também um grande número de profissionais garantindo a segurança, com treinamento de retirada de invasores ou torcedores violentos, com técnicas que evitam agressões ou lesões, levando-os para a parte externa do estádio, sem possibilidade de retorno.

A cerveja não é responsável pelo mau comportamento em estádios, mas a falta de educação, tanto do povo brasileiro, como também existente na Holanda, Inglaterra (já suavizada), Alemanha e outros países.

Neste momento, o Brasil deveria investir em segurança adequada, privada, não fardada, pois a estratégia da polícia nos estádios é ofensiva e não é tática. Além disso, são obrigatórios postos policiais dentro dos estádios, mas o governo deveria se limitar a isso. O foco não deveria ser em tirar o policiamento das ruas para colocar dentro dos estádios.

O Brasil poderia, facilmente, trabalhar a conscientização do público nos estádios e também ir elaborando leis mais punitivas a transgressores do bom comportamento neste tipo de equipamento. A Inglaterra teve experiência com o hooliganismo e suavizou com técnicas de fiscalização, por meio de policiais ocultos no meio das torcidas, evitando a violência e não agindo após um ato já ocorrido, trabalhando com prevenção. Além disso, qualquer torcedor identificado, deveria se apresentar em horários de jogo ao departamento de polícia como punição.

Não há motivos para ir contra a Lei Geral da Copa, mas para apoiá-la e dar condições para que o nosso comportamento seja adequado, com ou sem cerveja.

Fora isso, a Lei não interfere negativamente em nada, nem em estrutura de estádios: somente fere o orgulho de alguns cidadãos indignados e que se sentem revolucionários por ir contra a Fifa e seu poder.

Para interagir com o autor: lilian@universidadedofutebol.com.br
 

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Jogos Conceituais e Jogos Específicos: alguns exemplos

Tenho recebido alguns e-mails com dúvidas sobre Periodização Tática, Periodização de Jogo e Jogos Reduzidos na “preparação física” do futebolista.

Tenho tentado respondê-los à medida do possível.

Nas últimas três semanas, porém, saltaram à frente dúvidas relacionadas ao melhor entendimento a respeito de Jogos Fundamentais, Jogos Gerais, Jogos Estratégicos, Jogos Contextuais e especialmente sobre os Jogos Conceituais e Jogos Específicos (todos já mencionados outrora quando fiz a primeira publicação a respeito da Periodização de Jogo em 2006).

Pois bem! Vou começar, nesta vídeo coluna, conceituando e explicando (e dando exemplos) as diferenças entre os Jogos Conceituais e os Jogos Específicos.

Ao longo das próximas colunas na Universidade do Futebol, vou diluindo com outros temas os demais Jogos.

Espero que o material possa sanar as primeiras dúvidas.

Até a próxima!

Para interagir com o autor: rodrigo@universidadedofutebol.com.br

Leia mais:
Todas as colunas de Rodrigo Leitão

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Física do Futebol

Futebol e Física são inseparáveis. Futebol é movimento, mas não um movimento qualquer, desordenado, sem leis. Cada jogador é um criador num cenário com leis predeterminadas. Cada ação do jogador tem sua intenção, que é, em parte, moldada pelas leis (regras) do futebol e pelas leis da natureza. Mas assim como é impossível prever o quadro de um pintor a partir de sua aquarela, a ação de um jogador é, em princípio, também impossível de prever, mesmo com o conhecimento de todas as leis da natureza.

Muitos dizem que é isso o que torna o futebol tão apaixonante, e que talvez o futebol brasileiro seja o que mais se aproxima dessa criatividade em campo. Obviamente este livro não tem a mínima intenção de arranhar esse encanto, mesmo porque seria uma tarefa em vão.

Entender a Física do futebol provavelmente não vai fazer ninguém jogar melhor, mas com certeza vai ajudar a compreender um pouco mais esse jogo fascinante. E para quem quer compreender as leis do movimento, estudar a Física do futebol é a maneira mais descontraída de fazê-lo. Este é o objetivo desta obra: mostrar para os boleiros e curiosos da Física, a Física que há no futebol.

O livro não só ensina Física, mas também as próprias regras do futebol e tudo o que nele acontece relacionado à Mecânica. Os conceitos de Mecânica são descritos de forma a cobrir todo o conteúdo normalmente abrangido no currículo de Física do primeiro ano do ensino médio.

A presente obra foi escrita de maneira a descrever em mais detalhes o porquê de certas coisas na Mecânica. Fórmulas matemáticas são utilizadas, mas sempre procuramos mostrar a motivação que existe por detrás delas. Acreditamos que o livro possa ser utilizado de maneira quase autodidata, pela forma como foi desenvolvido.

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1981

Um grupo de amigos, muitos jogando juntos desde meninos, que conquistou os títulos mais importantes da história do clube mais popular do país pentacampeão mundial merece um livro.

A história começa com um pacto de vitórias, como um “marco zero” para tantas taças, horas depois de uma derrota doída para o arquirrival em decisão por pênaltis. Um pacto também para proteger o jogador que perdera a cobrança decisiva. Acordo selado na mesa de um bar, dando de ombros para as críticas de quem mede a dor e a seriedade do outro pelo local onde se está.

E o que dizer do perfeito conjunto de virtudes, e até defeitos, que criaram uma química única, unindo gerações oriundas das divisões de base – na mais perfeita tradução da frase “craque a gente faz em casa” – e reforços pontuais, mas que preencheram lacunas como peças de um quebra-cabeça?

Time de talento admirável e de técnicos que souberam organizar a revolução tática de uma equipe que fazia tudo tão naturalmente que a excelência técnica não permitia que o apoio constante dos laterais, como os alas de um futuro não tão distante, chamasse a atenção. Ou o meio-campo congestionado de talentos que rodavam a bola e a negavam aos adversários deixando à frente apenas um atacante que se mexia por todo o campo, abrindo espaços e as defesas adversárias.

Tudo isso, treinando em campos de terra, por conta de reformas no gramado da Gávea, ralando braços, pernas e muitos dos melhores pés que já passaram pelo clube. A estrutura era o salário em dia e as premiações criadas por uma diretoria de vanguarda para a época que estimulava o time a vencer e lotar o “seu” estádio. Um combustível a mais para quem já era movido a gols e vitórias, impulsionado por uma massa de apaixonados que ganhou milhares de membros, exatamente pelos feitos desses heróis.

Grupo de figuras aguerridas e carismáticas que cultivam a admiração até de quem não ama as mesmas cores. Ou dos próprios adversários. E que, quando se juntam, mesmo com quilos a mais e cabelos e fôlegos a menos, ainda dão espetáculos em partidas de exibição. O amor pelo futebol bem jogado resiste ao tempo e une craques e o público. Mesmo trinta anos depois do auge.

Heróis sim. Mas humanos, sem ilusões de conto de fadas. Com falhas, sentindo os reveses com raiva, fogo e paixão de torcedor. Mas seguindo em frente para continuar vencendo e encantando. Para alimentar o mito, o esquadrão de talento incontestável apimenta as lembranças com todas as principais conquistas envolvendo polêmicas até hoje debatidas. Seja o tricampeonato em dois anos, a expulsão do craque adversário, o jogo que não acabou, o soco no zagueiro violento, o torcedor esfriando a reação do oponente, a final que quase não foi disputada por conta de um imbróglio com passagens aéreas ou o toque da mão “invisível” que salvou gol certo.

O Flamengo de Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Júnior, Andrade, Tita, Adílio, Zico, Lico, Nunes, Carpegiani (jogador e técnico), mas também Cantareli, Rondinelli, Manguito, Toninho, Júlio César, Figueiredo, Vítor, Nei Dias, Carlos Alberto, Reinaldo, Peu, Chiquinho, Baroninho, Anselmo e tantos outros foi tudo isso.

Recheou a sala de troféus da Gávea com quatro estaduais (1978, 79, 79 “especial” e 81), três brasileiros (1980, 82 e 83), uma Taça Libertadores e um Intercontinental. Fora o pentacampeonato da Taça Guanabara e outros torneio no Brasil e no exterior. Uma catarse de sangue, lágrimas e fibra. Em seis anos intensos, inspirados, transpirados, épicos, campeões. Essencialmente rubro-negros.

Mas também verde-amarelos. Se o Flamengo ganhou tudo, fazendo o Rio de Janeiro ser o maior do mundo, o estilo e a escola de jogo ajudaram a forjar uma das maiores seleções de todos os tempos e campos. Um Brasil que não ganhou a Copa de 1982, mas conquistou o mundo com Zico, Júnior e Leandro como absolutos titulares de Telê Santana. Uma senhora Seleção também montada no mesmo 4-2-3-1 campeoníssimo na Gávea. Grupo que chegou a ter Raul, Adílio, Tita e até o reserva Vítor entre os convocados de Telê. Que deveria ter tido Andrade entre os chamados. Que poderia, quem sabe, ter sido ainda mais se tivesse sido mais rubro-negro.

A proposta – ou pretensão – desta obra é celebrar os trinta anos das principais conquistas internacionais do Fla, fazendo um vaivém na linha do tempo, como Zico – craque, artilheiro, camisa dez, capitão, líder e ídolo maior daquela equipe – na área adversária à espera da chance para o arremate letal. Para entender como o esquadrão chegou ao topo do planeta bola, contar os “causos” de história tão rica e refletir sobre o seu legado para o esporte.

Afinal, um certo time espanhol (ou catalão) que encanta o mundo em 2011 apresenta nítidas semelhanças em estilo e proposta de jogo com o verdadeiro escrete vermelho e preto de três décadas atrás. Uma equipe que merece reverência e continua sendo referência. A única brasileira que, ao lado do Santos de Pelé em 1961-62, unificou todos os títulos possíveis à época. Com o Brasileiro de 1982 em maio daquele ano, o Flamengo se tornava o último campeão de sua cidade, estado, país, continente e planeta.

Nas sábias palavras de Leovegildo Júnior, “um time de exceção”. Que merece mais que um livro. Faz jus à eternidade.

Esta é a apresentação de “1981 – Como um craque idolatrado, um time fantástico e uma torcida inigualável fizeram o Flamengo ganhar tantos títulos e conquistar o mundo em um só ano“, livro de André Rocha em parceria com Mauro Beting.

A obra narra a saga do time comandado por Zico desde 1975, com a montagem da equipe multicampeã, desde os doídos reveses até a fase das principais conquistas. O “centro temporal” do livro é o segundo semestre de 1981, mas a história vai até 2011, passando pelos títulos nacionais de 1980, 1982, 1983, 1987, 1992 e 2009. Por quê? Você vai entender.

Assim como vai saber o que pensam alguns dos protagonistas do esquadrão inesquecível – Zico, Júnior, Andrade, Adílio, Carpegiani, Raul, Júlio César “Uri Geller”, Rondinelli e Manguito – e também adversários: Roberto Dinamite, Abel Braga, Emerson Leão, Darío Pereyra e Palhinha. E verá por que Mano Menezes considera aquele Flamengo o melhor time que viu jogar. As polêmicas não foram esquecidas. Ouvimos José Roberto Wright sobre o Flamengo x Atlético-MG de Goiânia pela Libertadores.

Obviamente, as análises táticas com ilustrações pontuam o livro. Assistimos a 51 jogos: 42 na íntegra e nove compactos.

Fonte: Blog Olho Tático

Sobre os autores

André Rocha é jornalista e administrador do blog “Olho Tático”.

Mauro Beting também é jornalista esportivo.

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Contos da Colina: 11 ídolos do Vasco e sua imensa torcida bem feliz

Três destacados escritores vascaínos e a editora Oficina Raquel se juntaram para um projeto apaixonante: o livro Contos da colina – 11 ídolos do Vasco e sua imensa torcida bem feliz. São doze contos, onze dos quais contando uma estória em torno de um craque vascaíno, e um cujo protagonista será a torcida cruz-maltina.

Todos os textos são ficcionais, promovendo o encontro entre a literatura e o futebol, ou entre a criação literária e a paixão pelo Vasco da Gama. O prefácio é assinado por Sérgio Cabral. Os craques ficcionados são: Ademir Menezes, Alfredo Segundo, Barbosa, Bellini, Danilo, Edmundo, Eli, Ipojucan, Juninho, Roberto e Sabará, além da torcida.

Produto oficial do Club de Regatas Vasco da Gama

Sobre os Autores

Os contistas são inveterados torcedores do Gigante da Colina.

Nei Lopes é compositor, escritor e estudioso da cultura afro-brasileira, tendo vastíssima produção literária e artística; em novembro de 2005, recebeu do governo brasileiro a Ordem do Mérito Cultural, no grau de comendador, e foi premiado como Homem de Ideias, pelo suplemento Ideias, do Jornal do Brasil, em 2009.

Mauricio Murad, além de romancista, é professor da Universo e lecionou durante vários anos na UERJ; é um dos mais destacados pesquisadores brasileiros na área da sociologia do esporte, na qual milita com livros e artigos acadêmicos de grande relevância.

Luis Maffei é professor de literatura portuguesa da UFF, ensaísta e tem quatro livros de poesia publicados – um deles, 38 círculos, é todo centrado na campanha do Vasco na série B de 2009.

Fonte: Livrosdefutebol.com
 

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Anos 90: Um Campeão Chamado Cruzeiro

Grandes acontecimentos viram livro, filme ou ambos. No caso da década de 1990 do Cruzeiro, por ora, é objeto de livro. Em janeiro de 2010, Anderson Olivieri Mendes iniciou as pesquisas. Pretendia criar, para o torcedor cruzeirense, algo que o fizesse reviver o período mais vitorioso da história do Clube. O resultado está aí: “Anos 90: Um campeão chamado Cruzeiro“.

Separada em três grandes capítulos – Conquistas, Ídolos e Histórias -, a obra permeou pelos fatos mais brilhantes e importantes da década de ouro do Cruzeiro. Do início, 1990, ao fim, 1999, tudo está devidamente registrado, com informações sempre amparadas por protagonistas da época.

Todas as conquistas oficiais, 17 no total, foram revividas. E, para alegria do torcedor-leitor, quem gasta a palavra nesse capítulo são os ídolos. São eles próprios que contam, com riqueza de detalhes, os desafios e bastidores dos títulos. Para narrar a Copa do Brasil 1996 e a Libertadores da América 1997, por exemplo, Ricardinho e Elivélton, respectivamente, foram os escolhidos para o depoimento.

Em seguida, o capítulo “Ídolos” presenteia o torcedor com histórias emocionantes sobre alguns dos mais importantes nomes do Clube na década. Douglas, Adilson Batista, Ademir, Dida, Nonato, Marcelo Ramos, Roberto Gaúcho, Ricardinho, Palhinha e Wilson Gottardo são os homenageados. Em entrevistas exclusivas, eles contaram detalhes do início da carreira, das dificuldades da infância, da chegada ao Cruzeiro e do alcance da condição de ídolo.

Oito histórias fantásticas dão o tom final ao livro. O surgimento de Ronaldo está contado no texto “Fenomenal”. A invasão de cruzeirenses ao estádio, na final do Mineiro de 1997, está em “O Mineirão é nosso”. É claro que a provocação ao rival não poderia ficar de fora. Em “O Galo virou galinha”, Paulinho Maclaren conta os motivos que o levaram a comemorar o gol contra o Atlético-MG imitando uma galinha.

“Uma Raposa no Cruzeiro”, “O gol do Guerreiro”, “Vira-vira da década”, “Santiago se rende à Bestia Negra” e “Geovanni, o predestinado” completam esse capítulo, que, sem dúvida, revelará ao torcedor cruzeirense que a década de 1990 é brilhante não só pelos títulos vencidos e ídolos consagrados.

“Anos 90: Um campeão chamado Cruzeiro” é a oportunidade dos que viram reviverem; dos que não viram, conhecerem. É arte mais uma vez contribuindo para a perpetuação da rica história do Cruzeiro.

Sobre o Autor

Anderson Olivieri Mendes, 27 anos, é cruzeirense por herança paterna. Nascido em Brasília, optou pelo Maior de Minas quando, aos cinco anos, foi presenteado pelo pai com uma camisa azul estrelada. É um alucinado pela história da década de 1990 do Cruzeiro. Tanto que resolveu transformar essa paixão em livro. Escolheu a advocacia como profissão, mas futebol e Cruzeiro, não necessariamente nessa ordem, são assuntos sempre presentes. É o mentor e editor do blog “Cruzeiro nos Anos 90” (www.cruzeironosanos90.blog.br).

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Nunca Houve Um Homem Como Heleno (2a edição)

Foram 39 anos de vida, 305 jogos como profissional e 251 gols. Heleno de Freitas era um turbilhão dentro dos campos – o grande ídolo do Botafogo na era pré-Garrincha, tendo jogado também pelo Fluminense, Vasco da Gama, Boca Juniors e pela Seleção Brasileira. Fora do gramado era um sedutor irresistível. De um amigo tricolor do Clube dos Cafajestes ganhou o apelido Gilda, que remetia à personagem de Rita Hayworth no filme homônimo de Charles Vidor: linda, glamourosa e temperamental. Atributos que se encaixavam perfeitamente em Heleno.

O jogador teve uma vida intensa. Ídolo nos gramados e frequentador da alta sociedade carioca, era boêmio, perfeccionista, impulsivo e viciado em lança-perfume e éter. No fim da vida, sofrendo de sífilis e consumido pela doença, foi internado em um hospital psiquiátrico em Barbacena, Minas Gerais. Morreu, em 1959, em um sanatório, considerado louco. Nunca houve um homem como Heleno é a fascinante história de um craque-problema do futebol nacional.

Sobre o Autor

Marcos Eduardo Neves é jornalista e trabalhou nas redações do Jornal do Brasil e do Jornal dos Sports. É autor das biografias de Renato Gaúcho e Roberto Medina, entre outros livros. Prepara-se para pesquisar a biografia do jornalista Mario Filho, que a LivrosdeFutebol.Com pretende lançar em 2014.

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ISO para eventos

Ao acessar a reportagem, por indicação do colega André de Paula (com quem realizo algumas pesquisas na área de responsabilidade social para o esporte), me deparei com algumas reflexões feitas já em outras colunas, passíveis de relacionar com a forma com a qual o futebol se posiciona perante a opinião pública de uma maneira geral.

Trata-se da proposta de norma ISO para eventos, a ser efetivada pela ABNT a partir de junho deste ano. E as perguntas que sempre fazemos são: como o futebol vai olhar para a nova (vindoura) proposta? Vai esperar todos os outros setores fazer para, depois de alguma pressão, realizar em seus estádios? Vai esperar o mundo adotar para depois (de alguns 10 a 20 anos) implementar no Brasil?

Lembrando que a antecipação à mudança tende a ser mais barata no longo prazo. Lembrando também que os pioneiros são sempre reconhecidos e, além de dar um contributo à sociedade, o primeiro clube que conseguir implementar e ser certificado poderá obter conquistas intangíveis, como maior apreço de seu torcedor, da mídia e até de empresas patrocinadoras, que hão de procurar atrelar sua imagem a um clube que transmita de fato uma imagem positiva.

Pela representatividade do futebol no Brasil, um dos grandes legados sociais e ambientais dos inúmeros jogos realizados todas as semanas em nosso território pode ser a sustentabilidade destes eventos.

Está aí uma ótima oportunidade para o segmento ampliar seu desenvolvimento!

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br