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Caso André Santos e a demissão do atleta de futebol

Na semana que passou a imprensa noticiou a demissão do lateral esquerdo André Santos, pelo Flamengo, após ser agredido por torcedores.

O contrato de trabalho do atleta é um contrato especial regulado pela Lei Pelé devendo-se aplicar a CLT somente de forma subsidiária.

No que tange à sua duração, o contrato do atleta profissional tem o prazo determinado de três meses a cinco anos, podendo, entretanto, ser rescindido unilateralmente antes do seu término.

Outrossim, neste caso, o clube deverá arcar com a cláusula compensatória desportiva cujo o valor será livremente pactuado entre as partes, observando-se, como limite máximo, 400 (quatrocentas) vezes o valor do salário mensal no momento da rescisão e, como limite mínimo, o valor total de salários mensais a que teria direito o atleta até o término do referido contrato.

A intenção do legislador foi a de proteger o cumprimento do contrato e desestimular a demissão por partes das entidades de prática desportiva.

No caso em comento, havendo a demissão do André Santos, dependendo do que foi pactuado, o Flamengo arcaria com, pelo menos, todos os salários do atleta até o fim do contrato.

Esta situação ainda teria a peculiaridade da demissão se dar no momento em que o clube carioca está na lanterna do campeonato brasileiro e logo após o jogador ter sido agredido por torcedores rubro negros.

Ou seja, além de todo o prejuízo financeiro a demissão do atleta passaria a sensação de que o Flamengo estaria referendando a atitude violenta da torcida e poderia acabar por deflagrar outros movimentos semelhantes.

Acertadamente, de certo aconselhada pelo seu competentíssimo corpo de advogados, a diretoria do Flamengo manteve intacto o contrato do lateral André Santos. Ganhou o futebol e ganhou a paz nos estádios. 

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Finanças da CBF em 2013

A CBF apresentou a maior receita da sua história, atingindo R$ 452 milhões em 2013. Esse valor representa uma evolução de 18% em comparação com 2012, quatro pontos percentuais inferior ao registrado em 2012 quando comparado com 2011.

Desde 2003 a receita da entidade cresceu 310%. Desde 2007, quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa de 2014, seu faturamento apresentou aumento de 277%. 


 
*Consultor de marketing e gestão esportiva com ampla experiência em projetos de planejamento estratégico, estruturação de estratégias de marketing e comunicação, branding, patrocínios, viabilidade econômico- financeira e desenvolvimento de business plan.

Profundo estudioso da Football Industry da Europa e sua aplicabilidade ao mercado brasileiro de futebol.

Mais de doze anos de experiência em projetos de consultoria para clubes, patrocinadores e investidores, com foco em estratégias de marketing e viabilidade econômico-financeira de projetos.

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Um futebol mais cognitivo

Vou iniciar este escrito trazendo um questionamento sobre o aspecto cognitivo: numa partida de futebol, faz mais sentido um jogador correr mais rápido, ou um jogador correr de forma mais apropriada? Ou ainda, sendo o futebol um esporte coletivo, melhorar a velocidade mecânica dos jogadores é tão e/ou mais importante do que trabalhar a velocidade de pensamento dele à ação que se pretende no jogo?

Repasso aos leitores essa pergunta a qual frequentemente vêm à minha mente, em especial, quando acompanho os treinos e jogos das equipes brasileiras onde com algumas exceções, a “correria” impera sem qualquer senso coletivo, leia-se transições/compactação/basculação e circulação.

Não é novidade para nós profissionais do futebol o impacto positivo dos estudos e investigações acadêmicas sobre a mente e o comportamento humano, e consequentemente a aplicação de tais resultados no processo de ensino/aprendizagem/treinamento de futebol.

Do notabilíssimo neurocientista português Antonio Damásio ao excepcional brasileiro internacionalmente reconhecido Miguel Nicolelis, estamos definitivamente vivenciando um período de evolução da mente humana que passa pelo entendimento das emoções e sentimentos.

Recentemente, inúmeras pesquisas têm sido conduzidas acerca do funcionamento cerebral e o nosso esporte, algumas relacionadas com a Teoria dos Marcadores Somáticos(TMS), outras com a Teoria da Mente(TM).

A fim de simplificar, a TMS relata a hipótese de que as reações físicas iniciam-se por meio dos estímulos emocionais dos marcadores somáticos mostrando que as emoções estão intrinsicamente ligadas às decisões racionais. A TM define-se pela capacidade de explicar e predizer o comportamento de elementos da mesma espécie por meio da observação de suas ações intencionais.

Basicamente, as emoções desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do raciocínio e da tomada de decisões através do estímulo feito no córtex cerebral onde acontece as grandes representações da mente tais quais visão, audição e tato. Então, é justamente através da construção e da ligação dessas representações que se dá o raciocínio.

Transpondo esses fatos ao cotidiano dos jogadores nos treinos e jogos, é notório que continuamos deixando de lado o trabalho do “despertar” dos fatores cognitivos como o desenvolvimento da velocidade neural de ação dos atletas, do aperfeiçoamento da percepção de movimentação, e da otimização na tomada de decisão em detrimento dos tradicionais processos de treinamentos fisiológicos e biológicos.

Dentro deste contexto, faz-se necessário salientar que a ênfase “física” dos nossos treinamentos de futebol se dá por uma herança cultural, um pensamento analítico e mecanicista que sustentou, e ainda permanece resistente na nossa graduação, nos nossos estudos, e portanto nas nossa condutas.

Particularmente, entendo e respeito esse sólido hábito que orienta essas concepções. Entretanto, como venho expondo há algum tempo, acredito que os resultados práticos através do trabalho cognitivo decisional, intecional é bem mais eficiente.

Neste passo, cito o coordenador do gabinete de futebol da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto(FADEUP), o docente Prof. Dr. Júlio Garganta: “O músculo deve ser preparado para servir às idéias”

Indubitavelmente, todos nós buscamos uma melhora na capacidade do comportamento dos atletas onde a integração e a interação dos jogadores manifeste-se automaticamente, deste modo é preciso dar ênfase a treinos com exercícios específicos, educativos e contextualizados ao jogo fornecendo ao máximo ferramentas em que as intenções de todos os atletas sejam compreendidas pelos demais, fazendo com que o processo mental coletivo se maximize.

Tais exercícios podem caracterizar-se por jogos reduzidos, mini-jogos e jogos coletivos, com o treinador administrando a quantidade de jogadores, monitorando a duração das atividades, ampliando e reduzindo os espaços/dimensões do campo. Fundamental neste sistema é a correlação entre os exercícios propostos e a estruturação do modelo de jogo da equipe, bem como o elo entre esse e a periodização estabelecida.

Por fim, creio que a exploração desse método por meio de estudos teóricos e vivências práticas enriquecerá significantemente o processo de ensino/aprendizagem/treinamento de futebol dos jogadores, o que tende por consequência evoluir nosso esporte como arte e espetáculo. 

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FPF celebra parceria com a Universidade do Futebol

Com ideias similares, de modernizar e profissionalizar o futebol brasileiro, as duas entidades procuraram uma maneira de iniciar um trabalho conjunto.25/07/2014
Confira o post na íntegra

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Lições ao jogo brasileiro

Quem tem o hábito de ler minhas colunas no Universidade do Futebol talvez se sinta enfadado ao ler o atual texto. É que há tempos venho abordando alguns assuntos que têm muito a ver com o tema desta crônica e com o momento atual das necessidades do futebol brasileiro.

O ambiente esportivo mundial, e principalmente o brasileiro, está atônito diante da trágica derrota para os alemães. Não é tão simples entender já que somos – ou éramos? – o país do futebol. Apesar de achar que uma derrota não pode ser causa de grande comoção, aproveito a oportunidade para continuar falando de alguns problemas que afligem o futebol brasileiro há décadas. Eu diria que já estamos vivenciando com bastante maturidade a primeira fase das nossas necessidades: discutindo o fato; levantando hipóteses em cima das possibilidades de soluções. Enfim, estamos vivenciando a experiência de um amplo debate, aleatoriamente, mas não deixa de ser um grande debate.

Um expressivo erro que não podemos cometer é estacionarmos nesta fase. Contrataremos um novo treinador e acharemos que novos rumos serão tomados com a chegada de mais um “salvador da pátria”. Estaremos sim, perpetuando uma fórmula perniciosa e ineficaz de soluções para os resultados de campo.

Aí reside, talvez, o grande “x” da questão: há anos, temos procurado soluções para os resultados e não para a qualidade do nosso jogo. A segunda preocupação nos remeteria à interferência em várias áreas que necessitam de cuidados especiais. Isto geraria muito trabalho e algum tempo para que os resultados aparecessem. Historicamente tem se comprovado que nós brasileiros não queremos esperar por respostas tão demoradas!

No entanto, o que não tivemos pressa em destruir, são aproximadamente trinta anos de um processo depreciativo do nosso jogo, não podemos ter pressa para reconstruir. Será preciso, a partir de uma ampla reflexão, um plano de ação multidisciplinar nas mesmas dimensões. Tudo deverá passar por:

1 – Adequar a gestão esportiva brasileira – nos âmbitos das leis que regulamentam a prática do nosso esporte, nos clubes, nas Federações, na CBF e em outras instituições afins;

2 – Regulamentar a profissão de treinador – o que passa pelo primeiro item;

3 – Qualificar e regulamentar a capacitação dos nossos treinadores – idem;

4 – Ainda como consequência do primeiro item, mas quase que como um item distinto, viabilizar o calendário de competições nacionais;

5 – Dentre muitos outros pontos, que acabam sendo consequências, principalmente, do primeiro item: a gestão esportiva.

Se assim é, será preciso orientar essa discussão em foros competentes e que tragam soluções. Os órgãos de competência institucionalizada devem “dar a cara” à frente desses foros. Ao contrário do que costumamos assistir, será importante a participação de todos os segmentos envolvidos na engrenagem do futebol: dirigentes de clubes, treinadores, atletas, mídia especializada, dirigentes de federações, instituições governamentais, representantes da sociedade, dentre outros. Se assim não for, correremos o risco de ficarem pontos mal resolvidos, ou com conclusões distorcidas.

A CBF, como entidade mantenedora da ordem e competência futebolística brasileira, terá oportunidade ímpar nas mãos, qual seja, capitanear o grande projeto de reestruturação do futebol brasileiro.

Não precisamos criar uma colcha de retalhos pegando pedaços de verdades que servem a outros países e que vindo para a nossa realidade não resolverão nossos problemas. A simples exposição da realidade vivida pelos segmentos do futebol brasileiro será capaz de subsidiar uma importante “carta de intenções” para a resolução dos nossos problemas. A partir daí, a vontade política deverá arregaçar as mangas dos segmentos responsáveis e mãos a obra. Temos muitos profissionais de alto nível, em vários setores do esporte das multidões, que estão diluídos num ambiente mal gerido. É preciso saber explorar o potencial latente destas competências.

Não quero cometer os mesmos erros dos muito bem intencionados escritores e oradores que estão apontando vários problemas e meias soluções para cada um deles. A abordagem é complexa e, às vezes, para debelar uma causa deveremos ir em várias direções. Defendo uma abordagem ampla, onde de A a Z todos os setores do esporte dos nossos corações sejam contemplados na empreitada do desenvolvimento que almejamos.

O futebol brasileiro clama por uma atenção há vários anos. É preciso fazer algo. Volto a dizer, não vejo o 7×1 como causa dos problemas, mas pode ser um ponto a partir do qual virão várias soluções.

Se tivermos o cuidado de observar com olhos criteriosos, veremos que de várias formas já existem movimentos brasileiros se desenvolvendo em favor da modernização do jogo e da gestão do nosso futebol. São correntes independentes e ou isoladas que pregam ou desenvolvem linhas de trabalhos bastante competentes e modernas. Alguns treinadores, principalmente da base, categorias de base de alguns clubes, projetos de cursos e pós-graduações espalhados pelo país, setores do jornalismo especializado, dentre outros segmentos, já pensam, propagam ou promovem trabalhos interessantes para o futebol. É preciso que esta frente de atuação alcance o grande círculo do futebol brasileiro para provocar as mudanças necessárias. No universo da complexidade sistêmica o mundo se reinventará sistemicamente se houver mudança de hábitos seguida de alterações na mentalidade. Toda causa cria novos efeitos que vão se confrontando ao longo da linha do tempo. Da mesma forma que se deteriorou, o futebol brasileiro veio criando antídotos a estas mazelas, que infelizmente não tiveram forças para debelá-las a tempo e a hora. Com olhares criteriosos perceberemos as “soluções caseiras” necessárias e interessantes para os nossos problemas futebolísticos.

O site Universidade do Futebol há alguns anos é parte deste “mutirão” de intenções nacionais que aponta para a competente modernização do futebol brasileiro. Trata-se de um grande foro virtual de debate dos problemas e soluções nacionais para o futebol. Se os organismos competentes brasileiros tiverem a inteligência e perspicácia de tê-lo como orientador dos seus passos, não tenho dúvidas, caminharemos rapidamente na trilha das soluções de muitas das nossas dificuldades.

O futebol brasileiro vai se reerguer. É preciso, no entanto, que encaremos a evolução sem a arrogância tupiniquim que tem nos afligido nos últimos anos: somos os melhores, pois temos os melhores jogadores do
mundo. Ou, quando necessário os nossos jogadores resolverão. É importante aceitarmos que o melhor jogador do mundo, chancela mundial atribuída ao jogador brasileiro, não joga mais o melhor jogo do mundo. A nossa escola do jogo se perdeu, talvez como consequência dos efeitos de muitos anos da tal arrogância tupiniquim. Não somos mais o país do futebol, mas eu acredito que ainda somos o país do jogador de futebol. Já ouvi isto antes!

Até a próxima resenha. 

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Ressignificando os fatos no esporte

Após a retomada do campeonato brasileiro, já percebemos técnicos sobre enorme pressão e atletas com o rendimento abaixo de sua média normal de desempenho. Muitas vezes após um determinado período sem jogar e dependendo da colocação da equipe no campeonato o atleta retorna as atividades em uma partida oficial suportando um grande peso da necessidade de reverter um quadro de baixo desempenho que se materializou. Caso a equipe consiga resultados positivos, tudo melhora e o reflexo no ambiente de trabalho é imediato, mas e quando as vitórias não acontecem?

Nestas situações todas as cobranças sobre os maus resultados e eventuais falhas na atuação da equipe colocam ainda mais pressão e aprisionem mentalmente os atletas nos resultados ruins recentes. Então o que fazer?

Uma boa alternativa para apoiar na recuperação dos atletas é utilizar a Ressignificação com os atletas, eles passarão a compreender que toda e qualquer experiência boa ou ruim não tem qualquer significado. Ela apenas é o que é em si! Nós é que atribuímos a ela o significado conforme nossas crenças, valores, preocupações, gostos e desgostos.

Ressignificar é mudar a maneira pela qual a pessoa percebe um evento que aconteceu e assim, mudar o seu significado. Quando o significado sobre o fato muda, respostas e comportamento também mudarão! A ressignificação oferece flexibilidade de pensamento e permite que o atleta veja os eventos sob um ponto de vista diferente.

Mas é muito importante ressaltar que o coach que irá conduzir uma ressignificação tenha um ótimo Rapport com o atleta, pois caso contrário o atleta poderá acreditar que todo o processo é uma simples conversa da boca para fora e sua ressignificação do evento será falha. A essência da boa ressignificação é que funcione para o atleta, quando funciona a mudança fisiológica é visível, na medida que ele avalia a experiência de uma nova maneira.

Então, para as equipes que ainda não engrenaram na retomada do Brasileirão fica a dica para apoiar os atletas neste momento.

Até a próxima! 

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A estruturação das competições

Com o término da Copa, o foco dos debates e comentários agora volta a ser a estruturação do futebol brasileiro, que é bradada por muitos no sentido de posicionar o Brasil como a maior potência do esporte mundial. Um dos focos desta estruturação passa pelas competições, que se coloca como base para que o país possa ter um melhor produto vendável para um “público sedento por consumo”.

É inegável a necessidade de se debater e de transformar em algumas medidas o calendário do futebol brasileiro. Mas, seguindo o tom dos meus últimos textos, precisamos ter cautela. Vejo muitas propostas que parecem fazer muito sentido em termos esportivos, mas não levam em conta o aspecto financeiro em relação à autossustentabilidade das competições no médio-longo prazo.

Quer-se uma transformação do dia para a noite, subsidiada pelo governo ou a CBF – aliás, é comum da nossa cultura esperar que alguém, alheio ou não ao processo, pague a conta, sem determinar efetivamente quanto, como e por que deve pagar!!! E este é o ponto: não se pode querer uma ruptura total já em 2015 com recursos alheios.

Para o crescimento das competições e a ampliação da participação de mais clubes com um calendário mais consistente e duradouro do que os atuais 3-4 meses, é preciso “fazer crescer o bolo financeiro” aos poucos, em um plano que compreenda a realidade da maioria dos clubes pequenos e que leve em conta um desenvolvimento orgânico. Ilustro esta breve retórica com dois exemplos: um do momento atual e outro com a narrativa de um fato histórico.

Primeiro, a saber, conforme divulgado no site www.srgoool.com.br, na primeira rodada da Série D do Campeonato Brasileiro deste ano, que ocorreu no último final de semana, das 16 equipes que jogaram em casa, nada menos do que 11 “pagaram para jogar”. Isso mesmo, 11 equipes, fazendo um cruzamento da renda líquida sobre o número de “pagantes”, tiveram que pagar para cada torcedor ir ver o jogo. A Cabofriense-RJ, por exemplo, “pagou” o equivalente a R$ 53,22 para cada um dos seus 134 torcedores irem ao estádio ver o jogo diante do Guarani de Palhoça-SC. Essa premissa, obviamente, não se restringirá à primeira rodada. A tendência é que se repita ao longo dos próximos 5 meses de competição. Ou seja, não temos mercado consumidor, por enquanto, para sustentar mais do que as 60 equipes das Séries A, B e C (sabendo que algumas destas equipes igualmente são deficitárias).

O segundo caso é um que remonta o ano de 1995, quando eu acompanhava futebol apenas como torcedor. Naquele ano, assisti todos os jogos em casa do Joinville-SC na Série C do Campeonato Brasileiro. O JEC foi derrotado nas quartas-de-final pelo XV de Piracicaba (em jogos de ida e volta), equipe que lançou naquela época o famoso “Carrossel Caipira” com o técnico Oswaldo Alvarez e se sagraria campeão Brasileiro da Série C na final contra o Volta Redonda, 4 jogos mais tarde.

Pois bem, o regulamento da Série C de 1995, que contou com 107 equipes (sendo que praticante 80% das equipes jogou menos de 8 jogos e o campeão disputou 16 partidas) previa o acesso de 2 equipes para a Série B de 1996. Acontece que, ao se definir o regulamento e as equipes para disputarem a Série B de 1996, houve várias desistências, abrindo vaga para o 3º, 4º, 5º e 6º colocados da Série C, que acabou por incluir o Joinville-SC na Série B de 1996 (além de ABC, Atlético Goianiense e Gama). Isso mesmo: 4 equipes simplesmente desistiram de participar da Série B por razões econômicas!!! Série B!!!

O que isso quer dizer? Passados aproximadamente 10 anos desde 1996, a Série B se tornou um produto bom em meados da década de 2000. Hoje, quase 20 anos depois, é um produto consistente para equipes de médio-grande porte. A Série C, desde que foi implantado um novo formato de disputa em 2009 (com 20 clubes), vem ganhando espaço na mídia e está em um bom processo de crescimento. Esse processo de desenvolvimento até a sua efetiva consolidação tende a levar mais 5 ou 10 anos.

É isso que precisamos compreender ao propor inovações no calendário e no formato das competições: que nem todos os clubes terão condições de jogar em um sistema profissional (a constatação é dura, mas é real) e o desenvolvimento levará, naturalmente, bons anos para se consolidar – será preciso analisar todas as etapas para não haver atropelos e tampouco rupturas que desviem o foco.

E é lógico: com boa gestão, somado à qualidade do projeto, a tendência é que a curva de crescimento se acelere. O que não existe é o alcance de um “patamar ótimo” do dia para a noite. Não existe mágica… nem no futebol, nem em nenhum outro tipo de negócio no mundo!!! 

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Onde esteve o técnico do seu time durante a Copa do Mundo?

Ao todo foram 64 jogos, a maioria de alto nível, na Copa do Mundo da FIFA 2014 que aconteceu no Brasil entre 12 de junho a 13 de julho. As melhores seleções desfilaram esquemas táticos utilizados nos campeonatos da Europa, e as seleções menos badaladas demonstraram que jogadores certos nas posições adequadas podem conseguir bons resultados. Foi o caso da Argélia contra a Alemanha, e também da Costa Rica contra Itália e Holanda.

Também desfilaram pelo Brasil alguns bons jogadores das seleções latino-americanas e africanas que jogam em ligas menores que o campeonato brasileiro, ou em times pequenos da Europa. As boas seleções da Costa Rica, Argélia e Colômbia são exemplos de escalações repletas de bons jogadores para os gigantes brasileiros. Sem mencionar aqui os treinamentos abertos e os conhecimentos que circularam por aqui durante a Copa.

E os técnicos brasileiros, das equipes das várias divisões, onde estiveram neste período tão rico para o futebol mundial? Pouco se tem falado disso na imprensa esportiva, nos sites de clubes e etc.

Houveram partidas que muito ajudariam os professores a entender melhor o que se produz fora das quatro linhas verde-amarelas. França e Alemanha é um exemplo disto. Vendo o placar apertado, um a zero, diríamos: jogo difícil, de duas grandes seleções. Assistindo o jogo lance a lance, percebe-se um claro domínio alemão, poupando energias depois do gol logo cedo, aos 13 minutos da primeira etapa. Apesar da França ter subido algumas vezes ao ataque, Hummels e Boateng, bem posicionados, colados aos volantes, matavam as jogadas antes delas se transformarem em chances de gols. Outro bom exemplo é a Holanda. Segura e consciente de suas limitações defensivas (uma defesa sobretudo pesada), a laranja “entregou” a posse de bola ao adversário diversas vezes, marcando no seu campo, sem cansar a sua defesa e forçando a defesa adversária a deixar um campo vasto para os passes de Kuyt e Wijnaldum, mas principalmente para a velocidade do craque Robben. Um esquema tático sob medida para aqueles jogadores em específico.

Por isso, quem procura estudar o futebol e entendê-lo, só tinha um lugar para estar durante a copa: no máximo de jogos possíveis!

Claro que existiram intertemporadas e amistosos de preparação. É óbvio que o trabalho para o entrosamento do elenco também é importante. Mas houveram jogos à noite. Houveram jogos aos fins de semana. Houveram possibilidades para os que quiseram assistir os jogos. E ao que conste, não foram muitos os que se dedicaram a aprender mais.

Nos acostumamos aos professores que não precisam estudar. Os técnicos campeões que em anos e anos de profissão já sabem de absolutamente tudo o que há para saber. É tão raro ver um técnico “dar um tempo” na carreira para se atualizar, se reciclar, estudar o futebol, que tão logo algum o faça, já se transforma em noticia. E já há quem diga que ele “está em baixa”. Isso é um absurdo. Não pode haver nada mais danoso ao futebol do que a previsibilidade de dois times em campo, que passam ali 90 ou 120 minutos “se estudando”, porque um já sabe o que o outro irá apresentar. Foi exatamente a previsibilidade total e completa da seleção brasileira, nesta copa 2014, a responsável pelo nosso fiasco.

Por isso, ao invés de questionarmos o nome do técnico que assumirá este ou aquele clube, é preciso questionar o que o clube, e a CBF principalmente, está fazendo para formar e desenvolver as capacidades daqueles técnicos que estão em atuação. Ao invés da famigerada “dança das cadeiras” que existe todos os anos no campeonato brasileiro, é mais do que necessário um intensivão das cadeiras, onde os professores juntos estudem o futebol, extraiam mais dos jogadores de que dispõem, e apresentem um futebol mais qualificado e atrativo nos gramados brasileiros.

E ai, onde esteve o técnico do seu time do coração durante a Copa?
 

*Escritor e pesquisador das relações entre Futebol e Literatura

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Dunga paz e amor

Ele não foi tão mal na Seleção como amam detestá-lo os muitos críticos. Também não foi tão bem como adoram defendê-lo seus poucos defensores tão empedernidos quanto ele em campo e no banco.

Ele é mais do mesmo. Como é o vice que será presidente Marco Polo. Como é o presidente que será vice Marin. Dois que apreciam o estilo e conservador de Dunga. Pátria de chuteiras e de coturnos. Guarda pretoriana canarinho. Escola militar de organização pétrea. Disciplina além da conta. Liberdade vigiada. Vigilância privada. Segurança máxima. Fervor a ferro e fogo.

Não gosto do estilo. Mas respeito o homem e o profissional. Não seria o meu treinador. Prefiro Tite. A bola desta vez. Muito mais que o Dunga que já virou em campo um jogo mais pesado da Copa de 1990 para a de 1994. Mas que não me parece o treinador pronto para o que precisamos. Ele pode resgatar algo que o grupo de Felipão havia resgatado até ser rasgado no Minerazen. Ele sabe botar mais Brasil na camisa.

Mas o mais importante é colocar mais futebol brasileiro nas chuteiras. Não acho que é o cara certo.

Não me parece o treinador ideal. E mesmo o meu “ideal” ainda está longe do necessário.

Até por falta de muitas coisas que o treinador da Seleção não pode resolver. E nem sabe como fazer.

Ao menos começou bem o papo de Dunga no comando da Seleção. Mandou bem na humildade do primeiro pronunciamento ao dizer que ele errou no trato com a imprensa, que ele focou muito no desempenho em campo e que, agora, será mais, digamos, aberto a diálogo. Ou não tão fechado num casulo, num feudo.

Foi bem. E espero que a imprensa também dê um crédito a ele a esse respeito. Até por que a imprensa não ganha jogo. Mas pode perdê-lo. Um ambiente ruim como foi criado de lado a lado não ajuda o Brasil. Dar-se bem com a imprensa não importa tanto, como bem soube a Itália de 1982, campeã do mundo em greve com toda a stampa italiana.

Dunga pareceu sereno, tranquilo, na escala Dunga de humor, que vai de Dilma a doutor Enéas.

Não se aprofundou em nada, também por que não foram levantadas bolas nessa direção a ele. Mas deixou claro que não fará milagres. Não venderá sonhos. Irá aprimorar o coletivo. Disse que aprendeu algumas coisas com a Copa (sobretudo com a Alemanha). Falou muito da “inteligência calcis” (apertando o SAP do português para o italiano), ops, inteligência futebolística. Algo que ele conversou muito com o amigo “Enrico” (Arrigo) Sacchi.

Elogiou bastante o trabalho sem bola dos alemães, a marcação mais recuada atrás da pelota de muitas equipes na Copa, o comprometimento do artilheiro Muller na marcação, e o comprometimento do goleador Klose em prol do coletivo, não para quebrar o recorde individual de Copas.

Embora tenha dito que a “única” equipe que atuou ofensivamente com três na frente foi o Chile – que não foi, era um 3-4-1-2, no mais das vezes. A Alemanha que tanto ele gostou jogou, sim, no 4-3-3, embora com o meia Ozil como o homem pela esquerda e, por vezes, Muller pela direita (quando Klose assumiu o comando de ataque).

Dunga enfatizou a questão coletiva – ótimo -, não gosta tanto de malabarismos com a bola – faz parte -, mas, de fato, não falou – e a ele não foi perguntado – como fará com o time.

De bom, mesmo, é que não vai adotar o estilo terra arrasada. Vai aproveitar o que houve de bom em 2014. E vai trabalhar também a curto e médio prazo. Não adianta escalar agora o time para o pontapé inicial na Rússia, em 2018. É tempo de fazer uma transição segura e gradual.

Dunga também cutucou a questão do equilíbrio emocional da Seleção. Veladamente, mas tocou no assunto que pode e deve ser melhor tratado. Mas não com defesas de teses definitivas.

Enfim, mais do mesmo de Dunga e de entrevistas coletivas.

Ao trabalho, meus velhos.

 

*Texto publicado originalmente no blog do Mauro Beting, no portal Lancenet.

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A reinvenção do Futebol Brasileiro

Muitos textos foram escritos após a derrota da seleção brasileira para a seleção alemã ocorrida no dia 08/07/2014 em um resultado catastrófico que eliminou na fase semi-final a seleção pentacampeã da disputa pela sua sexta estrela. Dentre os textos escritos tivemos aqueles mais sensacionalistas com propósito único de tumultuar ainda mais o ocorrido, mas também alguns textos de qualidade buscando as mais diversas explicações não somente para a eliminação, mas sim para o resultado catastrófico de 7 a 1.

O primeiro passo para uma discussão mais acadêmica sobre o Futebol é não cair no fútil e ingrato gesto de individualizar o problema a exemplo do que fez o nosso então Técnico vencedor da Copa do Mundo de 2002, Luiz Felipe Scolari, que atribui unicamente a ele a culpa pela eliminação, sendo que ele, ao contrário do que muitos dizem, possui sim o seu mérito já que, juntamente com o Prof. Carlos Alberto Parreira configura-se um dos poucos que alcançaram o feito de já conquistar o campeonato mundial de Futebol. Aproveito o espaço ainda para dar um mérito adicional ao Prof. Parreira por suas contribuições acadêmicas ao Futebol, como o próprio método de treinamento “fartlek” (treinamento intervalado) implantado quando o mesmo exerceu o cargo de Preparador Físico na Copa de 1970, não com isso dizendo que o cargo mais complexo e desafiante para um estudioso da Fisiologia do Exercício e do Treinamento Desportivo seja os quase 30 dias que os mesmos comandam os treinamentos físicos dos atletas que já foram devidamente treinados ao longo das temporadas em seus respectivos clubes.

Muito se falou em algumas mídias televisivas e até mesmo impressas da reformulação do Futebol nacional, mas o que seria, ao bem da verdade, a tal reformulação do Futebol brasileiro? Pergunta complexa passível de uma resposta bem simples: PROFISSIONALIZAÇÃO.

Chegou um momento que a Confederação Brasileira de Futebol, independente de quem seja seu presidente ou mandatário deve acatar, em primeira instância o Bom Senso FC., movimento este idealizado por Futebolistas pensantes e atuantes como Paulo André (Shanghai Shenhua F.C.), Alex (Coritiba F.C.) e outros que apesar de não terem seus nomes aqui citados possuem importância de igual magnitude para o esporte número 1 do Brasil. O presente movimento tem como propostas principais:

– modificação do calendário: propondo uma temporada em que os clubes de menor expressão joguem uma quantidade superior de jogos, contribuindo, deste modo, para o aspecto financeiro destes clubes, o que dá maior oportunidade não apenas aos jogadores mas também aos profissionais que dedicam seu precioso tempo para o estudo da modalidade. No outro lado da balança, os clubes de maior expressão, a exemplo dos clubes europeus, teriam uma quantidade menor de jogos ao longo da temporada, o que permitiria uma qualidade física, e, portanto, técnica e tática superior aos campeonatos municipais, estaduais e nacionais, gerando, inclusive, melhores resultados internacionais;

– fair play financeiro: apesar da receita de grande parte dos clubes brasileiros ter crescido, pôde-se observar um aumento ainda maior das dívidas dos mesmos, o que muitas vezes culmina em atraso no pagamento dos salários dos jogadores e dos funcionários de tais clubes, principalmente aqueles que estão em término de contrato. A partir disto, o fair play financeiro proposto pelo Bom Senso F.C. preconiza que os clubes tenham uma gestão racional e profissional, gastando apenas aquilo que pode ser arrecado, nem que para isto tenha que haver uma devida redução nos salários dos jogadores;

– torcedores: tão urgente quanto os dois itens supra-citados está o respeito ao torcedor brasileiro, que na Copa do Mundo de 2014 teve uma “amostra”, e esta bem singela, daquilo que se pode ter ao longo de toda a temporada do campeonato nacional. Dentre as melhorias necessárias e fundamentais temos a segurança nos estádios, ajustes no valor dos ingressos, nos horários dos jogos e assim por diante. O torcedor pode e deve ser parte ativa deste processo sugerindo aquilo que ele acredita ser necessário para que suas visitas aos jogos do seu clube de coração sejam mais atrativas, levando-os mais vezes aos estádios brasileiros. Aproveitando o espaço dou minha contribuição como torcedor: por que não fazer como a Bundesliga que criou uma comissão de segurança com recursos próprios em prol dos torcedores alemães, não dependendo com isso apenas das forças auxiliares proveniente da Prefeitura da Cidade ou do Governo do Estado.

Após aderir devidamente ao Bom Senso F.C. e contamos para isso com a presidenta Dilma Roussef que no dia 26/05 do ano corrente recebeu alguns atletas responsáveis pelo movimento e comprometeu-se a partir disto a se pronunciar sobre o assunto (isso se o tempo dedicado à sua reeleição permitir).

Com isso, pode-se dizer que o próximo passo seja a profissionalização do Futebol nacional, propondo para isso:

– profissionalização do Técnico de Futebol: ser Técnico de Futebol no Brasil é apenas uma ocupação em que até um passado bem remoto os jogadores aposentados atuavam sem qualquer tipo de preparação para esta nova tarefa ou cargo. O modelo que o Brasil anseia é um modelo semelhante ao modelo europeu, organizado e planejado pela UEFA (Union of European Football Associations), onde ser Técnico de Futebol é visto como uma profissão, que exige qualificação acadêmica e profissional, em vários níveis de formação sendo que cada nível possibilita e outorga ao Treinador direito de atuar em determinada categoria do Futebol. O primeiro passo é o Técnico ter SIM uma graduação no que diz respeito às Ciências do Esporte, no caso, a Educação Física, sendo este um curso de ensino superior que dá ao Técnico uma visão integrada das mais diversas áreas de estudo do desporto, começando na pedagogia do esporte e terminando nas áreas mais exatas como fisiologia e biomecânica. Em segunda instância deve ser instaurado no Brasil cursos de pós graduação, que devem então ser ministrados em conjunto com clubes desportivos a fim de desenvolver tanto o aspecto teórico como o aspecto prático, onde os ex-jogadores podem e devem dar suas contribuições, a exemplo do projeto que há aproximadamente dois anos foi sabiamente idealizado pela CBF, que utilizou este argumento para realizar a reforma da famosa Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro, sede da confederação de nosso país. Treinadores bem formados irão contribuir cada vez mais com a formação dos atletas das categorias de base e com o treinamento dos atletas profissionais, tornando o Futebol mais atrativo com maior qualificação técnica;

– profissionalização do corpo diretivo: infelizmente o modelo de gestão clubística que temos no Brasil faz com que os cargos mais importantes do corpo diretivo, ditos “não remunerados” são atribuídos aos familiares, amig
os ou simplesmente aqueles que podem contribuir em troca com favores ou interesses puramente políticos. Assim como uma empresa, e o modelo de gestão sugerido é o modelo de clube-empresa, os cargos de direção devem ser atribuídos a PROFISSIONAIS que possuam qualificação para tal, o que sem dúvida alguma irá gerar retorno financeiro muito maior não apenas com a administração na compra e venda de jogadores, mas também com as ações promocionais, o que irá fortalecer e expandir cada vez mais a marca do clube, como faz, por exemplo a NBA (National Basketball Association);

– Integração dos setores dos clubes: os clubes devem gerar uma “filosofia” única de pensamento de trabalho, gerando com isso maior integração entre os setores profissionais e amadores, tanto no que diz respeito aos jogadores, como no que diz respeito à comissão técnica, a exemplo da filosofia de trabalho que o Prof. Ms. João Paulo Subirá Medina e o Prof. Carlos Alberto Parreira implantaram no Sport Club Internacional de Porto Alegre. Uma vez havendo esta integração as discussões que permeiam o meio do Futebol, sejam elas teóricas ou práticas, no âmbito Técnico, tático, físico, fisiológico, psicológico, migrando dos erros aos acertos irão colaborar para que o clube, como um todo, obtenha melhores resultados. Além disso, os jogadores formados na base terão maior chance de participar da equipe titular, quebrando aquele muro inquebrável entre os jovens atletas e os “deuses” profissionais. Uma vez sendo treinados, aperfeiçoados e motivados para chegar à equipe principal, os jovens atletas contribuirão ainda com maior retorno financeiro, uma vez que serão negociados em períodos posteriores de sua carreira.

O Futebol, assim como o esporte em geral não é uma ciência exata, nada mais é do que uma modalidade esportiva que se utiliza de algumas ciências para poder aperfeiçoar a sua prática, ciências estas que perpassam desde as temáticas biológicas como a fisiologia do exercício até as ciências ditas mais humanas como a psicologia e a pedagogia e também as exatas como a contabilidade. Talvez precisemos de muito mais ainda para que o Futebol em nosso país se torne profissional e o começo da reforma que o Futebol necessita em nossa nação é o ESTUDO E A PROFISSIONALIZAÇÃO. 

 

* Membro do American College of Sports Médicine e Doutorando em Fenômeno Esportivo pela Universidade São Judas Tadeu