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Gangorra da vida

Dunga, Ronaldo, Keirrison, Cuca, Muricy Ramalho. Semana sim, outra não, esses personagens dominam boa parte do noticiário esportivo. E, a cada sete dias que passam, a imprensa teima em sentenciar o destino já traçado para cada um deles.

Até a próxima rodada, é assim que a imprensa vai traçar os destinos desses personagens e de tantos outros que disputam uma partida profissional de futebol. No final de semana, foi a vez de a corda de Muricy Ramalho roer. Após quase quatro anos de tentativas insistentes da imprensa em decretá-lo como imprestável ao ser eliminado de uma Copa Libertadores, finalmente o São Paulo “cedeu” aos apelos e desfez-se do técnico mais vitorioso da década.

É curioso como o atleta e o treinador de futebol são tratados, em geral, conforme o resultado que apresentam dentro de campo. Se não houver um bom desempenho, a sentença derradeira é determinada, como se não fosse possível passar por uma má fase ou ter um dia ruim. Por outro lado, quando há resultado, tudo se transforma num mar de tranquilidade.

Muitas vezes a pressa no dia-a-dia do jornalista é vista como a grande vilã para que a mídia trate o trabalho no futebol como algo relacionado apenas ao resultado que é apresentado dentro de campo. Nesse cenário, não existe tempo para a análise crítica, para a criação de critérios mais claros que permitam um julgamento mais profundo do trabalho no esporte mais popular do país.

Mas o fato é que essa situação evidencia a falta de um trabalho mais estruturado, vindo lá da base, para a formação em educação física no nosso cotidiano.

Hoje, para trabalhar com o esporte profissional de alto rendimento, a pessoa tem de se especializar muito, tem de obter conhecimentos nas mais variadas áreas, tem de saber pensar para poder ter um bom desempenho profissional. 

Treinador, psicólogo, fisiologista, médico, atleta, massagista, nutricionista, sociólogo, administrador, marketeiro. Todos os setores envolvidos no cotidiano de um time profissional de futebol tiveram de passar por um processo de ampliação dos estudos, da profissionalização e atualização constantes, para poder chegar ao nível que hoje estão. 

Do outro lado, porém, a imprensa reflete a falta de educação na escola, que é a base para a formação da sociedade. O jornalista que hoje fala sobre esporte raramente possui uma qualificação interdisciplinar. Na verdade, dificilmente encontramos jornalistas que tiveram, de fato, uma educação física na escola. 

Quando crianças, geralmente fomos ensinados a praticar esporte, e não a estudá-lo. Nas aulas, o professor dividia a classe em times e o melhor era sempre quem ganhava a partida. Na sua essência, essa aula era apenas para a prática do futebol. Estudar a história do esporte, para não sair do que é mais superficial, não fazia sequer parte dos planos de um professor de educação física. E, assim, a sociedade se acostuma a produzir pessoas capacitadas em ver apenas a necessidade do resultado.

Talvez as histórias dos Dungas, dos Ronaldos e dos Cucas sirvam para nós de lição. Mostrem o caminho para que a gente entenda que o esporte não é apenas o resultado, que o que é ruim hoje pode ser excepcional amanhã. 

Hoje, a gangorra na cobertura do futebol pela mídia mostra que, em todos os setores da sociedade, sofremos com a necessidade de ver o resultado positivo para poder aceitar algo como bom. 

Quase sempre essa gangorra nos reforça a pensar e agir dessa forma, sem entender que, por trás de qualquer história de vida, estão pequenas narrativas de fracassos e conquistas. 

A imprensa reflete hoje a falta de conhecimento que permeia a sociedade brasileira. E o nosso senso crítico é colocado quase sempre para escanteio, dando vazão, sempre, à irracionalidade. O que é besta vira bestial num piscar de olhos. E, assim, vidas vão sendo idolatradas e massacradas ao dissabor do resultado.

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Conhecimento tático ou inexperiência: qual a arma de Dunga?

Não estou aqui a escrever esse texto para defender esse ou aquele treinador, nem tão pouco para apontar defeitos personificados em um sujeito qualquer que um dia decidiu se tornar treinador de futebol.

Quando aponto falhas no comportamento organizacional de uma equipe, não tenho pretensão alguma de criticar o trabalho do “comandante” da tal equipe, apenas quero discutir como ela joga o jogo.

Hoje, vou então abrir uma exceção, para escrever sobre o treinador da seleção brasileira de futebol, o Dunga.

Confesso ainda achar muito estranho que alguém assuma como primeiro trabalho em sua profissão (em sua carreira), aquele que é tido como o mais importante, difícil e valorizado dentre seus pares.

O fato é que depois de ouvir recentes depoimentos de jogadores brasileiros que jogam ou jogaram na Europa nos últimos anos, começo a pensar que aquela que era para mim a principal fragilidade (defeito, problema!) do treinador da seleção do Brasil, é na verdade sua principal arma (vantagem, qualidade, virtude).

Explico. É muitas vezes assustador assistir nos programas “especializados” em futebol na televisão brasileira as comparações infundadas sobre o futebol praticado na Europa e o praticado no Brasil. Um sem número de argumentos vazios é usado para tentar convencer aos ouvidos menos atentos de que dentro do campo, seja no âmbito da preparação física, técnica ou tática, nós brasileiros somos imbatíveis.

É um velho-novo discurso que, reduzindo o futebol à relações de causa-efeito, simplifica ao bel prazer dos achismos,  fatos e teorias que explicam o ponto de vista que se quer defender.

É incontestável que fatores como a preocupação da Uefa com a qualidade da formação dos treinadores em ação no território europeu (da base ao profissional), a proximidade entre as Universidades (Ciência) e a prática em alguns centros, e o grande número de eventos que promovem discussão entre profissionais em diversos países da Europa têm garantido já há algum tempo um grande salto de qualidade no jogar das equipes européias.

Nossos jogadores saem do Brasil e no velho continente (aqueles que se adaptam aos novos paradigmas) aprendem coisas novas sobre o jogo, evoluem seu jogar e em contrapartida oferecem as suas equipes novas outras possibilidades (e está feita a troca).

E o Dunga com isso?

O treinador brasileiro passou cerca de 11 anos de sua carreira de jogador fora do Brasil (6 anos na Itália, 2 anos na Alemanha e 3 anos no Japão [fonte: Wikipédia]). Aprendeu muitas coisas por lá. Algum tempo depois de se “aposentar” no Brasil, tornou-se treinador – e logo da Seleção Brasileira.

Não precisou respirar os bastidores dos clubes brasileiros (em sua maioria viciados em um tempo “estragado” que parou no passado), nem conviver com alguns de seus jogadores acostumados com desmandos de um futebol que “é assim mesmo”.

Assumiu um cargo em que os seus comandados aprenderam coisas novas, experimentaram outros paradigmas, atravessaram o Atlântico e cresceram como atletas e como homens; passaram a jogar um futebol que o próprio Dunga tirou lições. E como não tinha experiência alguma como treinador tratou de buscar informação e conhecimento.

Sem os vícios que poderiam dificultar seu trabalho com os grandes astros do futebol brasileiro e com uma visão mais ampla sobre o que se faz no futebol europeu tem tentado, de certa forma, dar significado a coisas que antes eram substituídas ou ficavam ofuscadas por gritos na beira do gramado.

Não acredito que Dunga seja melhor ou pior o que esse ou aquele treinador. Penso somente que sua vantagem é não ter tido tempo e experiência como técnico dentro do nosso bom futebol brasileiro; e só com isso já tem tido resultados mais satisfatórios do que seus antecessores em vários aspectos.

O que acredito sim, é que estamos muito distantes ainda de ter uma seleção brasileira jogando de maneira a potencializar o talento de nossos jogadores ao mesmo tempo em que se apresenta como uma equipe tática avassaladora.

Por fim, só para constar, uma questão: por que os “especialistas futeboleiros” de maior “alcance” na mídia, diferente do que faziam (e fazem como praxe) com outros treinadores, vivem a elogiar o Dunga (a responsabilidade é sempre dos outros)?

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Um exemplo a ser acompanhado

Caros amigos da Universidade do Futebol,

Hoje tivemos uma notícia na Formula 1 de grande importância para o cenário do esporte mundial, em especial para o futebol.

Em colunas passadas, discutimos neste espaço o que aconteceria na hipótese de determinados clubes romperem com suas federações e ligas. Essa hipótese teve espaço quando foi recentemente veiculado na imprensa um possível rompimento entre ECA (associação dos principais clubes da Europa) e Uefa (confederação européia de futebol).

Apesar de posteriormente desmentido, esse boato despertou enorme curiosidade no mercado, que ponderou o que poderia acontecer nessa hipótese. Como jogadores, mídia, patrocinadores e torcedores reagiriam?

Seria de fato uma queda de braços interessante (porém com conseqüências negativas para todas as partes, não tenho a menor dúvida).

A questão ficou no ar, e a conclusão foi a de que dificilmente isso aconteceria na prática. Nenhuma das partes assumiria esse enorme risco, eventualmente irreversível, de abrir mão do apoio da outra na luta pela sua viabilidade financeira.

Enfim, hoje os agentes do futebol podem aproveitar do atual momento, e refletir sobre essas possíveis conseqüências sem as sofrerem na pele.

A Associação das Equipes de Fórmula 1 (Fota) anunciou ontem um rompimento com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a conseqüente organização de uma competição própria entre suas escuderias. Aparentemente apenas a Williams e a Force Índia permaneceriam na competição da FIA.

Assim, será interessante observar qual vai ser o comportamento dos pilotos, dos patrocinadores e das televisões mundiais (isso na hipótese de essa posição da Fota ser efetivamente mantida).

Entendo que a FIA poderá impor multas relevantes aos “desertores”, incluindo eventualmente a recusa de poderem disputar, no futuro, qualquer prova organizada pela FIA. Se isso de fato ocorrer, teremos uma grande pressão sobre aqueles que estiverem planejando migrar para a competição da Fota. 

Por outro lado, estamos falando de escuderias tradicionalíssimas, como o caso da Ferrari. Estaria a FIA em uma posição de abrir mão para sempre dessa escuderia em prol de um exemplo a ser seguido no futuro por seus membros? 

Guardadas as devidas proporções, seriam as mesmas perguntas que estaríamos fazendo caso a notícia fosse a de que clubes como Milan, Manchester United, Real Madrid e outros grandes estivessem rompendo com a família da Fifa. 

Infelizmente, para o mundo do automobilismo temos a chance, talvez única, de observar as conseqüências de um rompimento dessa magnitude na realidade.

Os próximos desenvolvimentos dessa briga serão cruciais e poderão ganhar contornos irreversíveis e irreparáveis. E que os agentes dos demais esportes tirem as suas lições.

Vamos acompanhar e manter nossos leitores informados.

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As janelas quebradas do futebol brasileiro

No começo, achei que era coincidência, ilusão de ótica, desatenção. 

Mas, rapidamente, constatei, por observar e por ouvir do próprio diretor de marketing do Corinthians, que “a camisa poluída de marcas de patrocinadores que fatura muito mais do que outras mais limpas” fez o clube a aumentar a área útil do outdoor ambulante.

Do meu tempo de atleta de futsal, lembro, perfeitamente, que uma das primeiras lições de comportamento e disciplina aprendida era que todos deviam colocar as camisas por dentro do calção – símbolo de ordem e organização da competição. Treinadores e juízes cobravam dos atletas esta postura que, no meu caso, permaneceu automatizada em todos os campeonatos e peladas que disputo até hoje.

No caso do clube paulista, todo o elenco entra com as camisas à mostra, por completo, desleixadamente, para expor a marca de um dos patrocinadores. Até agora, não testemunhei reprimendas ou corretivos por parte dos árbitros. E não será o Mano Menezes que irá fazê-lo.

Confesso que não encontrei informações credenciadas, na internet, que me levassem a afirmar se essa conduta é normatizada pela Fifa ou International Board e seus regulamentos, como proibida ou permitida. Mesmo porque, não é esse o ponto em questão.

Esse fato é, a meu ver, bastante ilustrativo de como o futebol brasileiro, em geral, e as competições, em particular, necessitam de organização, disciplina, de um roteiro ordenado segundo procedimentos profissionais e mercadológicos capaz de criar valor. Como ocorre na Europa, em geral e, em particular, na Champions League – e quem a acompanha, sabe que o espetáculo não ocorre somente na partida final.  

A Uefa planejou todos os detalhes. Desde a entrada das equipes em campo, passando pela logomarca, propriedades de patrocínio e até mesmo o famoso hino, composto por uma grande orquestra européia. Não é por nada que, proporcionalmente, a competição rivaliza com a Copa do Mundo da Fifa nas finanças.

Para quem teve seu desejo atendido, de realizar uma Copa do Mundo, o país do futebol tem muito a fazer ainda. Muitos detalhes somados, de agora até 2014, que, só assim, habilitarão o sucesso do evento e poderão perenizar os efeitos benéficos para a gestão do esporte no Brasil. 

A “Teoria das Janelas Quebradas” enuncia a iniciativa do Metrô de Nova York para combater atos de vandalismo, pichações e calotes nas catracas na década de 1980. Seus criadores argumentavam que, se as pessoas que ali transitavam nesse ambiente depreciado, ou achariam que isso era normal, sempre fez parte do cenário, ou, pior, continuariam com o processo de degradação.  

O plano obteve êxito e foi expandido para toda a cidade sob um plano de segurança pública, nas mãos do prefeito Rudolph Giuliani, que lhe deu notoriedade e ficou conhecido como “Tolerância Zero”.

No Brasil, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, lançou em 2009 o “Choque de Ordem” visando revitalizar áreas e serviços urbanos.

Será que teremos o “Choque de Gestão” no futebol brasileiro, ou ele continuará assim, como sempre foi?

Tem muita janela quebrada para consertar.

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Olho biônico? Gol tecnológico? Conspiração? Mais um gol…

Olá, amigos!
 
Não há como não falar do jogo da seleção brasileira, na última segunda, contra o Egito, e do fator decisivo da partida, repercutindo internacionalmente da forma que está.
 
O árbitro inglês Howard Webb teve ou não auxílio de alguém externo que lhe comunicou o pênalti que decidiu o jogo? E se teve, que recurso foi esse?
 
Polêmicas e mais polêmicas. No meio delas sempre surge a questão do uso ou não da tecnologia a serviço da arbitragem.
 
Repercutindo a rodada do fim de semana do Campeonato Brasileiro, até momentos antes do jogo de nossa seleção, o gol de Marcão pelo Palmeiras contra o Cruzeiro, no qual a bola não ultrapassou a linha de meta, seria o grande assunto sobre a necessidade de se utilizar recursos que auxiliem o árbitro.
 
Mas… O fato é que, como diz a música de Chico Buarque: “Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda peão, o mundo rodou num instante”… E com certeza rodou e o foco tornou-se o suposto uso de recursos que auxiliaram o árbitro na marcação do pênalti que decidiu o jogo.
 
Fascinante esse tal futebol… Em minutos, discutia-se que não dava mais para depender única e exclusivamente da decisão humana (suscetível a falhas) do árbitro, abrindo mão das contribuições que a tecnologia pode fornecer. E agora, a suposta utilização de recursos pelo árbitro no jogo do Brasil divide opiniões.
 
Pode ser que do momento em que escrevo esse texto, ao momento em que o amigo o lê, tenham surgido novas informações a respeito. Mas o fato é que, até o presente momento, o árbitro nega a utilização de qualquer recurso e a Fifa não se manifestou a respeito.
 
Por isso, gostaria de listar abaixo algumas frases de jornais e sites sobre a repercussão do caso, lembrando que a informação é tomada a partir da credibilidade da fonte utilizada.
 
Existem algumas situações interessantes que nos auxiliam a debater sobre o já “imortalizado gol tecnológico”. Imortalizado porque pode ser um marco da transformação e evolução das mentalidades de quem rege as regras de futebol quanto ao uso da tecnologia, ou imortalizado pelo exagero atribuído a um processo de comunicação que apenas utilizou de recursos mais velozes para transmitir informação do que o velho e bom aceno do árbitro assistente (o também bom e velho bandeirinha).
 
Sob o título “Un gol tecnológico”[i] o jornal esportivo Ole, da Argentina, aponta que o Brasil ganhou por causa do comunicador, pelo qual o quarto árbitro informou o ocorrido. Resta saber se ele possui um olho biônico ou se utilizou o replay.
 
O auxiliar técnico da equipe egípcia Chawki Gharib teria dito, segundo o portal Terra[ii]:
 
“Tenho certeza que a Federação Egípcia de Futebol vai tomar alguma providência. Talvez tenha algo novo na regra. Mas, até onde sabemos, é o juiz que tem a decisão final“, disse o assistente.
 
E completando, ainda sobre o possível uso do monitor para sanar a dúvida, disse, segundo o diário espanhol Marca.
 
“Nos resulta muy extraño que el árbitro y juez de línea pitaran córner en el momento de los hechos y no penalti. Esto nos lleva a pensar que la decisión final de pitar penalti se tomó desde fuera del campo de juego. ¿Desde cuándo esto está permitido en una competición de la FIFA?”[iii].
 
O portal Globoesporte.com[iv] encerrou uma notícia sobre a polêmica com os seguintes dizeres:
 
“Durante conversa com Arnaldo César Coelho, comentarista da TV Globo, o árbitro Howard Webb afirmou que não teve influência de ninguém e que voltou atrás por uma decisão própria”.
 
O jornal Zero Hora[v] colocou em seu site como titulo de uma reportagem: “Um golpe de morte nos conservadores do futebol”.
 
Enfim, apenas para provocar a reflexão, seguem algumas observações em caráter de suposição e hipóteses a respeito desses pontos de vistas.
 
·         Se o árbitro – assistente ou o quarto árbitro, que tem tido aval da Fifa para auxiliar o árbitro principal em lances difíceis, informaram-no do ocorrido, onde está a revolução tecnológica, além, é claro, do comunicador que facilita a transmissão da informação, que antes era dada por um gesto, por um chamado verbal?
 
·         Se foi utilizado algum recurso de imagem, isso não justifica aquilo que questiona o auxiliar da seleção do Egito sobre o árbitro ter a decisão final, pois o mesmo continua com tal decisão. Se ele por algum motivo não quisesse “bancar” a informação recebida, caberia a si a decisão, como aconteceu ao considerar a informação.
 
·         Ainda, se foi utilizado algum recurso de imagem, o questionamento do auxiliar-técnico está correto agora. Se a Fifa utiliza esse uso, por que não oficializa isso?
 
·         Se o árbitro diz não ter ouvido ninguém, podemos ir por dois caminhos: ou imaginamos que ele está faltando com a verdade, ou que ele realmente considerou outros fatores que podem perfeitamente ter influenciado na decisão tomada, como, por exemplo, a manifestação clara e espontânea de toda seleção brasileira (que ainda que não seja sempre confiável, é diferente de quando um jogador manifesta-se isoladamente e depois “esquece”).
 
·         Agora, tendo ou não utilizado recurso de imagens, a repercussão é, de fato, um golpe nos conservadores do futebol.
 
Por fim, esperamos que isso possa ser um indício de que os tempos estão mudando e que o uso da tecnologia na arbitragem, mais do que jogo político e de interesse, possa ser visto com coerência e seriedade, com estudos que viabilizem e oficializem (tornar a regra clara) seu uso.


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Ambiente sagrado

Ah, as entrevistas coletivas pós-jogo… Sinceramente acreditava já ter visto de tudo nesse circo em que se transformou a entrevista à imprensa depois de uma partida. Técnico emburrado, time todo chorando a derrota, respostas atravessadas, time derrubando jogador, time derrubando treinador, treinador se derrubando, treinador sendo derrubado enquanto falava, juiz sendo ironizado de tudo quanto é jeito, perguntas bem-feitas, perguntas repetitivas…

Tudo para mim era próprio do ambiente de trabalho de um pós-jogo. Ainda mais quando era uma partida decisiva. Afinal, nervos à flor da pele geralmente provocam respostas espontâneas. E essas, por sua vez, quase sempre geram uma grande polêmica.

Mas não é que neste último domingo tivemos mais um episódio inédito na história das entrevistas coletivas? Netas de um treinador participando da sabatina feita pelos jornalistas, sinceramente, foi demais para a minha cabeça! 

Que a entrevista coletiva geralmente serve para não dizer nada todos nós já sabemos. Mas o que justifica levar a neta para ficar ali, ao lado das câmeras do país todo? Ainda mais depois de uma vitória do time por 3 a 1 em casa?

Talvez nos anos 60 fosse até natural que os familiares frequentassem o ambiente de trabalho de um jogador. Mas, naquela época, não tínhamos tanta exposição do esporte na mídia e, muito menos, tanta necessidade de fazer entrevistas coletivas para conter o avanço da imprensa.

Luxemburgo, mais uma vez, ultrapassa a tênue linha que delimita a ética na profissão. Além do mais, expõe suas netas a um ambiente de conflito e discussão que geralmente envolve uma sala de imprensa em entrevista coletiva após um jogo.

Se Dunga foi tão criticado por usar roupas de gosto questionável produzidas pela sua filha, porque não questionar a atitude de Luxemburgo?

Não é legal expor crianças de dois até seis anos às câmeras de televisão e aos cliques dos fotógrafos. Ainda mais quando elas não têm a menor necessidade de estarem em frente a elas. 

Ao ligar a TV depois do jogo do Palmeiras, confesso que levei um baita susto ao ver as netas de Luxemburgo ali, ao lado dele. As meninas até que foram bem-comportadas, considerando-se a idade que têm. 

Deixar isso acontecer, porém, é que foi demais. Ambiente de trabalho é algo geralmente sagrado. Não é para qualquer um, tanta interferência atrapalha. Imagine se cada jornalista decidisse levar seu filho para assistir a uma coletiva pós-jogo? 

O pior foi não ter visto ainda nenhuma crítica construtuiva contundente a mais uma atitude despropositada de Vanderlei Luxemburgo…

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Os óculos táticos: enxergando o jogo anárquico e o jogo elaborado

Com objetivo de auxiliar as “discussões de boteco” Brasil afora sobre os jogos das equipes “do coração” de torcedores e especialistas, reproduzo abaixo parte de um texto produzido por esse que vos escreve – (LEITÃO, 2009) – mas que ainda não está disponível na internet; partindo dos construtos de Júlio Garganta. É mais um dos óculos para enxergar o jogo com contornos diferentes:

“(…) Segundo Garganta (1998), os “jogos desportivos coletivos” (JDC) pertencem a um grupo de esportes – no qual se enquadra o futebol – que se caracterizam por apresentarem dois traços fundamentais que lhes asseguram conteúdos ricos e de identidade ímpar:

a) são esportes em que há um apelo a cooperação entre jogadores de uma mesma equipe para obter sucesso na oposição aos jogadores adversários, permitindo a eles exprimir suas individualidades e manifestar suas capacidades, ao mesmo tempo que aprendem a subordinar seus interesses pessoais aos interesses da equipe.

b) são esportes em que há apelo a inteligência, pois há necessidade constante de elaborar e operar respostas adequadas aos problemas que surgem de forma diversificada e aleatória no jogo.

Eles (os JDC) são atividades em que a ação do jogador em campo é determinada pela manifestação complexa da interação de fatores de natureza psíquica, física, tática e técnica, que surgem em resposta a acontecimentos de frequência, ordem cronológica e complexidade imprevisíveis, e das quais a qualidade depende do conhecimento (vivência) que o jogador tem do jogo.

Então, de acordo com o conhecimento que os jogadores têm sobre o jogo, as suas formas de jogar se modificam em direção a uma dinâmica mais elaborada.

Para Garganta (1998), existem nos jogos indicadores que representam níveis de evolução do jogo e que podem sinalizar, a partir de sua identificação, a fase (nível) do jogar (em direção ao jogo elaborado) em que se encontra uma equipe. Então, tanto para níveis mais fracos de jogo quanto para níveis de bom jogo é possível definir aspectos que os caracterizam. Em geral, os aspectos que caracterizam um jogo de nível fraco são os seguintes:

a)     aglutinação de jogadores próximos a bola;
b)     ações com bola centradas em um jogo individual;
c)     ausência de movimentações para procurar espaços e facilitar o passe do companheiro que está com a bola;
d)     não defender;
e)     comunicação verbal exagerada para pedir a bola e/ou criticar os companheiros de equipe;
f)      desrespeito as decisões do árbitro.

Já para um bom nível de jogo, os aspectos que o caracterizam são:

a)     boa movimentação da bola através de passes;
b)     distanciamento do companheiro de equipe que está com a bola;
c)     busca de espaços vazios no sentido de receber a bola;
d)     intenção de receber a bola e observar o jogo, lendo-o;
e)     movimentação para criar linha de passe após ter passado a bola;
f)      buscar espaço adequado a organização da equipe, afastando-se do companheiro que tem a bola;
g)     não esquecer o objetivo do jogo (no caso do futebol, o gol).

Tanto em níveis mais baixos (fracos) de jogo quanto em níveis mais elaborados, é possível reconhecer várias fases do jogar em função das características reveladas pelos seus praticantes a partir de como eles estruturam o espaço de jogo, como se comunicam nas ações do jogo e como se relacionam com a bola (Quadro 1).

A estruturação do espaço de jogo está associada à ocupação individual/coletiva do terreno de jogo, defensivamente e ofensivamente, de maneira inteligente tanto pra criar vantagens espaciais e numéricas e ocupar de forma equilibrada as zonas do terreno, quanto para aumentar ou diminuir o espaço efetivo de jogo em largura e profundidade.

A comunicação na ação, por sua vez, refere-se à transmissão da informação, verbal ou não verbal, sobre as ações e circunstâncias do jogo, individuais ou coletivas dos jogadores; e a relação com a bola refere-se ao controle e domínio das ações realizadas com bola a fim de resolver problemas do jogo.

Então, a partir de uma análise do jogo pautada nesses aspectos, é possível caracterizar jogos com indicativos de anarquia (jogo anárquico), com indicativos de descentração (jogo descentrado), com indicativos de estruturação (jogo coordenado ou estruturado) e com indicativos de elaboração (jogo elaborado).

Ainda que o jogo possa ser observado a partir de aspectos que o caracterizam em níveis e fases, há de se destacar que existem também etapas de referência que
correspondem a distintas relações entre os elementos do jogo “jogador, bola, companheiros, adversários e alvo”. Esses elementos, segundo Garganta (1998), produzem relações distintas, que, para aprendizado e evolução do jogar, podem ser enunciadas em “eu-bola” (centro na familiarização, controle e ação do jogador com a bola), “eu-bola-alvo” (centro no objetivo final do jogo através do arremate), “eu-bola-adversário” (centro na combinação de habilidades, na conquista e manutenção da bola; além da busca à finalização), “eu-bola-colegas-adversários” (combinação de habilidades, com transmissão da bola e exploração de conceitos de defesa e de ataque) e “eu-bola-equipe-adversários” (com aproximação do jogo formal e exploração de princípios de jogo, de defesa e de ataque).

O domínio das habilidades técnicas (passe, condução, finalização, etc.) “embora se constitua como um instrumento sem o qual é muito difícil jogar e impossível jogar bem, não permite necessariamente acesso ao bom jogo” (GARGANTA, 1998, p. 21).”

Trabalho mencionado nesse texto:

GARGANTA, J. Para uma teoria dos jogos desportivos coletivos. In: OLIVEIRA, J.; GRAÇA, A. (org.). O ensino dos jogos desportivos coletivos. 3.ed. Porto: Universidade do Porto,1998.

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Notinhas de feriado

– Inglaterra e Andorra fizeram um jogo para um Wembley quase vazio na tarde da última quarta-feira, horário de Brasília. Incautos diriam que a crise econômica pegou de vez o torcedor britânico. Arrojados suporiam que é um reflexo do afastamento do cidadão de símbolos nacionais em detrimento a símbolos mais locais. Mas foi tudo culpa da greve do metrô londrino.
 
– O confronto entre a PM e os estudantes da USP mostra que problemas de manifestação em massa não é uma exclusividade do futebol. Foi basicamente a mesma coisa, mas ao invés de torcedores, eram estudantes. Ao invés de pedaços de pau e rojões, livros. Fora isso, tudo igual. Ou é a polícia que não consegue se controlar ou é o cidadão brasileiro que não sabe protestar. Na Coréia do Sul os estudantes vão pro confronto vestindo capacete e colchão. Não colhão. Colchão mesmo. Cadastrem os estudantes.
 
– Alan Sugar comprou o Tottenham em 1991. Sulaiman Al-Fahim, árabe, está no processo de compra do Portsmouth, no meio da due dilligence. Alan Sugar apresenta o “O Aprendiz” inglês. Al-Fahim apresenta o Hydra Executives, uma versão árabe do programa. O que o Roberto Justus está esperando?
 
– O Milan perdeu o Kaká para o Real Madrid, na primeira vez na história que o clube italiano teve que se desfazer de um jogador pra ganhar dinheiro. O Maicon e o Ibrahimovic estão loucos por outros mercados. O Chelsea quer o Pato. A situação do futebol na terra do Calcio está tão complicada que a Inter perdeu até o Adriano para o Flamengo.
 
– O ticket médio do jogo do Brasil com o Paraguai foi mais do que 80 reais. E ninguém vaiou. O business plan perfeito.
 
– Pra fechar. Se a grama do Arruda fosse um pouquinho mais alta, o Santa Cruz poderia diversificar sua receita e apostar na venda de crédito de carbono.

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O banheiro do Papa e a Copa 2014

Assisti, há alguns meses, a um filme uruguaio muito inteligente, sensível e de pouca atenção recebida por parte do público e crítica no Brasil – “O Banheiro do Papa”.

Estamos em 1988 e o Papa João Paulo II está vindo para Melo, um pequeno vilarejo no interior do Uruguai. Um grande número de seguidores, a maioria brasileiros, deverá comparecer à cerimônia em que o Papa fará um discurso sobre a importância do trabalho. 

Baseado em um fato real, o filme retrata o impacto da visita do Papa, na pequena cidade próxima à fronteira com o Brasil, onde muitos habitantes vivem de pequenos serviços, como contrabandear produtos de consumo comprados  no Rio Grande do Sul. 

A vinda do Papa é anunciada pela imprensa com grande alarde, noticiando 50 mil pessoas no evento. No panorama de dificuldade de emprego e oportunidades, a vinda do Papa é vista pela população de Melo como uma oportunidade de abrandar a pobreza, fazendo com que todos se mobilizem em torno do evento para dele tirar proveito próprio, especialmente com quitutes e bebidas.

E, para fazer jus ao título do filme, o protagonista Beto, “bagayero”, que com sua bicicleta troca os mais variados itens na fronteira e percorre 120 quilômetros até a fronteira. Embora não muito entusiasmado com a visita do Papa, tem uma idéia para ganhar dinheiro com os visitantes. Beto irá construir um banheiro em frente à sua casa e cobrará pelo uso. 

O Papa chega em Melo. Entretanto, estima-se que apenas 500 pessoas tenham visitado a cidade à época. Até hoje, a data simboliza a maior calamidade econômica na memória dos habitantes do vilarejo. Toda a comida e bebida não foram consumidas e, portanto, foram doadas ou simplesmente desperdiçadas.

Copa do Mundo em 2014 no Brasil. Já tenho ouvido falar e visto, vividamente, de toda sorte de benefícios para a sociedade em geral, nas cidades-sede, além de pessoas e empresas interessados em “fazer negócio”, “ganhar dinheiro”, “aproveitar a oportunidade” do evento que ocorrerá em seus quintais.

De fato, um acontecimento deste porte possui o condão de impulsionar mudanças positivas num cenário mais amplo, cujos reflexos podem ser sentidos na economia, no esporte, na sociedade em geral.

Mas vejo como imperiosa a preparação das condições para que este cenário aflore no futebol brasileiro o senso obrigatório de mudança, favorecendo o “legado da Copa” – expressão que resume todo o conjunto de benefícios tangíveis e intangíveis do maior evento do mundo – em nível individual, dos que desejam tornar esse esporte sua profissão, e também em nível coletivo, com a articulação inteligente das principais entidades que lhe dão base de sustentação.

Cito uma expressão consagrada e, de repetida, não consegui credenciar a fonte: cuidado com o que deseja, pois seu desejo pode se tornar realidade.

O de (quase) todos nós já se tornou. Copa 2014 no Brasil! A contagem regressiva começou. Melhor o Brasil e os brasileiros se prepararem com profissionalismo, fiscalização de investimentos públicos, qualificação técnica das pessoas cujas profissões serão essenciais ao evento, serviços públicos aperfeiçoados, benfeitorias viáveis econômica e ambientalmente nas cidades-sede.

Senão, teremos grandes chances de repetir a história da cidade de Melo, do protagonista Beto e de seus conterrâneos, numa escala muito maior de frustração.

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Impactos do videogame no ensino do futebol II: a vivência

Olá amigos, no último texto, lançamos algumas perguntas sobre os impactos do videogame no ensino do futebol. 

O que pode parecer um assunto descontextualizado para muitos, na verdade, deve ser observado como um importante ponto de reflexão da atuação dos profissionais no futebol hoje, sobretudo, daqueles que lidam com a modalidade em âmbito pedagógico, ou melhor, de formação, uma vez que trato pedagógico não se restringe às crianças.

A primeira questão levantada foi:

O jogo de futebol pelo videogame pode ser considerado uma vivência da modalidade?

Sem entramos em discussões filosóficas sobre o que é ou não uma vivência, vamos direto ao ponto. O professor Mauro Betti, da Unesp, traz a ideia central que compartilho com os amigos leitores: “A vivência antecede a prática”.

Muitas vezes, o foco na formação futebolística de uma criança é dada em relação aos seus aspectos de crescimento e maturação, alguns ampliam ainda para os aspectos psico-cognitivos, mas quase sempre nos deparamos com ações isoladas e simplistas que não consideram a complexidade do ser humano, das interações que estabelecem  e de suas bagagens de conhecimento e aprendizado.

Com base na necessidade de ampliar o foco no ser humano complexo, é que entendemos fazer sentido essa premissa da vivência anteceder a prática. 

Quando a criança chega a uma aula de futebol, muito provavelmente ela já vem carregada de estímulos e exemplos baseados em outras interações que estabeleceu na sua curta, mas rica experiência de vida. E um desses estímulos sem dúvida é o videogame.

O videogame pode não permitir a vivência de elementos característicos do futebol, mesmo que os avanços recentes tentem dar mais movimentos de jogo, ainda que virtuais. Mas com certeza permite uma vivência de elementos que serão encontrados na prática propriamente dita.

Ao definir o posicionamento e estratégias de sua equipe em um jogo virtual, a criança já está sendo estimulada indiretamente a compreender alguns aspectos lógicos sobre a organização do jogo, que podem configurar-se em importantes links para a transferência de conceitos virtuais para a compreensão do jogo concreto.

E, ainda que pareça abstrato, tais transferências podem ser incorporadas pelo aluno, afinal, seus gestos técnicos e motores são influenciados pelos estímulos culturais e sobretudo, pelos significados que eles atribuem ao jogo, a partir da compreensão que ele tem do mesmo, o que nos leva a uma importante frase do professor Alfredo Feres Neto quando refere-se a essas novas vivências esportivas e diz:  

” …eu sou o mesmo que pratica e assiste – eis em ambas, minha motricidade” (FERES NETO, 2001, p. 84).

Deste ponto, fazemos um destaque à possibilidade que os recursos tecnológicos abrem para explorar essa vivência e buscar tirar proveito sobre dois aspectos. Considerando que ao praticar, assistir, ou ainda jogar um videogame, as soluções encontradas são marcadas (enraizadas) na criança.

Primeiro sob o ponto de vista da compreensão do jogo que o videogame oferece e depois sobre as oportunidades de interação que podem ser estabelecidas.

Para ilustrar retomamos um trecho do texto desta coluna no dia 16 de setembro de 2008 (Os atletas antenados do futsal brasileiro) quando falávamos do trabalho de PC Oliveira técnico da seleção de futsal do Brasil, ao defender o uso de recursos com identidade e interatividade muito similares a de videogames no seu cotidiano de treino.

Um dos argumentos do técnico é que se os jogadores têm competência para manusear os inúmeros aparelhos que compram imediatamente a cada novo lançamento (notebooks, ipods, DVDs players, palms, celulares), sem contar como lidam com internet, não seria um empecilho utilizar desses meios como ferramentas complementares na preparação da seleção, facilitando ainda mais a compreensão de jogo.

E outro ponto que PC Oliveira levanta é que se queremos desenvolver atletas inteligentes (pois afinal são eles que fazem a diferença) nada como estimular isso, e com os recursos tecnológicos é possível visualizar, criar, modificar, compartilhar, e aprender…

Partir dessas vivências, pode trazer importantes aspectos ao ensino do futebol, mas tal ensino deve ser parametrado em propostas sólidas  e profundas que respeite a complexidade do ser humano e do jogo de futebol, além de otimizar o uso de recursos tecnológicos para a consolidação de conteúdos.

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br