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A força da Premier League

Neste final de ano, aproveitando os recessos escolar e forense, estou em um pequeno tour pelo Leste Europeu.

Como estudioso do futebol, visita a estádios e clubes de futebol estão sempre no roteiro.

Além disso, no roteiro esta a análise da programação esportiva da TV e do marketing esportivo.

Neste ponto que surgiu a grande surpresa. A Premier League é destaque absoluto na Bulgária, Romênia e Hungria.

Os jogos são transmitidos "ao vivo" e há programas exclusivos sobre o Campeonato Inglês.

O mais incrível é que, nos telejornais, o tempo dispensado ao Campeonato Inglês é cinco vezes maior que aquele disponibilizado para as ligas locais.

Esse sucesso é fruto de uma administração profissional iniciada em 1992 e que tornou a Premier League a liga de futebol mais valorizada do Mundo.

Entretanto, se por um lado, temos um grande exemplo de profissionalismo, por outro há um efeito canibalista no qual a Liga Inglesa acaba por enfraquecer os campeonatos locais.

Dessa forma, imprescindível que o futebol de países com menos recursos financeiros e menos profissionalismo, como o brasileiro, acendam a luz amarela e que se reciclem, sob a pena dos futuros torcedores se debandarem para a Premier League. 

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Por que olhar para as divisões de base?

Nesta coluna em pleno dia de Natal, que para muitos significa o renascimento, trago uma reflexão sobre a importância dos clubes de futebol olhar cada vez mais para suas divisões de base. O cenário atual do futebol apresenta sinais de saturação financeira gerada pelos altos salários e valores envolvidos nas negociações dos atletas de alto rendimento, os clubes vivem em busca da sonhada saúde financeira e o custo elevado das folhas de pagamento dos atletas segue no sentido contrário desta realidade. Então como fazer para os clubes se manterem competitivos esportiva e financeiramente?

Acredito que o ponto de virada deste cenário se encontra nas divisões de base e para que estejamos sensíveis a este manancial de oportunidades é fundamental reforçarmos alguns conceitos sobre a carreira esportiva, pois a partir destes os clubes estarão muito mais sensibilizados sobre como lidar com estes futuros atletas e podem passar a estimular e incentivar cada vez mais trabalhos sérios e de qualidade, para que seus frutos atendam as expectativas futuras mencionadas.

Apenas para conceituar, conforme definição de Stambulova & Alfermann (2007), uma carreira esportiva refere-se somente à prática de esportes competitivos. No entanto, quando se fala de planejamento de uma carreira, devemos levar em consideração o contexto esportivo no qual essa carreira vai se desenvolver. O desporto no Brasil é reconhecido a partir de três manifestações (Lei n. 9.615, conhecida como Lei Pelé): desporto de participação, desporto educacional e desporto de rendimento.

O desporto de participação, de fundamental importância para a promoção da saúde e educação de um país, refere-se à prática esportiva como lazer. Não caracterizando uma carreira esportiva.

O desporto educacional, pode se estender por toda a trajetória escolar e universitária e tal percurso, mesmo sem a intenção de alcançar o esporte profissional, demanda planejamento, estabelecimento de prioridades, organização de rotina escolar e ajustes às exigências acadêmicas e esportivas. Podendo caracterizar-se como uma fase da carreira esportiva.

É igualmente importante compreendermos que a carreira esportiva de um atleta envolve diferentes fases. Estas fases podem estar associadas à progressão pelas categorias de um determinado esporte (ex. pré-mirim, mirim, infantil, juvenil e adulto) ou conforme sugerido pelo modelo de Lavalle (2006) podem estar associadas ao nível de exigência esportiva: iniciação, desenvolvimento, excelência e aposentadoria.

Falando em categorias de base dos clubes de futebol, vale a pena comentarmos sobre as fases de iniciação e desenvolvimento.

A fase de iniciação envolve as atividades lúdicas e não envolvem a preocupação com a performance esportiva. No contexto brasileiro, esta fase refere-se às escolinhas esportivas ou brincadeiras de rua, dependendo do nível socioeconômico.

Já na fase de desenvolvimento geralmente faz-se uma opção por determinada modalidade esportiva. As crianças passam a competir regularmente e o nível de comprometimento aumenta, demandando maior organização da rotina do atleta.

Sabemos que cada vez mais aumenta a expectativa sobre o atleta da base e justamente por este motivo os clubes precisam estar cada vez mais atentos sobre o quanto à vida do atleta como um todo pode influenciar no seu desempenho esportivo, com isso todos passamos a compreender a importância de considerar as outras demandas para a além da vida esportiva, tais como o nível de maturidade psicológica (infância, adolescência e idade adulta), as referências de relacionamento (família, amigos, parceiros e treinadores) e o nível de escolaridade.

Assim, amigo leitor, para que os clubes possam realmente renascer a partir de suas divisões de base o tema planejamento de carreira deve ser muito bem tratado, afinal de contas o fim de sua escravidão financeira pode estar neste amplo e vasto universo de oportunidades que se descortina em sua própria estrutura. Novas estratégias e ações voltadas ao melhor planejamento e desenvolvimento devem ser estudadas e analisadas com objetivo de aperfeiçoar cada vez mais a formação de novos atletas nos clubes de futebol.

Um abraço e feliz natal a todos. 

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Lições do exterior – Parte 3

Para fechamento do relato das experiências vivenciadas no Curso de Esporte nos EUA, promovido pela UNISUL entre os dias 06 e 20-dez, reservo uma reflexão que considero importante para a evolução dos negócios do esporte no Brasil.

Primeiro que os aprendizados vindos de países mais maduros em termos de esporte enquanto plataforma de negócio é sempre válido, mas devem vir invariavelmente acompanhados de uma reflexão profunda sobre a cultura e os costumes locais para poderem ser replicados em outras realidades. Ouvi e sempre tive como referência o esporte dos EUA. Mas só a vivência prática (ainda que breve), permite ver de perto os costumes e a forma como outras pessoas lidam e se relacionam com os diferentes segmentos de mercado.

E é justamente neste aspecto que somos imensamente diferentes. Assim como somos dos europeus, um mercado que tive a oportunidade de vivenciar e aprender de forma mais holística. O fato é que precisamos encontrar O NOSSO MODELO.

O que aí está não suporta uma convivência em comunhão entre as entidades esportivas, na sua maioria geridas de maneira arcaica, com as necessidades do mercado (empresas, mídia, patrocinadores etc.) e das pessoas. A divisão de quem faz o que precisa ser melhor estruturada: aqui no Brasil, segundo a opinião pública, parece que todas as entidades têm que fazer tudo sempre. Isso é impossível.

Nos EUA pude perceber que essa premissa está muito clara e a divisão de atividades fica evidenciada pelo papel e gênese de cada organização. Ligas Profissionais (e respectivas franquias), se não tiverem dinheiro para pagar seus atletas e suas despesas, vão a falência. Escolas e universidades tem o papel de formação dos atletas e administram seus próprios recursos de acordo com suas características (ou seja, fazem suas próprias escolhas com os recursos que possuem em mãos para todas as atividades – ensino, pesquisa, extensão, cultura, lazer, estrutura física… até o esporte). Federações de Esportes Olímpicos simplesmente selecionam suas equipes para a disputa de Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos e devem, naturalmente, trabalhar para a promoção e o desenvolvimento das respectivas modalidades.

No Brasil, Federações, ONGs, Clubes, Poder Público, Sistema S, Empresas, Universidades, Escolas, Associações, Agências e Mídia se sobrepõe nas atividades umas das outras. No final das contas, como a entrega fica pulverizada, a qualidade também não é das melhores e o resultado é aquilo que todos nós conhecemos.

Outras duas premissas importantes que são muito bem trabalhadas lá na terra do Tio Sam e que aqui ainda precisaremos alicerçar projetos consistentes para o alcance de resultados:

(1) O poder público contribui vez por outra com projetos de instalações esportivas, desde que alinhadas aos interesses dos parceiros privados (ligas e/ou franquias), no âmbito do esporte de alto rendimento; e investem em escolas e universidades, que administram seus recursos para reservar uma parcela que considerem importante para a aplicação no esporte. Em suma, desde o processo de formação de atletas até as atividades de esporte profissional, a intervenção do governo é mínima, tal e qual a característica do país – mercado autorregulado. Não considero para esta análise o esporte de participação/lazer, que não foi plenamente estudado.

(2) O clientelismo. A distância que temos para a realidade dos mercados lá fora é impressionante. Desde os pequenos detalhes, que vem desde a sinalização das instalações a cortesia de atendimento em bares e lanchonetes; até o relacionamento de patrocinadores e das próprias equipes com os consumidores, além, é claro, do cuidado com o cenário e a entrega do produto. Ainda cabe mencionar a qualidade dos produtos licenciados, a quantidade de alternativas de consumo da marca, a presença da marca em toda a cidade (bares, lanchonetes temáticas, lojas etc.), sonorização, atrações para o público, diversificação de alternativas de lazer, atividades antes do jogo (…). Na teoria, parece redundância falar em “tratamento especial aos clientes”, de tão óbvio que são seus pressupostos. Mas na prática, quando olhamos para o que acontece no nosso mercado, é preciso ensinar o básico ainda para poder começar a dialogar.

Enfim, é cada vez mais claro que o esporte brasileiro necessita de uma rediscussão de seu modelo. É necessário acabar com algumas distorções se quisermos realmente falar em negócios e mercado de esporte de alto rendimento. E é preciso fazer isso urgentemente!!!

Leia mais:
Lições do exterior – Parte 2
Lições do exterior – Parte 1 

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A palavra do chefe

Em clubes envolvidos com eleições presidenciais, como Botafogo, Corinthians, Internacional, Palmeiras e Santos, o processo de sucessão serviu como mote para denúncias e exposição de rusgas internas. No São Paulo, cujo presidente já está no poder, as brigas têm a ver com feridas abertas no pleito que conduziu Carlos Miguel Aidar ao poder. No Vasco, tudo isso conta, e o perfil de Eurico Miranda ainda serve como agravante.

Desde o término do Campeonato Brasileiro, o futebol nacional tem vivido um período em que negociações e dirigentes têm mais espaço do que o que acontece em campo. E em poucos dias, isso já serviu para mostrar o quanto nós precisamos evoluir em termos de comunicação institucional.

O exemplo mais inusitado aconteceu no Vasco, clube em que Eurico Miranda voltou à presidência após eleição marcada por denúncias e notícias pejorativas sobre todos os candidatos. Desde que retomou a cadeira de mandatário, o icônico dirigente já se indispôs com oposição, times rivais e até com ex-funcionários. Nada, porém, foi mais emblemático do que a entrevista coletiva de apresentação do técnico Doriva.

Doriva foi uma espécie de recado de Eurico. Escolhido depois de o Vasco não ter fechado com Enderson Moreira, Gilson Kleina e Marquinhos Santos, que chegou a acertar e depois desistiu por problemas pessoais, o treinador que foi campeão paulista com o Ituano em 2014 aceitou receber salários condizentes com uma nova política do clube.

Além da remuneração adequada a um novo patamar, Doriva tem características que Eurico buscava em um treinador: gosta de trabalhar com jovens, tem histórico vencedor e consegue se adequar às propostas do presidente para a equipe. Ele tem preconizado a adoção de um estilo ofensivo, condizente com os momentos vitoriosos da história do clube.

A escolha de Doriva, a busca por um perfil específico e a política financeira são extremamente saudáveis. Inusitada foi a postura de Eurico na entrevista em que Doriva foi apresentado: o presidente se intrometeu em pelo menos cinco respostas do treinador, direcionou o conteúdo e chegou a pedir que um repórter não abordasse um assunto.

Sentado ao lado do presidente, Doriva estava visivelmente desconfortável. O treinador foi interrompido e até impedido de responder logo na primeira entrevista coletiva no novo clube. Isso tem um peso enorme.

Talvez sem intenção, Eurico deu uma série de recados na tal entrevista. A submissão de Doriva é o mais preocupante deles.

Além de ter mostrado um treinador fraco, Eurico suscitou dúvidas sobre limites. Se o presidente define como o time vai jogar e fala em nome do técnico, que garantia tem Doriva de que as decisões dele serão respeitadas?

A condução de Eurico no Vasco sempre foi personalista, mas sempre respeitou o futebol. Antes das eleições, o dirigente disse em vários momentos que havia mudado um pouco o comportamento. Entre as coisas mostradas até aqui, ao menos do ponto de vista da comunicação, ele não mudou para melhor.

Só que o Vasco não é o único clube em que o presidente tem criado problemas de comunicação. Isso acontece de forma clara nas instituições envolvidas em pleitos presidenciais – Botafogo, Corinthians, Internacional, Palmeiras e Santos são exemplos.

Em todos eles, eleições são aquele período em que candidatos abastecem jornalistas com denúncias sobre o que acontece nos clubes. E que jornalistas publicam denúncias sem que elas tenham total (ou algum) fundamento. No fim, a troca de acusações só serve para que os torcedores percam ainda mais a confiança na condução da entidade.

Essa sensação é ainda maior quando as crises criadas nas eleições se arrastam. É o que tem acontecido no São Paulo, clube em que Juvenal Juvêncio forjou Carlos Miguel Aidar como sucessor em abril de 2014.

Depois das eleições, Aidar e Juvenal entraram em crise. O relacionamento entre os dois se deteriorou rapidamente, e o que antes era parceria acabou virando inimizade.

Desde então, não é segredo que Juvenal usa a mídia para atacar Aidar. O atual presidente também não esconde que usa os microfones para responder. E isso tem aberto ao mundo os problemas e as crises que o São Paulo podia tratar internamente.

O processo de comunicação institucional depende de certo decoro. A transparência é ótima, é claro, mas nem todas as crises internas devem ser tratadas com troca pública de farpas. Isso só joga contra a instituição.

Em todos esses casos, os problemas passam basicamente por duas coisas: pessoas que colocam seus interesses acima dos interesses dos clubes e processos de comunicação que não são organizados a ponto de sobreviver à verticalização. Presidentes não respeitam (ou nem ouvem) os responsáveis pela comunicação porque se acham superiores a esse patamar.

Dirigentes já não são uma classe simpática ou adorada. No Brasil, essa crise de relacionamento é ainda mais clara do que em outras partes do planeta. E em meio a tudo isso, ações como as que o futebol nacional registrou nos últimos dias acabam levando aos clubes a indisposição que as pessoas têm com quem os comanda.

Comandar um clube de futebol, ainda mais no Brasil, é uma responsabilidade gigantesca. Dirigentes não podem esquecer que a satisfação do torcedor é o que move todo o processo.
 

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Regulamento das competições da CBF para 2015

Além das regras do futebol, das normas da FIFA e do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, as competições organizadas pela CBF devem ater-se ao Regulamento Geral das Competições que é elaborado e publicado anualmente.

Para o ano de 2015, a CBF contou com um grupo de trabalho e sugestões das entidades desportivas para a elaboração do Regulamento Geral das Competições que trouxe algumas novidades.

a) Arbitragem
Possibilidade de interromper a partida para hidratação dos atletas.

b) Pré-temporada
A realização de pré-temporada deve ser analisada e aprovada pela CBF.

c) Intervalo entre jogos
O intervalo entre as partidas que era de 66 horas, passou para 60.

d) Controle de condição de jogo
A CBF mantem a responsabilidade dos clubes de analisar as condições de jogo dos atletas, o que pode ensejar novas situações como a do Héverton, na Portuguesa.

e) Telão
As partidas podem ser transmitidas “ao vivo” nos estádios sem replay.

f) Férias
As federações deverão respeitar o calendário nacional, especialmente em relação ao período de férias e de pré–temporada sob pena dos clubes de seu Estado ficarem impedidos de disputar competições da CBF.

g) Limite de partidas
Os atletas somente poderão participas de número superior a 60 partidas mediante autorização médica.

h) Ações na Justiça Comum
A fim de desestimular ações na Justiça Comum, o RGC estabelece que os clubes obrigam–se e comprometem–se a impedir ou desautorizar por escrito, que terceiros, pessoa física ou jurídica, pública ou privada, façam uso de procedimentos extrajudiciais ou judiciais para defender ou postular direitos ou interesses próprios ou privativos dos clubes em matéria ou ação que envolva diretamente a CBF ou tenha reflexos sobre a organização e funcionamento da CBF ou das suas competições.

A atenção às regras do Regulamento Geral das Competições pode significar o acesso ou o rebaixamento de um clube, como ocorreu com a Portuguesa. Portanto, trata-se de material de estudo obrigatório para advogados e dirigentes. 

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O otimista tem aptidão para o sucesso

Saudações a todos!

Todos que me conhecem, mesmo que seja de forma mais superficial, sabem que sou uma pessoa muito otimista. Essa com certeza é minha marca registrada.

Pautei minha vida acreditando que as minhas iniciativas terão sucesso e darão certo, que nada é impossível de ser feito ou conquistado, que o copo ao meio está mais cheio do que vazio. Acredito sempre existe uma solução ou alternativa para um problema por mais extremo que possa parecer. E posso afirmar, tem dado certo pensar assim!

Acredito que as conquistas, sejam elas pequenas ou grandes, precisam primeiro ser construídas no campo do pensamento, portanto a realização delas é apenas um reflexo na vida real.

Para os pessimistas de plantão, vai um recado: Sei que notícias ruins atraem a atenção, vendem jornais e revistas, dão audiência para televisão, sites de notícias e redes sociais, mas isso está ligado a curiosidade mórbida das pessoas e o pior, estas situações negativas contaminam os pensamentos e interferem na capacidade de realização das pessoas.

Se tem um acidente na estrada todos querem olhar para a desgraça alheia, ver se tem mortos, feridos ou sangue no chão, fruto de pura curiosidade, para virar assunto em casa ou no trabalho. Tenho certeza que ninguém gostaria de estar lá no lugar do morto, do ferido ou da família dele, concordam?

Como ninguém gosta de estar ao lado de pessoas que acham que tudo dará errado, o jeito é afastar essas pessoas pessimistas do nosso círculo de convivência.

Em contrapartida, o otimismo contagia. É extremamente agradável ficar perto de alguém que irradie felicidade, bom humor, que fale coisas boas e tenha uma energia positiva, por isso é comum ver pessoas otimistas cercadas de gente. Enfim, todo mundo quer estar ao lado de alguém “pra cima” e é comum também que a maioria das pessoas de grande sucesso tenham mentes otimistas.

Fiz um rápido estudo sobre o tema e alguns fatos comprovam que o otimismo é fator que leva ao sucesso, vejam alguns deles:

1) Atletas de alta performance, das mais diferentes áreas como jogos, corridas de F1, de rua ou de pista, ouvem músicas para estimular sua energia que têm em suas letras frases otimistas e que motivam. Quem já teve a oportunidade de estar em um vestiário de um grande clube antes de um jogo importante sabe como acontece esse ritual (você pode ver vídeos que os clubes disponibilizam na rede). Bons exemplos desta realidade são atletas Lewis Hamilton, Usain Bolt e Djokovic – todos tomam um banho de otimismo antes das competições.

2) No mundo empresarial não é diferente. Os grandes executivos antes de reuniões importantes e decisivas, bem como os grandes palestrantes, antes de irem aos palcos, mentalizam momentos de puro otimismo, imaginam o objetivo alcançado. Por exemplo, o executiva mentaliza uma fábrica pronta e operando a todo vapor, gerando resultados, o grande palestrante visualiza uma plateia satisfeita, aplaudindo de pé a excelente palestra. Com isso já entram com o espírito vencedor em suas missões e o caminho para o êxito é mais seguro.

3) Ao procurar emprego o otimista também sai na frente, nas dinâmicas de grupo, comuns em grandes processos seletivos, os candidatos que encontram as soluções para os problemas, que buscam alternativas para assuntos impossíveis, que sorriem mais, que enxergam o copo cheio, majoritariamente figuram entre os finalistas.

Com base nestes fatos fica mais claro entender porque alguns times têm mais sucesso que os outros, porque um executivo consegue alcançar resultados excepcionais, porque um palestrante move multidões para ouvi-lo, ou como alguns candidatos tem mais opções de empregos que outros, em comum estas pessoas tem o otimismo e o pensamento positivo.

É óbvio que não basta ser otimista para alcançar o sucesso. Para alcançar o sucesso são necessários diversos atributos, entre eles persistência, trabalho duro, aptidão e talento, dedicação séria, estudo que leve ao aprimoramento, perseverança, etc. No entanto, se você tiver essas qualidades e muitas outras, mas sem otimismo, acredite, você provavelmente faz parte do grupo dos que tem enormes dificuldades para alcançar o sucesso que acredita merecer.

Reflitam sobre isso, e que o otimismo esteja sempre presente em sua vida.
Agora, intervalo, vamos aos vestiários e nos vemos em breve.

Abraços a todos!

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Pensando melhor e prevenindo lesões

Muitos já devem ter conhecido o estudo feito pelo Dr. Masaru Emoto, no qual ele sugere que nossos pensamentos e palavras podem influenciar nosso corpo físico e o ambiente ao nosso redor. Pois bem, este pesquisador e cientista japonês, buscou provar o poder da mente humana e seus experimentos aparentemente não deixam dúvidas.

Um dos experimentos que compartilho aqui nesta coluna chama-se a mensagem da água, no qual ele submeteu moléculas de água a diferentes sentimentos humanos, pensamentos e até músicas. Com o uso de equipamentos especiais ele conseguiu fotografar posteriormente os cristais de águas e o que cada um destes sentimentos, pensamentos e até músicas podem causar na composição molecular da água. Cada fotografia apresentou formas diferentes, desde aspectos cristalinos até os mais turvos. Agora, se pensarmos que nosso corpo é feito de pelo menos 60% de água, já seria possível refletir sobre como nossos pensamentos podem influenciar nossa fisiologia.

Ainda, podemos ampliar esta reflexão sobre como os nossos pensamentos podem influenciar nossa saúde física. Neste ponto é útil conhecermos brevemente alguns dos conceitos abordados na Cura Prânica, uma antiga ciência e arte de cura desenvolvida pelo Mestre Choa Kok Sui que utiliza o prana ou energia vital, para contribuir na cura do corpo físico. Mas para nossa reflexão o interessante e importante é compreendermos que na cura prânica se pressupõe que algumas doenças aparecem primeiras no corpo de energia que possuímos para depois se manifestarem no nosso corpo físico. Ainda mais, ela contribui mostrando que a mente pode intencionalmente ou não, influenciar o padrão do corpo de energia e consequentemente o corpo físico. Ou seja, o que pensamos pode influenciar nosso corpo, sejam estes pensamentos positivos ou negativos.

Então, com isso podemos imaginar o quanto pensar e agir de forma positiva ou negativa pode influenciar os atletas de futebol em cenários de lesões ou até antes mesmo de que as lesões ocorram no corpo físico. Os atletas de alto desempenho no futebol passam por temporadas com intensidade elevada da prática esportiva, numa sequência elevada de jogos e com tempos de intervalo reduzido entre as partidas, um cenário propício ao surgimento das lesões nos atletas.

E pensem comigo, na ocasião em que as lesões ocorrem quais são os pensamentos que mais pairam nas cabeças dos atletas? Os negativos, é claro! Pois os atletas pensam nas dificuldades para conseguirem retornar à prática esportiva, pensam que irão perder o lugar na equipe titular ou até que talvez não venham mais a ter o desempenho já obtido.

Concluo que apesar de aparentar ser uma tarefa difícil, justamente nestes momentos de lesão, se faz necessário que os atletas pensem positivamente, pois como vimos nesta coluna isto pode contribuir com a aceleração da recuperação de uma lesão e, além disso, pode também contribuir com a prevenção das lesões, uma vez que o próprio atleta pode influenciar seu corpo de maneira adequada através dos pensamentos para conseguir gerir melhor essa equação em busca do equilíbrio mente e corpo na busca pelo alto desempenho esportivo.

E você, o que acha? Até a próxima.  

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Lições do exterior – Parte 2

Na continuação do Curso de Esporte nos EUA, realizado pela UNISUL, realizamos uma sequência muito positiva de jogos e visitas técnicas a arenas e estádios esportivos de Atlanta.

Na primeira parada, visitamos a Philips Arena, onde conhecemos suas estruturas e instalações antes do jogo da NBA entre Atlanta Hawks e Orlando Magic, na última sexta-feira (12). Conhecer o equipamento permitiu atestar toda a sua versatilidade e multifuncionalidade. Quanto ao jogo em si, tecnicamente, não pareceu dos melhores (apesar do meu parco conhecimento sobre basquete). Mas o espetáculo em torno de um “mero” jogo é realmente incrível. Sons, luzes, música, dança, animação… tudo é feito para que sempre aconteça algo em termos de entretenimento para o público presente.

Já no domingo (14) o dia foi dedicado ao futebol americano, no jogo entre Atlanta Falcons e Pittsburgh Steelers. Novamente, o espetáculo foi incrível. A qualidade da entrega é marcante. Antes do jogo existe um evento que é chamado de Tailgate, organizado pela própria franquia (no caso, o Falcons). Uma área fora do estádio é ocupada por patrocinadores (que oferecem inúmeras opções de entretenimento – desde autógrafo com ídolos do passado a pequenos jogos e música que dão direito a prêmios) e pelos próprios torcedores, que podem alugar um espaço para fazer a sua própria confraternização. O clima positivo do jogo já começa muito antes de ele iniciar de fato.

Segunda (15) e terça-feira (16) foram dias de visitas técnicas ao Georgia Dome (arena do Atlanta Falcons, onde vimos o jogo no dia anterior), Parque Olímpico e Turner Field. Este último foi o Estádio Olímpico nos Jogos de 1996 e desde então é a casa do Atlanta Braves, equipe profissional de beisebol.

Em suma, o que se percebeu destas experiências práticas é a criação de inúmeras atividades de entretenimento em torno do esporte, de modo a atender os diferentes públicos. Existem alternativas para tudo: das crianças, que podem se relacionar com os mascotes e as brincadeiras que são promovidas a cada instante; aos adultos, com música, inúmeras possibilidades de consumo em bares, lojas e restaurantes e espetáculos visuais.

Ainda estamos muito longe de uma entrega de melhor qualidade sobre a perspectiva do entretenimento. Por mais que a gente fale no Brasil sobre esse assunto, a distância é absurda. Um pouco por questões econômicas sim (não dá para repetir com tanta facilidade as entregas mais tecnológicas, por exemplo, que vemos nos mercados mais desenvolvidos). Mas muito por falta de investimento e de falta de compreensão sobre o potencial de retorno que ações e projetos mais consistentes neste campo podem resultar para as entidades esportivas…

(Continua…) 

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Lições do basquete e do voleibol para o futebol brasileiro

O dia 11 de dezembro ficou marcado por duas notícias antagônicas envolvendo duas das modalidades mais populares do esporte brasileiro. Nessa data, a liga profissional de basquete dos Estados Unidos (NBA) anunciou uma parceria comercial com a Liga Nacional de Basquete (LNB), que organiza o NBB. Além disso, o Banco do Brasil interrompeu o repasse de verba para a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) por causa de irregularidades na gestão da entidade. E o futebol, alheio a tudo isso, tem muito o que aprender com os dois exemplos. 

O acordo entre NBA e LNB envolve gestão comercial, marketing e licenciamento. A liga dos Estados Unidos será responsável por toda a operação do NBB, principal torneio de basquete do Brasil – anteriormente, esse trabalho era desenvolvido pela TV Globo. 

A troca diz muito sobre as estratégias de NBA e LNB. A Globo não era apenas uma parceira de mídia do basquete nacional; em vez disso, tinha status de sócia. Esse modelo era alicerçado no potencial de repercussão que a TV oferecia ao esporte, mas submetia a modalidade aos interesses da emissora.

Em outras palavras: ter a Globo como parceira comercial era interessante para o basquete porque oferecia a popularidade da TV ao esporte e às marcas que se associavam a ele. Em contrapartida, isso submetia a modalidade aos interesses da mídia. O exemplo mais claro disso sempre foi a exibição de partidas em rede aberta. Para estar ao vivo no principal canal do país, o NBB adotou horários complicados para o torcedor que vai ao ginásio e adaptou toda a operação de evento às necessidades da televisão.

Com a NBA, a LNB perde um pouco de penetração no mercado nacional e muda o foco de sua atuação comercial. A expertise da principal liga do planeta é indiscutível e tem um perfil distinto do que é desenvolvido pela Globo em qualquer seara.

“Na área de licenciamento, podemos ajudar bastante. Vamos trabalhar, por exemplo, o Jogo das Estrelas, que é importantíssimo nos Estados Unidos. Queremos que tenha um peso importante aqui”, exemplificou Arnon de Mello, chefe do escritório da NBA no Brasil, em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”.

O fato de a NBA ter decidido se envolver na gestão comercial do basquete brasileiro também tem de ser analisado com cuidado. Isso tem tudo a ver com o potencial de mercado do país, que vivenciou uma ascensão econômica recentemente, inseriu mais gente no mercado consumidor e tem ampliado a relação com a cultura norte-americana.

A NBA enxerga o Brasil como um mercado com enorme potencial para consumir basquete dos Estados Unidos. Criar mais fãs da modalidade é um passo importante para que eles passem a acompanhar a principal liga do planeta, que é a norte-americana.

Outro ponto fundamental aqui é que a NBA entende a gestão comercial de outras ligas como uma unidade de negócio. Não é uma competição que se limita a faturar com patrocínios, placas ou venda de direitos de mídia. Em vez disso, eles vasculham o globo em busca de oportunidades de ganhar mais.

Agora faça um corte para o futebol brasileiro: como o futebol brasileiro ganha dinheiro? O que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) faz para ampliar a receita do Campeonato Brasileiro e levar o torneio a mais mercados? Qual é o plano estratégico para aproveitar o potencial da maior competição do país que tem mais títulos mundiais?

Essa é uma discussão sobre gestão, mas ela passa fundamentalmente pela estratégia de comunicação. O futebol brasileiro prescinde de um olhar estratégico para outros mercados, mas também negligencia um trabalho sobre a própria imagem. A NBA mostrou eficiência nas duas coisas ao fechar com o basquete brasileiro.

No Brasil, infelizmente, a gestão é mais CBV do que NBA. O voleibol brasileiro está afundado em escândalos desde a publicação de uma série de reportagens da “ESPN Brasil” sobre a má gestão da entidade que comanda a modalidade no país. Na quinta-feira, depois de as denúncias terem sido confirmadas por um relatório da CGU (Controladoria Geral da União), o Banco do Brasil interrompeu pagamento de patrocínio à instituição.

O relatório do CGU levantou suspeitas sobre pelo menos 13 contratos assinados pela CBV. O processo de apuração envolve de forma ampla a gestão da entidade – há indícios de desvio até de parte da premiação dos atletas nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, por exemplo.

Na sexta-feira (12) e no sábado (13), jogadores de vôlei que disputam a Superliga entraram em quadra com narizes de palhaço para protestar. Também houve uma série de protestos em redes sociais por causa das denúncias.

Os problemas da CBV são extremamente graves e devem ser tratados assim, mas a reação às denúncias tem sido amplificada pela condução da comunicação da entidade. Não há um processo eficiente de gestão de crise – em vez disso, há silêncio e manifestações efusivas de atletas, técnicos e todos os principais porta-vozes do esporte.

O episódio do vôlei mostra a necessidade de uma comunicação interna eficiente, que envolva na gestão todas as pessoas que participam do dia a dia. E também escancara a relevância de uma ação pró-ativa para conter crises.

A CBV precisa reagir. A CBV precisa abrir efetivamente a caixa-preta da entidade, mostrar o tamanho dos problemas e defenestrar os responsáveis. A credibilidade do voleibol depende disso.

No último fim de semana, em entrevista ao “UOL Esporte”, o ponteiro Murilo demonstrou exatamente essa preocupação. O jogador da seleção brasileira disse torcer para que o escândalo não abale a credibilidade do voleibol nacional.

Aqui entra uma comparação importante com a CBF: quando ainda presidia a CBF, Ricardo Teixeira deu uma célebre entrevista à revista “Piauí”. Disse que podia fazer “maldades” e mostrou absoluto desprezo sobre a opinião pública.

A condução da gestão da CBF tem tudo a ver com isso. A entidade sempre se baseou num amor inato que a população brasileira tem pelo futebol. Não há um trabalho para conquistar novos públicos ou sequer para burilar a imagem da instituição.

O futebol brasileiro tem potencial para ser mundialmente o que a NBA é para o basquete. Infelizmente, porém, os dirigentes preferem ser referência apenas quando o assunto é escândalo.

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A relação numérica, a mudança de regras e a lógica do jogo – parte I

Num artigo publicado recentemente, um grupo de autores (Silva et al., 2014) avaliou o impacto da relação numérica nos comportamentos adaptativos em esportes coletivos, especificamente o futebol, entre os elementos da própria equipe, entre as equipes e dentro da própria equipe.

No estudo foi analisada a influência do nível de habilidade (jogadores de nível nacional e regional) avaliando a divisão do trabalho, a dispersão das equipes, o posicionamento médio e a distância da equipe de locais específicos, como as linhas de força do adversário e também a distância da própria meta.

O experimento foi realizado com 3 jogos para cada um dos grupos de jogadores. Cada jogo era realizado por um período de 6 minutos a partir das seguintes configurações numéricas: 5 vs 5+GR, 5 vs 4+GR e 5 vs 3+GR. A equipe que jogou sempre com 5 jogadores atacava uma meta de 6m x 2m e a equipe que perdeu jogadores ao longo das séries atacava 3 mini-gols de 1,2m x 0,8m, como ilustra a figura a seguir:

As dimensões do campo eram de 47,3m de comprimento por 30,6m de largura. Após cada série e devido tempo de pausa, um jogador de linha da equipe que possuía goleiro (na imagem, identificada de azul) saía do jogo seguinte. Todos os jogadores, com exceção do goleiro foram rastreados através de GPS.

A única pontuação da atividade era marcar gols, com peso equivalente tanto no alvo maior como nos mini-gols.

Em linhas gerais, os seguintes resultados foram observados: os perfis de deslocamento da equipe que jogou com o mesmo número de jogadores foram semelhantes em todos os jogos enquanto a equipe que terminou com somente 3 jogadores de linha aumentou significativamente tanto a distância percorrida como as corridas em alta intensidade.

Em inferioridade numérica, os jogadores de nível nacional ocuparam de maneira mais racional o terreno de jogo, assumindo uma forma mais circular. Já os jogadores de nível regional assumiram formas mais ovais, indicando maiores distâncias percorridas em comprimento do que em largura e, de acordo com o artigo, menor compreensão tática.

Ambos os grupos de jogadores em inferioridade diminuíram as suas dispersões quando comparados ao primeiro jogo, calculadas pela distância dos jogadores ao centro da equipe. Porém, os jogadores de nível nacional apresentaram maior índice de estiramento, refletindo a habilidade de se espalhar e cobrir a largura do campo quando em desvantagem.

Independentemente do nível de habilidade, jogar em inferioridade numérica aproximou o centro da equipe do próprio gol. Já o adversário subiu no terreno e ficou mais distante das próprias metas e mais exposto aos contra-ataques.

O último dado fornecido diz respeito às linhas de força das equipes, que se relaciona com os dados supracitados. A linha de força defensiva do time em inferioridade se aproximou da linha de força ofensiva da equipe com 5 jogadores, pois o ataque pressionou mais a defesa adversária. Além disso, a própria defesa aproximou-se dos atacantes para evitar a finalização. Em contra partida, a linha de força ofensiva da equipe em inferioridade distanciou-se da linha de força defensiva da equipe que não sofreu alterações numéricas.

O placar dos jogos foi favorável para a equipe com goleiro somente durante o primeiro jogo. Nos outros quatro jogos (2 para cada nível de jogadores) os resultados foram de um empate e uma derrota para cada equipe.

Os resultados do estudo mostram apontamentos importantes que devem ser considerados durante o planejamento de atividades ao longo de um microciclo de treinamento. Na próxima semana discutiremos a partir das tendências apresentadas em inferioridade ou superioridade numérica, a modificação de regras do jogo que, consequentemente, geram alterações na Lógica do Jogo.

Alterar o número de jogadores geram adaptações nos comportamentos dos jogadores, no entanto, a manipulação de regras pode potencializar as referidas adaptações.

Até a próxima semana!