Categorias
Sem categoria

A culpa é sua, treinador!

Caros treinadores,

é bastante comum no futebol brasileiro que os motivos para suas derrotas sejam os mais variados possíveis que não as suas próprias falhas.

Ao adotarem este comportamento, nas coletivas e entrevistas pós-jogo (no caso daqueles com maior visibilidade, é claro), utilizam como desculpa a falta de reforços, os erros de arbitragem, a falta que fizeram os lesionados, o pouco tempo no cargo, o cansaço devido ao acúmulo de jogos ou até uma inexplicável má fase.

São poucos os que focam nos reais problemas de sua equipe (RPE). Os que o fazem, geralmente, limitam-se a questões mais superficiais.

Ao atribuir o “peso” principal do resultado negativo aos fatores externos, os RPEs passam despercebidos. Logo, no dinâmico mundo atual, o jogo seguinte, após uma vitória ou demissão, acaba por encerrar o tema que permitiria horas de enriquecedoras discussões sobre futebol.

A sorte de vocês, caros treinadores, é que a mídia especializada ainda não está preparada para ser um dos vértices da evolução do futebol brasileiro. Com isso, jogo a jogo, coletiva a coletiva, limitam-se a induzir as respostas prontas dos jogadores e treinadores. Afinal, respostas prontas são as soluções para perguntas repetitivas.

O movimento necessário de evolução do futebol brasileiro passa, indispensavelmente, por uma maior compreensão do jogo de futebol por parte dos formadores de opinião. Com melhor capacitação, seriam mais exigentes e inteligentes em suas perguntas e, consequentemente, “forçariam” respostas mais complexas.

No entanto, quantos profissionais da imprensa estão preparados para questionar a opção de um treinador marcar por zona ou individualmente em bolas paradas?

Quantos seriam capazes de perguntar por que o goleiro não participa ativamente do modelo de jogo quando a equipe sobe o bloco e ele deixa de se posicionar caso seja necessário uma cobertura defensiva?

Quem será o primeiro a questionar uma resposta superficial de um treinador que em determinado jogo afirma não ter conseguido manter a posse de bola mesmo que apresente como transição ofensiva predominante uma retirada vertical do setor de recuperação com passes longos que inviabilizam a posterior circulação?

Ou então, quem irá instigar os treinadores que há tempos os meias dos grandes clubes europeus têm a ocupação do espaço como referência para marcação e não somente a bola e o adversário mais próximo (como ainda fazem muitas das nossas equipes)?

Pois é, enquanto boa parcela da mídia contribuir para a estagnação do futebol brasileiro, questões como as más leituras de jogo com ações coletivas distintas para o mesmo problema, limitações setoriais que impedem o cumprimento da lógica do jogo, substituições não condizentes com as necessidades do sistema-equipe, deficiências circunstanciais da unidade complexa (e não somatória de onze jogadores) que têm ocorrido frequentemente ou quaisquer outras questões mais abrangentes envolvendo o jogo não serão abordadas e os RPEs ficarão guardados para resolução nos treinamentos.

Resolução possível somente se os treinadores souberem quais são os RPEs. Você sabe quais são os seus?

E para a palavra “treinadores”, leia-se também todo e qualquer assistente envolvido na comissão técnica. Preparadores físicos costumam olhar somente se sua equipe está suportando fisicamente o jogo, treinadores de goleiros, se houve falha individual do seu jogador no(s) gol(s) sofrido(s) e o auxiliar, muitas vezes, se isenta de culpa (mesmo que internamente), pois não é o treinador principal.

Saibam que a culpa também é de vocês! A expressão (e a ação) “treinador adjunto” é a ideal para modificar a atrasada configuração das comissões técnicas brasileiras.

Independentemente da evolução da mídia, que poderia ampliar a visão dos milhões de brasileiros apaixonados por futebol que clamam por um bom espetáculo, os treinadores que conseguirem gerenciar os RPEs tenderão a se aproximar das vitórias.

E, se no caso das derrotas a culpa é exclusivamente do treinador e de sua comissão, no caso das vitórias o mérito deve ser, também exclusivamente, dos jogadores.

Coisas da dura profissão de treinador de futebol!

Obs: Por enquanto, os RPEs têm passado despercebidos inclusive para os dirigentes. Outro vértice da evolução do nosso futebol e tema para uma outra coluna.

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

A violência nos estádios e o projeto de lei 3462/12

Tramita na Câmara o projeto de lei 3462/12, do deputado André Moura (PSC-SE), que obriga as torcidas organizadas a realizarem o recadastramento de seus integrantes duas vezes por ano (janeiro e agosto), sob pena de não poderem utilizar camisas, faixas, instrumentos musicais e outros adereços em dias de eventos esportivos e nas imediações dos estádios. A referida proposta altera o Estatuto do Torcedor (lei 10.671/2003) que exige o cadastramento dos integrantes.

A proposta traz outras mudanças como criar área específica reservada para portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida, equivalente a 0,5% da capacidade total do estádio ou ginásio esportivo; disponibilização de ambulância e técnico de enfermagem para eventos com menos de 10 mil expectadores; manutenção de central técnica com monitoramento por câmaras do público presente em todos os estádios e a abertura de portões para acesso do público por no mínimo duas horas antes do evento.

Observa-se que se buscam medidas já superadas em outros países. Destarte, no final da década de 80, após o Relatório Taylor, a Inglaterra constatou que o cadastramento de torcedores não constituiria medida eficaz contra a violência nos estádios de futebol.

No que tange à área para deficientes, ambulâncias e monitoramento por câmeras para estádios com qualquer capacidade, há de se analisar o risco destas medidas inflacionarem os eventos esportivos e inviabilizarem a existência de clubes menores.

Ademais, há de se aplicar o princípio da proporcionalidade, ou seja, trata-se de exigência exagerada, tendo-se em vista os pouquíssimos casos de violência em estádios com menos de 10 mil torcedores. Ressalte-se que, quanto menor o número de espectadores, menor a violência e mais fácil controlá-la.

Por fim, com relação aos deficientes, há uma lei federal conhecida como Lei de Acessibilidade que regulamenta o acesso aos locais de eventos públicos.

Destarte, conforme já aferido pelo Relatório Taylor em 1989, o caminho a ser seguido é de se dividir responsabilidades, humanizar e respeitar o torcedor.

Neste sentido, medidas como melhora da infraestrutura dos estádios, criação de unidades policiais especializadas, investimentos em programas sociais, educacionais e pedagógicos surtiriam mais efeito e poderiam ceifar definitivamente a violência dos nossos estádios de futebol.

Categorias
Sem categoria

Preocupação pós-Copa

Muito já se foi discutido sobre os possíveis elefantes brancos, mas acredito que não sejam somente os estádios novos a serem esquecidos após o evento.

Pelo contrário, acredito que estes terão mais visibilidade, mais interesse de empresas. Já alguns estádios, como o Pacaembu, podem sofrer com a falta de jogos, já que os grandes times já terão as suas casas.

Especificamente sobre o Pacaembu, penso o que será dele após a Copa. O Corinthians terá sua casa em Itaquera, assim como Palmeiras, Portuguesa e São Paulo já têm. Santos, Bragantino jogam em suas cidades. Em termos de partidas de Série A, o que podemos considerar? Nada.

Shows costumam ser a alternativa mais comum para estádios que precisam de receita para se sustentar. Mas, o Pacaembu está inserido em um bairro exclusivamente residencial, o que complicaria muito contar com esta fonte de receita. Muitos eventos já tiveram reclamações dos moradores, pelo excesso de barulho em certos horários e isso inclui grandes eventos como até a vinda do Papa que hoje são puro espetáculo musical com orações entremeadas.

Mas temos o Museu do Futebol! Pena que ele é independente do estádio. Ele pertence à Fundação Roberto Marinho, tem seus gastos independentes, inclusive geradores, energia, etc. É, então, uma opção a menos para se aproveitar no estádio. Contudo, qual é a solução?

Talvez a reforma do estádio, com a colocação de uma cobertura (como já foi estudado para um possível Pacaembu na Copa 2014), abra algumas possibilidades, já que ajudaria na proteção sonora para a vizinhança.

Talvez até mudanças paisagísticas pudessem suavizar o entorno dos ruídos de eventos. Embora a região já seja arborizada, novas vegetações e estudos podem trazer certa melhora no conforto.

Série B? É possível, assim como uso público do estádio, eventos de futebol com ações solidárias com maior frequência. Ainda é possível tentar trazer eventos como os jogos de Zinedine Zidane, com vários atletas jogando por diversão com verba revertida a um instituto de caridade.


Acima, proposta de cobertura para o Pacaembu para a Copa antes da escolha de Itaquera

Assim como qualquer outro estádio, é preciso desenvolver um estudo do que é necessário para a região, para o futebol brasileiro. O que falta? Centro de treinamento, treinamento de base? Escola de futebol? Como um campo, com tanta história, pode ser usado e por quem? Pelo governo?

Pode ser repassado a algum clube para descobrir novos talentos?
Precisamos do uso frequente, o que pode complementar? Uso acadêmico? Temos uma faculdade conhecida e de alto padrão nas suas proximidades com muitas exposições sendo realizadas sempre.

Podemos estender essas exposições? Trabalhar em parceria? Permitir que a universidade utilizasse o estádio para treinos dos alunos?

É complexo, é demorado, mas tem de ser feito.

Para interagir com o autor: lilian@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Otimismo, pessimismo e realidade

Conceitualmente, o significado de cada uma das palavras que formam o título da coluna desta semana está enraizado na percepção das pessoas sobre o seu modo de vida e o ambiente ao qual esta está envolvida, somado principalmente ao histórico de cada indivíduo, para assuntos de diversas naturezas.

Para a nossa “realidade”, do “país do futebol”, que receberá a Copa do Mundo daqui dois anos, temos dois caminhos muito claros: achar que tudo vai dar errado ou, obviamente, acreditar que muita coisa dará certo. Para os dois cenários, podemos contribuir decisivamente, bastando assumir uma das posições.

E é aí que leio e ouço constantemente comentários sobre uma suposta tragédia anunciada de o Brasil realizar megaeventos. E isso acontece com frequência no meio do esporte, de pessoas que minimamente deveriam se informar para simplesmente tentar defender o segmento de trabalho que escolheram… trabalhar.

É fácil imaginar que se continuarmos repetindo um modelo arcaico de gestão do esporte e de discurso antiquado a respeito do fenômeno esportivo, o tsunami Copa do Mundo passará e deixará tudo como estava antes.

O pessimismo exagerado de algumas pessoas apenas tem reflexo em um antigo conceito de resistência à mudança, bastante comum em quem tem dificuldade em procurar algo novo.

Quando falamos de otimismo, devemos falar de realizações. De enfrentar o novo com novas ideias. De transformar velhos conceitos em conceitos inovadores, que possam gerar mais valias positivas para o segmento como um todo.

Acreditar, por exemplo, que as novas arenas podem ser o pilar para uma mudança radical em tudo aquilo que conhecemos hoje a respeito do marketing esportivo: partindo desde um tratamento diferenciado ao cliente (torcedor) até um melhor relacionamento com patrocinadores, passando por criar um cenário muito mais atraente para os veículos de mídia.

Enfim, o relato é uma reflexão para que passemos a olhar mais para o que há de bom por vir, sendo necessário que a gente trabalhe insistentemente para que perspectivas transformadoras contribuam para o desenvolvimento do futebol no país do futebol.

 

Obs.: o colunista Geraldo Campestrini fará uma breve pausa de três semanas. Nas próximas colunas, teremos a participação do Especialista em Gestão e Marketing Esportivo e Bacharel em Ciência do Esporte, Victor Lima, que apresentará novos temas e discussões para o ambiente da Universidade do Futebol.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br
 

Categorias
Sem categoria

On the Road pelo futebol brasileiro

Percorri 2.200 km em quatro dias nesta semana que passou.

Objetivo: mais do que vistoriar ou fiscalizar, conhecer as lideranças locais e a realidade das instalações esportivas do Estado do Paraná que sediarão os Jogos Escolares Bom de Bola e documentar através de imagens e relatórios.

Os Jogos Bom de Bola fazem parte de uma iniciativa da empresa Parati Alimentos que, há 20 anos em Santa Catarina e há 15 anos no Rio Grande do Sul, realiza esta competição de futebol em âmbito escolar para meninos e meninas, com a chancela oficial das Secretarias Estaduais de Esporte e Educação.

A intenção é lançar mão do futebol como meio de formação e desenvolvimento humano dos jovens.

Por tal razão, não se permite a participação de seleções municipais ou equipes desvinculadas de escolas públicas ou particulares.

Neste ano, quase 18 mil serão os participantes na competição.

A equipe da escola começa e termina o campeonato. Naturalmente, todo um conjunto de valores vivenciados pelos jovens ao longo dos quatro meses de disputa traz como legado positivo para toda a vida dos participantes.

O legado almejado pelo Bom de Bola é integrar esporte, educação e cultura e transformar a realidade dos participantes de maneira positiva e duradoura.

Como efeito colateral positivo do projeto, alguns deles se tornaram jogadores profissionais de futebol e atuam em grandes clubes do Brasil e do exterior.

Embora a viagem tenha sido bastante proveitosa, também pelas belíssimas paisagens dos Campos Gerais, bem como pela acolhida calorosa das pessoas envolvidas nos Jogos em cada uma das cidades visitadas, algumas reflexões foram trazidas na bagagem.

Pude testemunhar certo mau uso da infraestrutura dedicada ao futebol. Aqui me refiro às instalações que não pertencem às escolas, mas aos municípios.

Os relatos dos profissionais com quem conversei também confirmam a articulação abaixo do esperado entre Estado, Munícipio, Escolas e Professores.

Refiro-me, principalmente, à falta de programas continuados dedicados ao esporte.

Obviamente, quem sucumbe são os jovens que já estão engajados na prática esportiva e, também, muitos outros que estão à margem e suscetíveis dos riscos sociais relativos à violência, desocupação e consumo de drogas.

Muito bom poder ver de perto a realidade e tentar contribuir para a evolução do cenário esportivo-educacional do Paraná.

O diálogo com toda a cadeia de envolvidos nos Jogos Bom de Bola resta qualificado – Poder Público Estadual e Municipal, professores, atletas-estudantes, familiares, parceiros estratégicos – e essa foi a intenção de coletar dados e impressões.

O potencial de transformação social por meio do esporte começa na escola.

Porém, enquanto não se considerar essa visão como algo politicamente institucionalizado na gestão pública – e fazer com que o esporte deixe de ser entendido como algo opcional, acessório – será um árduo caminho.

Os Jogos Escolares Bom de Bola pretendem ser um dos exemplos de integração público-privada na promoção e desenvolvimento social pelo esporte.

Longo e sinuoso caminho.

Maior que os 2.200 km percorridos.

Mas com belíssimas paisagens e histórias pra contar quando se chegar ao destino.

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Reflexões: as faltas de jogo (táticas!?), o Campeonato Brasileiro e novamente o Barcelona da "era" Guardiola

Nas últimas duas semanas, assisti a programas esportivos da TV a cabo, debates interessantes a respeito do elevado número de faltas cometidas, nos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Na 19º rodada da competição, por exemplo, segundo texto de Mauro Cezar Pereira, (publicado em http://espn.estadao.com.br), foram 395 faltas em 10 partidas.

A média elevada não é privilégio do Campeonato Brasileiro de 2012. Conforme publicou o ex-árbitro Leonardo Gaciba em seu blog (disponível no www.sportv.globo.com), a média de faltas por jogo vem sendo alta, pelo menos, desde 2008. Os números realmente impressionam:

– Em 2008 = 38,76 faltas por jogo (uma falta a cada 2,32 minutos);
– Em 2009 = 37,22 faltas por jogo (uma falta a cada 2,42 minutos);
– Em 2010 = 35,42 faltas por jogo (uma falta a cada 2,54 minutos);
– Em 2011 = 35,93 faltas por jogo (uma falta a cada 2,50 minutos).

Pois bem. Com números tão marcantes, muitas das discussões sobre o assunto passaram a permear comparações entre o futebol brasileiro e o europeu (no qual, em tese, e de fato, o número de faltas por partida tem sido menor).

Postura e qualidade da arbitragem, conduta e ética dos jogadores, cultura de jogo, formação dos treinadores, atuação da mídia e perfil dos torcedores foram algumas das “variáveis” mais presentes nos debates sobre essas comparações.

Em geral, dados sobre o futebol da Inglaterra, Espanha, Portugal e França, mostraram que a principal competição de clubes profissionais do Brasil tem uma média superior de faltas por jogo quando comparada aos campeonatos nacionais destes países – e também, quando os jogos comparados são os da UEFA Champions League (Liga dos Campeões).

O FC Barcelona, por exemplo, vem apresentando uma média baixíssima de faltas. Na “era” Guardiola então, nem se fale (para que se tenha uma ideia, nas últimas seis partidas disputadas pela equipe na Liga dos Campeões 2011/12, a sua média de faltas por jogo foi de 8,67).

Parece realmente muito baixa certo? (principalmente se comparada com as 39,5 faltas por jogo cometidas na 19º rodada do Campeonato Brasileiro deste ano).

Uma falta a cada 2,28 minutos de jogo, como tem acontecido no campeonato nacional, é muita coisa para um esporte disputado em terreno de área tão grande (aproximadamente de 7000 m2 – 318 m2 por jogador).

Pois bem, voltemos então ao FC Barcelona e façamos agora, antes de prosseguir, um exercício de imaginação.

A equipe catalã, na “era” Guardiola teve no tempo de posse de bola (sempre superior aos dos adversários), uma marca mais do que registrada. Nas últimas seis partidas que disputou na Champions League 2011/12, por exemplo, teve em média, impressionantes 73,5%.

Imaginemos que em um jogo a maior parte das faltas cometidas por uma equipe sejam faltas de defesa e não de ataque. Ou seja, as equipes fazem mais faltas (senão, quase todas) quando estão se defendendo.

Para efeito didático, tentemos aceitar, que aproximadamente 100% das faltas cometidas por um time, ocorrem quando esse time está tentando se defender (protegendo o gol, impedindo progressão do adversário, ou tentando recuperar a bola).

Para efeito didático também, imaginemos que quando é contabilizada a porcentagem de tempo, que se refere à posse de bola de uma equipe em um jogo, estará contido nele, tanto, o tempo que a equipe tem a posse da bola efetivamente com ela em jogo, quanto o tempo, quando a tem (a bola) fora dele (do jogo) em reposições e/ou reinícios.

Isso quer dizer em outras palavras, que devemos imaginar o tempo total de posse de bola de uma equipe, como a soma do tempo de posse, com a bola em jogo e com a bola fora de jogo (em arremessos laterais, tiros de meta, escanteios, faltas, etc.).

Aceitemos ainda, que quanto mais tempo com a posse da bola, menos chances uma equipe tem de cometer faltas (e menos tempo para isso).

E é aí que emerge um dado bem interessante. Se o FC Barcelona teve em média 73,5% de posse de bola nos jogos eliminatórios da Liga dos Campeões 11/12 (como mencionado anteriormente), então esteve com ela em seu domínio por 66,1 minutos, em média, por partida.

Com esse tempo, deu aos seus adversários 23,9 minutos, também em média, de posse da bola.

Então, por jogo, o FC Barcelona teve aproximadamente 23,9 minutos para fazer faltas (contra 66,1 minutos dos adversários).

Com uma média de 8,67 faltas cometidas nessas mesmas partidas, podemos dizer que a equipe catalã, fez, nos seus seis últimos jogos da Liga dos Campeões 11/12, uma falta a cada 2,75 minutos (no último jogo, por exemplo, contra o Chelsea, chegou a uma falta a cada 1,91 minutos).

Impressionante o elevado número de faltas por minuto do time catalão, não?

Mais impressionante ainda, saber que seus adversários nesses jogos cometeram uma falta a cada 5,27 minutos (ou seja, bem menos faltas que o FC Barcelona).

Não quero com esses números, defender as faltas. Claro que não!
O que estou tentando mostrar é que a taxa de faltas da equipe sensação do futebol mundial dos últimos dois ou três anos é bastante alta (é comparável a do Campeonato Brasileiro).

Porém, o fato de ficar muito tempo com a bola sob seu domínio acabou por mascarar essa característica.

Claro, com a bola por muito tempo nos pés, com um grande número de jogadores no campo de ataque, e com muita agressividade nas suas transições defensivas, o FC Barcelona de Guardiola sempre administrou bem os riscos de sofrer contra-ataques, utilizando-se inclusive de faltas.

Mas faltas são faltas, seja no nosso atual “brigado” futebol brasileiro, seja no vistoso futebol catalão.

Não quero com isso, comparar a forma de jogar do time espanhol, com as equipes brasileiras (especialmente tendo a “falta” como variável dependente); e nem tão pouco, justificar as faltas – principalmente porque, excetuando-se a “taxa de faltas”, uma infinidade de outras variáveis pesará a favor da dinâmica de jogo dos catalães.

O que precisamos fazer, efetivamente, nós todos do futebol, independente da área de atuação, é entender pontualmente o que esse número elevado de falta realmente significa para a dinâmica do nosso jogo, para nossa cultura futebolística, para nossa escola, e finalmente, seu significado dentro da nossa história.

Para interagir com o autor: rodrigo@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

O papel do treinador na dimensão individual – parte II

Na primeira coluna a respeito deste tema foi sugerida a realização de Jogos Conceituais com o objetivo de incidir em problemas de ordem individual que limitam o desempenho coletivo das ideias de jogo do treinador.

As quatro situações hipotéticas criadas e possibilidade de aplicação dos Jogos Conceituais seguem descritas abaixo:

1ª Um centroavante precisa fazer mais penetrações;
2ª Um meia não tem buscado a recuperação imediata da posse de bola após sua perda;
3ª Um lateral tem errado muito as decisões quando chega à linha de fundo;
4ª Um meia tem finalizado pouco.

Situação 1
Dimensões do campo: 26m x 40m (grande área + espaço delimitado)

Regras do Jogo
Equipe Amarela e Preta
1- Dois toques na bola;
2- Se o jogador nº 9 receber o passe em cima dele e perder a posse de bola = 1 ponto para adversário;
3- Se o jogador nº 9 receber um passe nas costas da linha de defesa do adversário = 1 ponto;
4- Gol = 2 pontos;
5- Gol a partir de penetração = 5 pontos.

Equipe Vermelha
1- Dois toques na bola
2- Recuperar a posse com os três jogadores no mesmo setor (grande área ou espaço delimitado à frente) = 1 ponto
3- Seis passes sem devolver para o mesmo à frente da grande área = 3 pontos.
4- Pode utilizar o goleiro na grande área que a contagem de passes não zera.

Situação 2
Dimensões do campo: 26m x 40m (grande área + espaço delimitado)

Regras do Jogo
• Toda reposição, independente de quem tiver perdido a posse, será feita com o jogador de amarelo e preto onde se encontram as bolas;

Jogador Amarelo e Preto
1- Recuperar a posse no setor que perdeu = 1 ponto;
2- Gol = 3 pontos

Equipe Vermelha
1- Um toque na bola;
2- Só vale passe rasteiro;
3- Recuperar a posse com dois jogadores no mesmo setor e retirar a bola verticalmente (caso recuperá-la na grande área) ou horizontalmente caso (recuperá-la à frente da área) = 1 ponto;
4- Jogador nº 2 só pode jogar pelo lado direito e o jogador nº 6 pelo lado esquerdo;
5- Oito passes consecutivos sem repetir o setor = 2 pontos

Situação 3
Dimensões do campo: 28m x 70m

Regras do Jogo
• Toda reposição de bola será feita com a equipe amarela e preta
onde se encontram as bolas e não terá impedimento;

Equipe Amarela e Preta
1- Dois toques na bola na região central e livre na faixa lateral;
2- Bola na região lateral e equipe perder a posse de bola = 1 ponto
para o adversário;
3- Só vale gol de dentro da área;
4- Gol a partir da região central = 2 pontos;
5- Gol a partir da região lateral = 5 pontos.

Equipe Vermelha
1- Recuperar a posse com os quatro jogadores no mesmo setor na região central = 1 ponto;
2- Cada três minutos sem sofrer gol = 3 pontos.

Situação 4
Dimensões do campo: 25m x 40m

Regras do Jogo

Jogador Amarelo e Preto
1- Finalização que não dê defesa completa do goleiro = 1 ponto;
2- Gol de dentro da área = 3 pontos;
3- Gol de fora da área = 5 pontos.

Equipe Vermelha
1- Jogadores de linha um toque na bola e goleiro dois toques;
2- Gol de dentro da grande área = 1 ponto;
3- Gol de fora da área = 2 pontos;
4- Goleiro não pode fazer gol.

Encerro a coluna deixando as críticas, sugestões, comentários e observações por conta de vocês.

Abraços e até a próxima semana!

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

A Lei do Ato Olímpico

Muito se discutiu sobre a “Lei Geral da Copa”, mas sem muito alarde. Em 01 de outubro de 2009, foi promulgada a lei 12.035, que institui o Ato Olímpico, equivalente a “Lei da Copa” no que tange aos Jogos Olímpicos.

Conhecida como “Lei do Ato Olímpico”, a lei 12.035/2009, no âmbito da administração pública federal, tem a finalidade de assegurar garantias à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 na cidade do Rio de Janeiro.

Tal como a “Lei Geral da Copa”, a “Lei do Ato Olímpico” legitima uma série de exigências da entidade organizadora dos Jogos Olímpicos, conforme será demonstrado.

Segundo a “Lei do Ato Olímpico”, ficam dispensadas a concessão e a aposição de visto aos estrangeiros vinculados à realização dos Jogos em 2016, considerando-se o passaporte válido, em conjunto com o cartão de identidade e credenciamento olímpicos, documentação suficiente para ingresso no território nacional, sendo, entretanto, vedado o exercício de qualquer outra função, remunerada ou não, além da ali estabelecida.

No entanto, a permanência no país será restrita ao período compreendido entre 5 de julho e 28 de outubro de 2016, podendo ser prorrogada por até 10 (dez) dias.

O poder executivo poderá revisar contratos, permissões e concessões, que tenham por objeto a utilização de bens, de imóveis ou de equipamentos pertencentes à União e a suas autarquias, desde que sejam indispensáveis à realização dos Jogos no Rio, assegurada a justa indenização.

Por exemplo, o estádio Engenhão foi concedido ao Botafogo, mas, durante os Jogos Olímpicos a referida concessão, por interesse do evento esportivo, poderá ser suspensa e o clube terá de mandar seus jogos em outro local.

No que concerne às marcas e patentes, estas serão protegidas pelas autoridades federais que, no âmbito de suas atribuições legais, atuarão no controle, fiscalização e repressão de atos ilícitos que infrinjam os direitos sobre os símbolos relacionados aos Jogos no Rio em 2016.

A “Lei do Ato Olímpico” define como “símbolos relacionados aos Jogos 2016”:

a) Todos os signos graficamente distintivos, bandeiras, lemas, emblemas e hinos utilizados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional);

b) As denominações “Jogos Olímpicos”, “Jogos Paraolímpicos”, “Jogos Olímpicos Rio 2016”, “Jogos Paraolímpicos Rio 2016”, “XXXI Jogos Olímpicos”, “Rio 2016”, “Rio Olimpíadas”, “Rio Olimpíadas 2016”, “Rio Paraolimpíadas”, “Rio Paraolimpíadas 2016” e demais abreviações e variações e ainda aquelas igualmente relacionadas que, porventura, venham a ser criadas dentro dos mesmos objetivos, em qualquer idioma, inclusive aquelas de domínio eletrônico em sites da internet;

c) O nome, o emblema, a bandeira, o hino, o lema e as marcas e outros símbolos do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016;

d) As mascotes, as marcas, as tochas e outros símbolos relacionados aos XXXI Jogos Olímpicos, Jogos Olímpicos Rio 2016 e Jogos Paraolímpicos Rio 2016

Ademais, para proteger as marcas e patentes, é vedada a utilização de quaisquer dos símbolos relacionados aos Jogos Rio 2016 elencados acima, bem como, a utilização de termos e expressões que, apesar de não se enquadrarem no rol, possuam semelhança suficiente para provocar associação indevida de quaisquer produtos e serviços, ou mesmo de alguma empresa, negociação ou evento, com os Jogos Rio 2016 ou com o Movimento Olímpico.

Ficam suspensos igualmente pelo período compreendido entre 5 de julho e 26 de setembro de 2016, os contratos celebrados para utilização de espaços publicitários em aeroportos ou em áreas federais de interesse dos Jogos Rio 2016, na forma do regulamento. Dessa forma, eventuais futuros instrumentos contratuais deverão conter cláusula prevendo a suspensão nele referida.

Ressalte-se que a suspensão mencionada condiciona-se a um requerimento do Comitê Organizador dos Jogos, devidamente fundamentado, com antecedência mínima de 180 (cento e oitenta) dias, com faculdade de opção de exclusividade na utilização dos referidos espaços publicitários, a preços equivalentes àqueles praticados em 2008, devidamente corrigidos monetariamente.

Esta prerrogativa de adquirir os referidos espaços publicitários poderá ser transferida pelo Comitê Organizador do evento a quaisquer empresas ou entidades constantes do rol de patrocinadores e colaboradores oficiais do COI e do próprio comitê.

Durante os Jogos Rio 2016 serão aplicadas as disposições contidas no Código da Agência Mundial Antidoping (Wada) bem como nas leis e demais regras de antidoping ditadas pela entidade e pelos Comitês Olímpico e Paralímpico Internacionais vigentes à época das competições.

Na hipótese de conflito entre as normas citadas e a legislação antidoping em vigor no território nacional, deverão as primeiras prevalecer sobre esta última, específica e tão somente para questões relacionadas aos Jogos de 2016.

O governo promoverá a disponibilização para a realização dos Jogos no Rio sem qualquer custo para o seu Comitê Organizador: segurança; saúde; serviços médicos; vigilância sanitária; alfândega e imigração.

Fica assegurada às pessoas envolvidas no evento (comitês olímpicos, atletas, autoridades) a disponibilização de todo o espectro de frequência de radiodifusão e de sinais necessário à organização e à realização da Olimpíada, garantindo sua alocação, gerenciamento e controle durante o período compreendido entre 5 de julho e 25 de setembro de 2016.

Inclusive, durante este período e para a finalidade de organização e realização dos Jogos Rio 2016, o uso de radiofrequências pelas entidades e pessoas físicas enumeradas relacionadas às Olimpíadas será isento do pagamento de preços públicos e taxas ordinariamente devidos.

Por fim, caso seja necessário, a “Lei do Ato Olímpico” autoriza a destinação de recursos para cobrir eventuais défices operacionais do Comitê Organizador dos Jogos, a partir da data de sua criação, desde que atenda às condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias e esteja prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.

Diante de todo o exposto percebe-se que a aceitação de exigência não se restringiu à organização da Copa do Mundo, mas, apesar de não ter havido polêmica, estendeu-se aos Jogos Olímpicos.

Para interagir com o autor: gustavo@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Calendário

A CBF anunciou nesta semana o calendário do futebol brasileiro para 2013, contemplando desde amistosos da seleção brasileira até a Série D do Campeonato Brasileiro, passando pela Copa das Confederações, que será um dos principais focos do ano vindouro.

As duas grandes novidades foram a ampliação da Copa do Brasil para sete meses, seguindo em partes os moldes das copas disputadas em alguns países da Europa, e o retorno da Copa do Nordeste, ainda demasiadamente enxuta no meu modo de entender, mas representando um importante avanço a ser trilhado para as próximas temporadas como mote para desenvolvimento do futebol local.

O resultado deverá reservar um novembro/dezembro de 2013 bastante interessante, que culminará com as finais da Copa do Brasil, as últimas rodadas do Brasileirão e ainda a possibilidade de ter uma equipe brasileira se preparando para as finais do Mundial de Clubes em meados de dezembro.

O perfil de hoje, em que o campeão da Copa do Brasil (e também da Taça Libertadores, quando é um time brasileiro) se acomoda ao longo de todo o ano na disputa do Campeonato Brasileiro tenderá a não ocorrer.

Neste breve cenário desenhado, somado às inúmeras possibilidades de combinação de resultados e desempenho dos principais clubes do Brasil, reforçará o viés do planejamento, uma vez que teremos um final de temporada recheado de capítulos finais e a natural necessidade de os clubes manterem ao longo do ano um elenco bastante qualificado, não só os 11 titulares habituais.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br
 

Categorias
Sem categoria

Ter respeito pelos bons relacionamentos

Saudações a todos!

Ao comemorar grandes conquistas, a tendência da maioria das pessoas é falar sobre as dificuldades enfrentadas até chegar ao topo, como superaram as dificuldades, quais as pessoas que prejudicaram de alguma forma seu trabalho, como se livraram dos contratempos, etc. Nesse momento de empolgação, típica de quem acabou de vencer, não é difícil se esquecer de falar de quem as ajudou.

A exceção para esta regra são os verdadeiros campeões. Eles, quando celebram grandes conquistas, lembram e destacam quem os ajudou a chegar lá. Agindo assim, além de fazerem “justiça”, mantêm por perto pessoas importantes e dispostas a ajudar.

Ter uma rede de relacionamentos ativa e disposta a contribuir é um dos grandes segredos dos verdadeiros campeões que, não por acaso, se mostram grandes líderes. Exemplos não faltam para confirmar esta realidade.

Citarei nesta coluna dois deles, por terem conquistas importantes, conhecidas por todos e bem recentes, assim como serem emblemáticas.

O primeiro exemplo é o Tite. Não preciso falar da dimensão da conquista dele até porque acho que ainda é imensurável. Além de ganhar a Libertadores, que por si só já é uma conquista ímpar, o treinador gaúcho ganhou sendo invicto, com o time super ajustado, ganhou pelo Corinthians – que sonhava há anos com esse título. Superou o Santos de Neymar na semifinal (tido por muitos como o melhor time da América) e na final venceu o Boca (tido como o “papão” do torneio).

A magnitude dos fatos que levaram a esta conquista são tão relevantes que posso apostar que estará entre os três maiores destaques do esporte na América Latina em 2012.

O segundo exemplo é o Felipão, que conquistou a Copa do Brasil, outro campeonato que só pela conquista e importância merece destaque. Mas ele foi além da “simples” conquista: foi campeão invicto com um time considerado limitado tecnicamente; além disso, lidou com situações políticas internas e com muita pressão já que não conquistava um título de maior importância há 13 anos e vinha sonhando em voltar a disputar a Libertadores.

A maioria das pessoas no lugar deles agradeceriam os atletas, a comissão técnica, as pessoas mais próximas no clube, a direção, o presidente e contaria as dificuldades e como as superou e já estava bom, né? Afinal, nestas horas, todos querem os flashes e os holofotes em si. Certo? Errado! Nem todos…

Os verdadeiros campeões, os líderes de fato, como o Tite e o Felipão, no momento das grandes conquistas, também agradecem a “todos mais próximos”, mas, além disso, agradecem quem está longe, quem ajudou na conquista e ninguém sabia e teoricamente “não precisava” ser lembrado.

Essa parte, só os nobres campeões sabem fazer! E fazem de forma exemplar.

Vejam os fatos no caso do Tite e do Felipão:

O Tite falou que a ajuda do Abel Braga foi fato muito importante para a sua conquista. Abel, treinador do Fluminense e que recentemente havia sido eliminado pelo Boca, deu dicas, contou “segredos”, deu sugestões, etc. e, claro, ajudou na conquista do corintiano.

O que chama atenção é que mesmo o Tite citando este fato, ele teve pouco destaque e tenho certeza de que muita gente ainda não sabia disso. O mais importante para o Tite é que o Abel que foi quem o ajudou, ouviu isso e com certeza ficou orgulhoso pela contribuição e sempre estará disposto a repetir!

O Felipão, da mesma forma, destacou que a contratação do Betinho, jogador de atuação decisiva nas finais – que marcou um gol e sofreu um pênalti –, foi avalizada pelo volante Márcio Araújo, que trabalhou com o jogador no São Caetano.

À época da contratação, ao ser questionado pelo Felipão, Araújo, além de “dar o seu aval”, conferiu dicas sobre a personalidade do atleta e de como aproveitá-lo melhor.

O que chama atenção mais uma vez é que mesmo o Felipão citando este fato, a mídia deu pouquíssimo destaque. Com certeza o volante ficou orgulhoso por ser lembrado e contribuirá novamente!

E você, tem essa atitude nobre que tiveram o Tite e o Felipão quando obtém conquistas?

Com o mercado de trabalho aquecido, as oportunidades tendem a surgir com maior frequência e se você for um dos “premiados” com uma conquista – uma promoção, um aumento salarial, a conquista de um emprego melhor, uma venda importante, uma barreira superada na carreira ou na família, etc., comemore muito e não se esqueça de relembrar sua trajetória até a conquista. E, principalmente, não deixe de agradecer e enaltecer quem contribuiu para que ela fosse possível.

Depois de refletir um pouco sobre isso, lembre as dicas dos seus primeiros chefes, as broncas, como isso te ajudou, ou os seus clientes mais exigentes (internos ou externos) que te cobraram e que te deram “pistas” de como fazer melhor. Ou ainda lembre os colegas para os quais você ligava quando precisava saber como fazer algo…

Depois de relembrar tudo isso, ligue para eles ou mande um SMS, um e-mail, conte sobre suas conquistas e ressalte a importância das contribuições deles na conquista.

Tenho certeza de que eles ficarão felizes e orgulhosos por terem sido lembrados e saiba que, quando precisar, estarão ali com você novamente.
É isto, pessoal!

Vejam se estão agindo como verdadeiros campeões, compartilhado e agradecendo suas conquistas com quem contribuiu para que elas fossem possíveis ou então viverão êxitos solitários e de pouco valor real.
Agora, intervalo, vamos aos vestiários e nos vemos no próximo mês.

Abraços a todos!

Para interagir com o autor: ctegon@universidadedofutebol.com.br