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Craques desde sempre

Craques desde sempre: é assim que são tratados os “talentos” do nosso futebol quando começam a dar seus primeiros chutes nas categorias de base. E as consequências tendem a ser problemáticas quando os mesmos chegam à idade adulta e ao futebol profissional.

Este primeiro parágrafo é um resumo e a referência para o desenvolvimento desta coluna, inspirada sobretudo em casos recentes (e corriqueiros, diga-se de passagem), do futebol brasileiro.

Na minha opinião, o descompromisso com contratos, com a postura profissional que um atleta deve ter e a indisciplina dentro de campo por boa parte de nossos grandes jogadores são reflexo da má educação dada pela grande maioria dos clubes ainda nas categorias de base.

Já vivenciei, em categorias infantis, juvenis e/ou nos juniores, alguns atletas já serem tratados como estrelas, chegando em carro especial ao invés do ônibus com o grupo ou mesmo não se dando o respeito ao seu treinador e aos companheiros de equipe, para ficar em dois exemplos simples. É o antiprofissionalismo começando desde cedo.

E pautado em pequenas atitudes de paternalismo, pergunta-se: ora, se estas “pseudo-celebridades” fazem e acontecem quando adolescentes, o que os faria mudar na idade adulta?

Portanto, caros leitores, não adianta ficar chateado quando o craque do seu time falta ao treinamento por ter passado a noite anterior em uma balada “daquelas”. Basta aceitar, porque ele foi educado desta maneira, para fazer este tipo de coisa, sendo que ele passa a acreditar que está certo fazer o que faz.

Dificilmente os jogadores de futebol no Brasil são preparados para serem atletas de fato, daí a incompreensão sobre o que é certo ou errado fazer em determinados momentos.

Também não sejamos puritanos ou demagogos. Estamos falando de jovens, alguns deles com dinheiro e badalação, que necessitam, por vezes, extravasar um pouco diante da pressão por resultados ou pela necessidade, como jovens que são, de se divertir um pouco. Mas, com inteligência, é possível fazer tudo, sem prejudicar seu desempenho físico dentro de campo ou manchar sua imagem perante mídia, torcedores, patrocinadores, treinadores e colegas de equipe.

Mesmo assim, e sem citar nomes, acredito que existem clubes no Brasil cujos atletas oriundos das categorias de base parecem sair com um selo de “bom comportamento” ou respeito a contratos e instituições. Outros atletas, de outros clubes, parecem sair com um selo ao contrário, de “maus elementos” ou péssimos profissionais, o que nos leva a crer que as pessoas (ou a cultura do clube) que os formam não têm lá um grande comprometimento com a cidadania pautada no bom exemplo.

Internacionalmente, nosso maior exemplo seria o Barcelona: conhecemos muito pouco da vida extracampo dos jogadores formados nas “Canteras del Barça” (talvez o Piqué, hoje, fuja um pouco à regra por conta do seu namoro com a pop star Shakira. Mesmo assim, nenhum registro de grandes confusões, simplesmente um namoro um uma pop star. Como aqui não é coluna de fofoca, paramos por aqui…). Ao que parece, lá, os atletas são formados para serem simplesmente jogadores de futebol.

E é simplesmente isso: a indisciplina de boa parte dos bons jogadores no Brasil, seja ela tática (dentro de campo) ou fora das quatro linhas durante os 90 minutos, é fruto do desserviço que alguns clubes insistem em praticar na formação dos atletas.

O desrespeito a regras e a uma vida regrada tem clara relação com a negligência dada à educação destes jovens quando ainda se é possível educar. Quando adultos, resta aceitar e tentar tolerar…

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br
 

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Tecnologia e automatização: nem ver para crer, nem confiar cegamente

Olá, amigos!

Trago para a discussão na coluna dessa semana uma reflexão sobre a automatização de alguns processos e os cuidados que temos de ter ao resistir ou aceitar tais adaptações e inserções na rotina cotidiana.

Defendemos o uso das tecnologias, sim, porém temos de defender seu uso com ciência e aplicação prática coerente com os requisitos que a modalidade exige.

Já mencionamos algumas vezes que não podemos esperar que um notebook possa realizar um passe ou ainda marcar um gol de cabeça. Porém, o uso dos recursos deve ser visto como agregador de informações, facilitador de processos, agilizando situações, aumento potencial de ação, e por algumas vezes, corrigindo nossas próprias falhas.

E é justamente nesse último aspecto que muitos criam sua resistência com o advento da tecnologia no esporte, por entender que queremos defender uma substituição do trabalho de um profissional por uma máquina.

Esse é um pensamento natural do ser humano acuado com o avanço tecnológico, porém, já superamos tais impactos e estamos maduros, ou deveríamos estar maduros suficientemente, para entender que não há uma substituição, e sim uma otimização do trabalho, mudando o escopo do mesmo, mas não substituindo-o.

Assim, para alimentar essa polêmica discussão, trago a seguinte nota:

A utilização de recursos de reconhecimento de padrões e construção de reportagens foi tema de uma reportagem sobre inovação e marketing. A revista Forbes tem causado grande discussão no meio através de um blog mantido pela empresa Narrative Science, no qual são transmitidas informações sobre a as ações na bolsa americana. Tais informações e notícias são totalmente escritas por um software de inteligência artificial, sem interferência humana…

A confecção automática das notícias tira, com certeza, de alguma forma, a personalidade da escrita, dos sentimentos que podem ser impressos de acordo com o momento e as sensações, mas é por um lado uma facilitação do processo quando se buscam informações, nas quais o dado é mais importante que as emoções.

E, ainda, abre espaço para a criatividade para gerar textos variáveis, uma vez que o que o software fará é combinar banco de dados com informações pré-estabelecidas.

Trazendo isso para o futebol, vejo algo interessante no avanço de leitura de informações. O tempo que é gasto atualmente em busca de informações e na preparação destas para serem interpretadas é muito grande ainda.

Imagine o quanto ganharíamos em qualidade se todo esse trabalho fosse automatizado, e o tempo que o profissional gastaria em coletar e tornar apresentáveis tais informações fosse gasto em efetiva e aprofundada análise?

A tecnologia pode causar polêmicas, não resolve as coisas para nós, mas possibilita-nos tornar situações mais eficazes. Assim, o futebol poderia, de fato, compreender que informação sem o ser humano não é conhecimento; porém, quanto mais acesso às informações e de maneiras mais práticas, maiores as possibilidades de se desenvolvê-lo.

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br
 

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Salão de festas do Titanic

Estive presente no Footecon realizado em Curitiba.

Foi a primeira das cidades-sede da Copa 2014 a receber o evento, organizado por Carlos Alberto Parreira há alguns anos.

Alguns dos palestrantes são figuras bastante reconhecidas no universo do futebol brasileiro.

Fernando Carvalho, ex-presidente do Internacional; José Carlos Brunoro, experiente gestor, do período de ouro Palmeiras/Parmalat e, antes disso, da estruturação do voleibol no país, dentre outros grandes projetos; o próprio Parreira; Evandro Mota, psicólogo responsável por grandes trabalhos em equipes vencedoras; René Simões, da seleção feminina de futebol e, hoje, na base do São Paulo.

O mítico Paulo Cesar Caju, grande ídolo da década de 1970, que compartilhou sua experiência positiva e, também, de dificuldades pessoais que o levaram à derrocada financeira e o envolvimento com drogas.

Gente da nova geração, como Ricardinho, atual técnico do Paraná Clube; Felipe Ximenes, coordenador técnico do Coritiba; Sandro Orlandelli, ex-scout do Arsenal na América do Sul e que hoje é diretor do Atlético Paranaense.

Além disso, a abertura protocolar do evento feita pelo Secretário Estadual da Copa no Paraná, ladeado pela engenheira-chefe que explicou, superficialmente, as obras realizadas em Curitiba, incluindo o estádio, para adequação aos encargos da Fifa e ao PAC da Copa.

Fui com especial atenção para apreender algo que apontasse para o grande legado da Copa, em seus mais variados aspectos – técnicos, de negócios e marketing, de gestão e, naturalmente, sociais – embora soubesse do direcionamento do fórum para o lado intracampo.

Raríssimas foram as menções ao conceito. Pior ainda, não se está evidenciando à população qual é o conceito de legado que a Copa pode proporcionar.

Quando muito, vincula-se a noção de legado às obras do estádio e seu entorno, e melhorias de infraestrutura.

Nada se fala dos aspectos imateriais atinentes a uma noção mais ampla da herança do grande evento.

Evandro Mota me surpreendeu positivamente. Não por duvidar de sua capacidade, ao contrário, mas por tê-lo visto pela primeira vez ao vivo.

Sua palestra foi muito além do tema, que era a formação de equipes vencedoras.

Como seu trabalho faz parte de um sistema, e ele entende claramente isso, defende que precisamos ter muitas mudanças na gestão do futebol no país.

E que o ponto de partida é o reconhecimento dessa necessidade por quem o comanda e nele atua.

Que o futebol brasileiro chegou a uma encruzilhada. Para um lado, mais do mesmo.

Para o outro, evolução e modernização. Reestruturação. Êxito.

Se não houver tal reconhecimento e atitude para mudar, afirma que os resultados continuarão sendo inferiores aos mercados mais desenvolvidos.

Diz que “é como se estivéssemos empenhados em fazer uma belíssima decoração no salão de festas do Titanic”.

Ele vai afundar de qualquer jeito.

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br
 

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Princípios estruturais: atividades práticas para flutuação e equilíbrio

Em colunas anteriores, iniciei a discussão sobre a elaboração de atividades práticas para o desenvolvimento de determinados princípios estruturais do jogo.

Foram abordados até aqui os seguintes princípios: apoio, mobilidade, compactação defensiva e bloco.

Na coluna desta semana, focaremos na flutuação e no equilíbrio defensivo.

Como já mencionei, todos os princípios estão inseridos em uma teia complexa, na qual eles se influenciam mutuamente. Sendo assim, é impossível entender e treinar cada um deles de forma isolada dos demais.

O grande segredo é dar ênfase em cada um deles sem deixar de contemplar o todo.

Acho que isso já é claro para vocês, mas não custa nada relembrar.

Bom, vamos para os princípios da coluna.

Tanto a flutuação como o equilíbrio são “Princípios Estruturais de Defesa”. Ambos têm uma relação direta com a ocupação inteligente dos espaços em largura do campo.

A flutuação, segundo Vásquez Folgueira (2001) e Leitão (2008) se refere à movimentação coordenada em largura quando a bola está com o adversário e é passada de um lado para o outro do campo. O objetivo desse princípio é acompanhar a movimentação da bola de linha lateral a linha lateral fechando os espaços mais importantes do campo.

 

Já o equilíbrio, segundo Hughes (2008), Parreira (2005) e Leitão (2008) se refere à distribuição inteligente em largura do campo de forma que não haja muitos espaços na região oposta da bola. Nesse princípio, o objetivo é manter uma distribuição homogênea em largura do campo a fim de evitar com que o adversário tenha muita vantagem quando a bola é virada de forma direta.

Entendido?

Veja: enquanto o bloco e a compactação estão mais ligados à estruturação do espaço vertical (de linha de fundo a linha de fundo), a flutuação e o bloco se relacionam mais com a ocupação inteligente dos espaços na horizontal do campo (de linha lateral a linha lateral).

Vamos para as atividades práticas.

Atividade 1

Descrição

– Atividade de 5 X 5 + 1 coringa, o objetivo da equipe que está com a bola é fazer 10 passes utilizando todos os quadrantes do campo. Equipe que se defende deve ocupar o espaço de jogo de maneira equilibrada e flutuar de um lado para o outro a fim de manter zonas de pressão constantes na região da bola.

Regras e Pontuação

– Equipe marca 1 ponto quando fizer um passe direto das faixas A para C ou C para A.

– Equipe marca 3 pontos se trocar 10 passes consecutivos no campo de jogo.

Atividade 2

Descrição

– Atividade de 8 X 6 + Goleiro, atividade realizada em meio-campo. O objetivo da equipe que ataca é fazer o gol e pontuar fazendo passes por entre os golzinhos. A equipe que se defende deve fechar os golzinhos e fazer o passe para os coringas posicionados atrás da linha do meio-campo. Nessa atividade são trabalhados vários conceitos, como a estruturação da linha defensiva composta por quatro jogadores, a pressão, a progressão apoiada e direta, todos eles se integram com a flutuação e o equilíbrio da equipe.

Regras e Pontuação

Ataque
– Equipe marca 3 pontos se fizer o gol.
– Equipe marca 1 ponto quando fizer um passe certo por entre os golzinhos ou passar com a bola dominada por entre os mesmos.

Defesa
– Equipe marca 2 pontos se fizer um passe para os coringas posicionados atrás da linha do meio campo.

Atividade 3

Descrição
– Atividade de 11 X 11, coletivo com regras adaptadas. O campo será dividido em 3 faixas: A,B e C. Se bola for virada direto das faixas A para C ou C para A equipe pontua. Equipes devem manter um bom equilíbrio horizontal e flutuar adequadamente..

Regras e Pontuação

– Equipe marca 3 pontos quando fizer o gol.

– Equipe marca 1 ponto se virar a bola das faixas A para C ou C para A.

 

Fim?!

Até a próxima!

Para interagir com o colunista: bruno@universidadedofutebol.com.br
 

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Entrevista Tática: Oliver Minatel, atacante do Nacional da Madeira-POR

Oliver Minatel teve parte de sua formação realizada no Paulínia FC. Todos os treinadores que tiveram oportunidade de trabalhar com o atleta sempre elogiaram sua leitura de jogo. Em fase final de formação, com quase 20 anos, já se encontra há duas temporadas na Europa e, juntamente com Gabriel Girotto (Botafogo-RJ) e Fábio Tavares (seleção sub-20 e Fluminense-RJ), atualmente, é o atleta de maior destaque oriundo do clube formador do interior de São Paulo.

Na última temporada, encerrada semanas atrás, atuou por 419 minutos na equipe comandada por Pedro Caixinha, que fechou o campeonato português na sétima colocação com 44 pontos.

Confira, abaixo, a entrevista com o atleta:

1-Quais os clubes por que você jogou a partir dos 12 anos de idade? Além do clube, indique quantos anos tinha quando atuou por ele.

– Paulínia FC, dos 13 aos 16 anos (2005 a 2009);
– PSV-HOL, aos 17 anos (2009/2010);
– Nacional-POR, dos 18 anos até hoje (2010 a 2012).

2-Para você, o que é um atleta inteligente?

O atleta inteligente é o que consegue absorver completamente as informações destinadas a ele em seu jogo, fazendo a leitura do que está se passando e executando com sucesso. Sendo assim, ajuda seus colegas no momento em que ocorre o imprevisto, onde muitas vezes não existe a possibilidade de receber orientações vindas de fora.

3-O quanto o futebol de rua, o futsal ou o futebol de areia contribuiu para a sua formação até chegar ao profissional?

O futebol de rua me ajudou por fazer com que desde cedo tivesse que lidar com situações onde é preciso saber se proteger sozinho, pois na maioria das vezes existem garotos mais velhos. Isso também faz com que a responsabilidade aumente, pois esperam sempre que o melhor jogador resolva.

Iniciei minha trajetória no futsal com apenas sete anos e acredito que sem essa base não estaria aqui hoje. Eu me lembro das dificuldades que tive no início, pelo peso da bola e principalmente a falta de espaço. Algumas importantes características que pude aperfeiçoar no futsal foram: proteção da bola, dribles em espaço reduzido e condução de bola em velocidade.

4-Em sua opinião, o que é indispensável numa equipe para vencer seu adversário?

Para se vencer no futebol hoje, a equipe tem que ter um senso de união coletiva enorme, pois cada vez menos o individual consegue resolver os jogos.

5-Quais são os treinamentos que um atleta de futebol deve fazer para que alcance um alto nível competitivo?

Para além do talento natural, são importantes os treinos físicos e táticos.

6-Para ser um dos melhores jogadores da sua posição, quais devem ser as características de jogo tanto com bola, como sem bola?

Como sou atacante, as principais características necessárias são a finalização certeira, movimentações para abrir espaços para os meias e bom posicionamento nos cruzamentos (atacando sempre a bola). Sem bola, cada vez mais os atacantes ajudam na marcação, seja pressionando ou recuando em um bloco mais baixo para compactar.

7-Quais treinos físicos você acha importante?

Treinos físicos sem bola dificilmente ocorrem (exceto na pré-temporada); portanto, acredito que os trabalhos de manutenção na academia para prevenção de lesões são os mais importantes durante a temporada.

8-Quais são seus pontos fortes táticos, técnicos, físicos e psicológicos? Explique e, se possível, tente estabelecer uma relação entre eles.

Para se tornar um grande jogador esses quatro pontos são fundamentais. A tática exige do jogador uma leitura de jogo aperfeiçoada, levando em conta que quando estamos lá dentro temos de tomar as decisões sozinhos e em curto espaço de tempo. Já a técnica é a característica que exige que o jogador tenha um talento natural, que apenas será aperfeiçoada com os treinos. Físico e psicológico têm para mim uma forte ligação, pois mesmo bem fisicamente existem situações onde sem o espírito de sacrifício e “entrega”, os fatores psicológicos, não existe sucesso.

9-Pense no melhor treinador que você já teve! Por que ele foi o melhor?

O melhor treinador com quem trabalhei até o momento é o meu atual treinador, Pedro Caixinha. Além de ter uma visão ampla do que se passa no jogo, trabalha muito bem durante a semana um cenário parecido ao que encontramos nos jogos, preparando muito bem o time.


 

10-Você se lembra se algum treinador já lhe pediu para desempenhar alguma função que você nunca havia feito? Explique e comente as dificuldades.

Já atuei algumas vezes em posições em que não estava habituado e acredito que a maior dificuldade é na hora de marcar.

11-Qual a importância da preleção do treinador antes da partida?

A preleção é boa por mostrar o que o adversário tem como pontos fortes para nós neutralizarmos e quais são os pontos mais fracos para podermos explorar. Além disso, deixa claro o posicionamento de todos nas bolas paradas ofensivas e defensivas. O fator emocional também é importante, pois na maioria das vezes no final existe um vídeo motivacional ou algo do gênero.

12-Você pode explicar algum treinamento realizado pelo treinador Pedro Caixinha que te deixa preparado pra jogar?

O treino mais importante na minha opinião ocorre no meio da semana, quando fazemos circuitos, separados em grupos (dois times de quatro jogadores em cada estação) e fazemos diferentes tipos de confrontos, simulando sempre o que está em mente para o jogo do fim de semana.

13-Quais são as diferenças de jogar em 4-4-2, 3-5-2, 4-3-3, ou quaisquer outros esquemas de jogo? Qual você prefere e por quê?

A maior diferença dos esquemas táticos está na hora de marcar, pois quando temos a bola o treinador nos dá liberdade total para trocas de posição e movimentações no campo ofensivo. Aqui, jogamos quase sempre no 4-3-3, fazendo sempre com que o campo fique grande e baixando um médio entre os zagueiros para a saída de bola, subindo, assim, os laterais. Para mim a melhor forma de jogar é no 4-4-2, pois assim existe a possibilidade de mais movimentação no ataque.

14-Comente como joga, atualmente, sua equipe nas seguintes situações:

•Com a posse de bola;
•Assim que perde a posse de bola;
•Sem a posse de bola;
•Assim que recupera a posse de bola;
•Bolas paradas ofensivas e defensivas.

A mentalidade implementada pelo nosso treinador é de que com bola abrimos o jogo, e sem bola pressionamos rápido logo no momento da perda. Nas bolas paradas marcamos zona e nas ofensivas existem diversas variações (bolas rápidas, longas, no 2º poste, curtas).

15-O que você conversa dentro de campo com os demais jogadores, quando algo não está dando certo?

Quando algo não está dando certo, tentamos resolver primeiro sozinhos, identificando o que está mal para corrigir. Continuando mal, com certeza o treinador ajudará no intervalo.

16-Como você avalia seu desempenho após os jogos? Faz alguma reflexão para entender melhor os erros que cometeu? Espera a comissão técnica lhe dar um retorno?

Após os jogos gosto sempre de assistir ao VT sozinho. Faço minha autocrítica e vejo os pontos em que acertei e onde poderia ter feito melhor. Na reapresentação existe sempre a conversa com a comissão para falar do jogo e, caso tenha alguma dúvida em especial, converso com eles para saber a opinião de qu
em está vendo de fora.

17-Para você, quais são as principais diferenças entre o futebol brasileiro e o europeu? Por que existem estas diferenças?

Por nunca ter atuado profissionalmente no Brasil, é mais difícil de analisar, porém, acredito que a principal diferença do futebol brasileiro para o europeu está no jogo sem bola. No futebol europeu, as equipes são montadas basicamente para marcar muito, reagir muito rápido à perda, pressionar sempre e, quando têm a bola, tentar manter a posse e articular jogadas pré-determinadas com diagonais e cruzamentos. Já no futebol brasileiro, existem os jogadores de marcação e os jogadores de ataque, fazendo com que o jogo fique mais imprevisível e “quebrado” com muitos ataques e times mais expostos.

18-Se você tivesse que dar um recado para qualquer integrante de uma comissão técnica, qual seria?

O mais importante para a comissão técnica é ter sempre o grupo em mãos, tendo sempre um bom relacionamento com os atletas.

19-Existe alguma semelhança entre os treinos realizados no Paulínia FC, no PSV e no Nacional? Explique.

Os treinos realizados no Paulínia, no PSV e no Nacional têm uma base semelhante, com trabalhos em espaço reduzido, finalização com confronto e treinos mais curtos em intensidades mais altas.

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br

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Ronaldinho Gaúcho é liberado pela Justiça do Trabalho. Decisão correta?

A lei Pelé traz os dispositivos legais que regulamentam o contrato especial de trabalho do atleta profissional, no qual deverá constar, obrigatoriamente, a cláusula indenizatória desportiva, no caso de transferência e a cláusula compensatória desportiva, devida pela entidade de prática desportiva ao atleta.

O vínculo desportivo do atleta com a entidade de prática desportiva não pode ser inferior a três meses ou superior a cinco anos e se constitui com o registro do contrato especial de trabalho desportivo na CBF, tendo natureza acessória ao vínculo empregatício, dissolvendo-se com: o término da vigência do contrato ou o seu distrato; o pagamento da cláusula indenizatória desportiva ou da cláusula compensatória desportiva; a rescisão decorrente do inadimplemento salarial, de responsabilidade da entidade de prática desportiva empregadora; a rescisão indireta, nas demais hipóteses previstas na legislação trabalhista; e com a dispensa imotivada do atleta. 

Esta semana, a notícia de que Ronaldinho Gaúcho teria ingressado na Justiça do Trabalho para cobrar mais de R$ 40 milhões e ser liberado do vínculo com o Flamengo causou perplexidade no mundo esportivo. 

Destarte, o artigo 31 da Lei Pelé estabelece que a entidade de prática desportiva empregadora que estiver com pagamento de salário de atleta profissional em atraso, no todo ou em parte, por período igual ou superior a 3 (três) meses, terá o contrato especial de trabalho desportivo rescindido, ficando o atleta livre para se transferir para qualquer outra entidade de prática desportiva de mesma modalidade, nacional ou internacional, e exigir a cláusula compensatória desportiva e os haveres devidos. 

Assim, estando o Flamengo em atraso com salários e depósitos do FGTS do Ronaldinho Gaúcho, a medida legal que se impõe é o fim do vínculo empregatício, tal como determinou liminarmente o Juiz da 9ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. 

O fato é que não há mais espaço no futebol para a falta de profissionalismo. As contratações de jogadores sem análise da real condição financeira da entidade desportista tendem a terminar com um prejuízo maior como ocorreu no caso em tela. Que isto valha de aviso para os clubes brasileiros.

Para interagir com o autor: gustavo@universidadedofutebol.com.br
 

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Cidade-sede: Curitiba

A cidade com as melhores soluções em urbanismo, mobilidade e maior área verde (bem maior que o índice pedido pela ONU para garantir qualidade de vida) será a cidade que contará com a Arena da Baixada como sede do evento.

Este palco, antes da candidatura do Brasil ao evento, era o mais moderno e adequado de todos os estádios brasileiros. No entanto, isso não quer dizer que estava atualizado e com capacidade de abrigar um evento de porte internacional como a Copa do Mundo Fifa. Por este motivo, a arena também passa por reformas, que, por sua vez, são as causas de tanto transtorno para Curitiba.

Em uma localização complicada pelo seu entorno edificado e bem consolidado, o estádio é um dos grandes exemplos de dificuldade na evacuação e dispersão de pessoas em momentos de emergência.

Apesar de a mobilidade urbana ser a mais eficiente do país, Curitiba pode apresentar saturações de seus sistemas, principalmente nas proximidades do estádio. Jaime Lerner, arquiteto e urbanista e ex-prefeito de Curitiba, foi um dos principais responsáveis por toda a evolução de Curitiba e seria muito legal ver na Copa a cidade se destacando com novidades e com o já existente sobre a funcionalidade da capital paranaense.

Sobre o projeto em si, as grandes modificações estão em sua fachada. Antes pesada e um tanto sem atrativos, hoje o projeto conta com uma acessibilidade maior e um potencial para naming rights pela estética simples da mesma.

Como podemos ver na imagem acima, o projeto propõe espaços de convivência, como as mesas para alimentação no térreo. Já o acesso é direto pelo mesmo nível ou por rampas que dão acesso a uma platibanda para melhor distribuição do público antes de entrar de fato no estádio, facilitando o encontro da cadeira numerada.

Para adequação do estádio ao evento, a principal mudança foi a construção da arquibancada lateral. Antes o estádio tinha forma de “U”, com arquibancadas atrás de ambos os gols e de uma das laterais somente, sendo uma pena por ser uma destas a com melhor visibilidade.

O fato desse formato era a existência de construções vizinhas. Junto a esta construção veio a casca da fachada que envolve o estádio todo junto à nova cobertura.

Sobre esta nova cobertura, ela será sustentada por treliças sob a cobertura e treliça espacial em arco travando a estrutura (ver imagem abaixo). Deve ser revestida por telhas metálicas perfuradas e de trechos com policarbonato – o que pode ajudar na manutenção do gramado. Este, por sua vez, deverá ser de grama do tipo “bermuda” mais resistente ao frio de Curitiba.

Ao mesmo tempo, para manter a qualidade, Curitiba pretende plantar a grama e, posteriormente, ainda reforçar com sementes. Além disso, contará com um sistema de drenagem a vácuo, questão que algumas cidades estão tendo problemas pela inviabilidade financeira e por não acreditarem ser necessário. A drenagem a vácuo drena cerca de quatro vezes mais rápido, em casos de temporais, que uma drenagem convencional.

O arquiteto responsável pelo projeto, Carlos Arcos, alega que o principal acesso à arena será a pé, de bicicleta ou de táxi e que, por fugir das vias mais congestionadas da capital, não terá grandes distúrbios viários. Não acredito que seja tão simples assim e, de uma forma ou outra, quem for assistir aos jogos na Arena da baixada deverá sair algumas horas antes para não perder o começo do jogo, como acontecia no Soccer City, em Johannesburg, na Copa do Mundo de 2010.

Deverão, também, se preparar para um tempo extra de comemoração depois da partida, pois serão 40.000 pessoas saindo ao mesmo tempo em vias pequenas. Uma estratégia é promover atividades na saída das partidas para que, aos poucos, as pessoas se vão.

Com uma fachada de vidro, a arena promete ter uso diário com comércio e áreas de alimentação que, somente no caso de Curitiba, por ser bem adensada a região, pode ter, de fato, um uso cotidiano e ser forte concorrente na cidade.

Para interagir com o autor: lilian@universidadedofutebol.com.br

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A tática do pote de duas bocas

Guimba, treinador e craque do “Jura Que Sabe”, não declara a tática empregada por sua equipe. “Não é preciso”, ele diz. O desenho do campo de várzea a descreve melhor que ninguém. Basta vê-lo de cima: o pouco de grama que existe se concentra nas laterais, empurrado pelo terrão vermelho que domina quase tudo.

“Depois, a gente tem algum verde na região da grande área, mas nunca dentro da pequena. Onde pisa o arqueiro jamais nascerá grama”, profetiza Guimba, que chama essa tática futebolística de “pote com duas bocas”, e é aquela que, segundo ele, domina o futebol no mundo todo.

Não fosse o cuidado extremo que alguns funcionários dedicam aos gramados dos grandes times profissionais, também neles haveria um terrão vermelho dominando o meio do campo.

Foi o que Guimba disse ao repórter que o entrevistou antes do jogo no domingo frio de garoa, quando o campo fica mais enlameado e a bola mais pesada que os anos de vida de um time de veteranos. A seguir, algumas passagens da célebre entrevista que Guimba deu a um jornal de Santos.

Repórter – Por que o senhor acha que a tática maior do futebol em todo o mundo é concentrar os jogadores todos no meio do campo?

Guimba – Não é o que eu acho, é um fato. O meio do campo, tirando o goleiro, é onde jogam os jogadores de futebol. Basta examinar os campos. Olha o nosso. Por que é que não cresce grama ali no meio do campo? É porque é onde todo mundo corre. Depois, naquele lugar que vocês chamam de intermediária, há um funil, por onde só alguns passam. Repare que dos lados da boca do funil há um pouco de grama, e ali na entrada da área também. A grama nasce porque raros frequentam essa zona. Na pequena área também não tem grama, porque a disputa de bola ali é terrível, e tem o goleiro que não para de pisotear o chão. É o lugar em que a bola mais tem que ser protegida. É o gargalo, que não pode vazar.

Repórter – E o senhor não acha que isso pode ser mudado?

Guimba – Mudar pra quê? É assim que o futebol é. A gente pode mexer em muita coisa, mas o desenho é esse. São vinte e dois sujeitos correndo atrás de uma bola. A chance maior de tocar nela é no meio do campo, é dentro do pote. Ali é onde mais se pode correr, passar a bola, pensar. É onde tudo é preparado para que alguém chegue à área adversária com chances de fazer o gol.

Repórter – E as laterais, por que ali tem grama?

Guimba – Os jogadores não gostam de se movimentar por ali. É muito fácil ser desarmado ou sair pela lateral. Tudo que um jogador quer é ficar com a bola. Ele não gosta de perdê-la e nas laterais ela pode ser perdida com facilidade. É por isso que a grama nasce ali, porque tem pouca gente pisando.

Repórter – E o Garrincha, que passava quase todo o tempo na lateral?

Guimba – Gênio não se discute.

Repórter – Mas e o 4-3-3, o 4-4-2?

Guimba – É tudo conversa fiada. Você já viu 4-3-3 no Barcelona de hoje? Lá tem um monte de jogadores dominando o meio do campo, tocando a bola dentro do pote, que é a zona protegida. E eles só saem dali com um bom plano para invadir a área adversária e fazer o gol. Seria mais correto dizer que, em vez de 4-4-2, o que a gente tem durante um jogo é, num momento 1-3-1-2-2-1, noutro 2-2-3-1-1-1. Toda hora muda. Time inteligente muda a disposição dos jogadores a cada instante, porque, se não mudar, o adversário logo percebe e marca com facilidade.

Repórter – Mas se vocês sabem tudo isso, por que perdem tantos jogos?

Guimba – Porque o futebol é um jogo e a gente nunca sabe o que vai acontecer, nunca sabe qual vai ser o próximo lance. E mesmo que a gente soubesse, seria preciso ter muito mais técnica do que a gente tem para fazer o gol e impedir que o adversário o faça.

Repórter – E você não acha possível prever os lances do time adversário?

Guimba – E nem a gente quer, porque, senão, o futebol não seria divertido. Você, por acaso, assistiria a um jogo sabendo antecipadamente o resultado final?

A entrevista terminou quando Guimba disse ao repórter que faltavam 30 minutos para o início do jogo e ele tinha que se aquecer. O jogo valia taça. Tinha morrido o pai de um dos fundadores do “Jura Que Sabe” e a taça era em homenagem a ele.

O repórter ainda insistiu – “mais uma perguntinha, uma só”. Queria que Guimba dissesse sobre o jogo de hoje, como jogaria o “Jura Que Sabe”. Educado, Guimba disse que apenas repetiria o que já havia declarado: tentariam dominar o interior do pote, jogar no meio do campo, praticar aquilo que torna o futebol um jogo coletivo, ou seja, o passe.

O segredo, disse Guimba, é não perder a bola dentro do pote. “Ah”, acrescentou, “e não podemos deixar vazar água no nosso gargalo. De vez em quando, quando sentirmos que o terrão está dominado, a gente se atira para dentro da área deles, às vezes usando as laterais, tentando provocar um vazamento no gargalo deles”.

Guimba nada mais disse e o repórter nada mais perguntou. O jogo terminou 2 a 1 para os adversários. E a taça do falecido foi parar no Macuco, o bairro do time que derrotou a poderosa esquadra do “Jura Que Sabe”.


*Meu nome é Guimba. Isso mesmo, e me chamam assim por causa do monte de cigarros que eu fumava por dia e porque eu guardava as pontas para fumar depois. Isso até o dia em que eu já não conseguia mais correr atrás da bola. Qualquer corridinha e eu botava a língua para fora. E foi por isso, e não porque eu era ligado nessas coisas de infarto e tal, que eu parei de fumar. Mas o apelido ficou.

Jogo no “Jura Que Sabe”, o time dos veteranos do bairro, e esse nome pegou porque todo mundo ali pensa que joga, mas quase ninguém joga nada, é só papo de botequim, por sinal, no boteco do Novelo, que fica ao lado do campo. Ali rola o maior papo, e cerveja. Quem ouve a conversa jura que a gente joga bola.

Teve até um moço antropólogo que veio aqui procurar por nós, achou interessante o nome, quis saber de onde veio essa denominação estranha, Jurakissabi, se era indígena, até que a gente disse para ele que não tinha essa de indígena, era “Jura Que Sabe”, assim mesmo, tudo separado. O rapaz não gostou da história, mas gostou da gente, pena que ele não joga nada, não teve tempo de aprender, pois a mãe dele fazia ele estudar o tempo todo.

De cerveja ele entende, e de conversa também, mas só depois de entornar três geladas. E como a gente joga mais na mesa do que no campo, ele acabou virando um craque.

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Além da exposição

Notícia recente publicada originalmente no site Máquina do Esporte apresenta a discussão e o ensaio de uma nova plataforma de se comunicar e se relacionar por meio do futebol, indo muito além da trivial exposição de marca e contagem do número de vezes que a mesma aparece na televisão.

Nova aqui no Brasil. Diante de um contingente de pessoas que tem vínculo afetivo direto com os clubes, as alternativas de marketing transcendem a colocação de marcas em uniforme de jogo e a consequente poluição visual da marca principal, que é a do próprio clube.

Por toda a sua representatividade, os principais clubes podem ficar cada vez menos dependentes de patrocínio de camisa e televisão, tendo um potencial gigantesco de receitas ainda inertes nas mãos dos próprios torcedores.

Não que o patrocínio e a comercialização dos direitos de transmissão não sirvam. Pelo contrário, continuam tendo e sempre terão importância significativa no bolo de receitas de um clube. Mas os recursos que estão nas mãos dos torcedores/consumidores ainda não são efetivamente canalizados para as entidades.

Começa pela bilheteria, em que os estádios possuem baixa taxa de ocupação e receita ínfima quando comparados com outros clubes pelo mundo ou até mesmo outros segmentos da indústria do entretenimento. Passa pelos produtos licenciados, algo que evoluiu muito, mas ainda está longe de alcançar todo o seu potencial.

Chega no sócio-torcedor que, aparentemente, parece ser o sonho de consumo de qualquer marca não ligada ao esporte: conhecer o perfil do consumidor detalhadamente, seus costumes, comportamento, onde está em determinadas horas, cores que gosta etc.

Enfim, ações como esta da Brahma, citadas no primeiro parágrafo, devem crescer nos próximos anos no Brasil. É fundamental, para tanto, que os clubes entendam antes do mundo corporativo o potencial de negócios que têm nas mãos, para que não fiquem à mercê dos interesses alheios em detrimento daquilo que podem captar diretamente com a sua própria marca.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br
 

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Fifa testará ‘olho de falcão’ em amistoso. Será que agora vai?

Olá, amigos!

Embora seja um tema recorrente em nossas discussões, é importante salientar os passos e rumos que estão dando sequência à entrada – ou, pelo menos, iminente entrada – da tecnologia como ferramenta de auxílio à arbitragem no futebol.

A Fifa anunciou que a tecnologia de câmeras para verificar se a bola ultrapassou a linha do gol, denominada de HawkEye (Olho de Falcão, em tradução livre), será utilizada num amistoso no estádio de Wembley entre Inglaterra e Bélgica no próximo dia 2 de junho. Tal tecnologia já foi testada na própria Inglaterra em um jogo de uma divisão inferior.

A entidade ainda realizou nesta semana testes na liga da Dinamarca, com outra tecnologia, através de um chip na bola, denominada GoalRef.

Nela, o relógio do arbitro indica se a bola ultrapassou a linha de gol ou não, combinada com uma estrutura nas traves e um chip na bola.

São testes que estão sendo preparados desde o ano passado, quando foi feita a abertura de um edital para empresas desenvolverem tecnologias que pudessem acrescentar.

Esses testes ainda não estão sendo realizados com interferência direta no jogo, isto é, os efeitos e informações obtidos pelo uso dos recursos estão apenas em observação.

Já é um avanço, e todos nós esperamos que isso se transforme em boa notícia no congresso da entidade que acontecerá em julho e no qual se espera o anuncio da adoção de recursos como ferramentas auxiliares à arbitragem

Será que agora vai? Torçamos!

Para interagir com o autor: fantato@universidadedofutebol.com.br