Categorias
Sem categoria

Demagogias no mundo esportivo (parte 02)

Como falado na semana passada sobre a situação do entorno do Maracanã e as demagogias acerca do estádio de atletismo Célio de Barros e o Museu do Índio, em que se comprovou que o problema não é a quantidade mas sim os projetos relacionados ao atletismo, e que o tal antigo museu virou, na realidade, um local de ocupação ilegal de famílias indígenas, temos agora o caso do antigo e o novo estádio do Grêmio de Foot-ball Porto Alegrense.

No final de dezembro, apareceram algumas notícias que davam conta do tombamento do estádio Olímpico. Ora, imediatamente após a inauguração da moderna Arena Grêmio, concebida em uma plataforma de negócios consistente entre duas empresas privadas – o Grêmio e a OAS – vem agora o poder público interferir a ponto de prejudicar as pretensões do principal investidor do empreendimento?

Para rememorar, a OAS negociou com o Grêmio a permuta do terreno onde hoje está o estádio Olímpico pela construção da Arena. Pela troca, a OAS projetou suas receitas com a construção de um empreendimento comercial no lugar do antigo estádio, localizado em região central e nobre da capital Porto Alegre. É sabido que um "tombamento" como patrimônio histórico limita em muito qualquer pretensão de intervenção imobiliária naquele bem.

O vereador que propõe o tombamento é conselheiro do Grêmio e esteve na assembleia de aprovação do negócio com a OAS. Além dele, alguns dirigentes gaúchos reforçam um posicionamento que entra no limiar da quebra de contrato de um negócio legítimo.

Não se respeitam contratos. Não se respeitam estudos. Não se leva em conta o investimento realizado, o fluxo de caixa de um projeto grandioso, as possibilidades de receitas e os riscos tomados para entregar uma arena moderna no prazo estipulado.

E a cada leitura de notícias sobre este tema nos meios de comunicação, chegamos à conclusão que parece ser mais saudável para a iniciativa privada manter, de fato, distância de qualquer tentativa de negócio que vá além de um mero patrocínio na camisa de jogo. Uma pena, pois, para o bem do futebol e das empresas, as oportunidades de negócios lucrativos para ambos são enormes.

Em suma, percebe-se que constantemente lutamos por coisas erradas, fugindo do foco da discussão. O cerne dos problemas, mais das vezes, não é tangível e carece, principalmente, de uma percepção mais global sobre os anseios e as expectativas de todos os envolvidos.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br

Leia mais:
Demagogias no mundo esportivo (parte 01)

Categorias
Sem categoria

Impressionismo brasileiro

Impressionante! Sensacional! Craque! Inesquecível!

O superlativismo que reina no futebol brasileiro tem me distanciado, cada vez mais, da dita "crônica esportiva" superficial, despreocupada com a abordagem crítica, mas preocupada em vender.

Tais exageros editoriais e de linguagem são, em grande medida, originados pelo excesso de otimismo pelo qual passa a gestão do futebol no país. Que, tal qual na política nacional, se esforça para não enxergar e agir sobre aquilo que realmente deve ser feito dentro das instituições e que possa gerar um legado positivo.

O que se tem gerado, no futebol brasileiro, mais especialmente falando dos clubes, é um grande legado de dívidas. Aliás, isso tem sido profissionalmente rolado de gestão em gestão.

E a opinião pública acaba por receber, da mídia esportiva, nuances enviesadas a respeito do que acontece no esporte, com o agravante de endossar condutas irresponsáveis na administração dos clubes.

Transmuta-se má gestão, temerária, em boas práticas quando nos deparamos com algumas reportagens como a que li neste domingo. No Jornal Zero Hora, a matéria, em tom de saga, intitulada de "A Era Vargas", ressalta as dificuldades e peripécias protagonizadas pelo Grêmio na contratação do chileno Vargas, do Napoli, por empréstimo.

Descreve como foram feitas reuniões em hotel/restaurante, entre o presidente, o treinador e o diretor de futebol do clube, para selar a missão em busca do jogador estrangeiro.

Que o diretor de futebol gremista foi ao Chile, em 23 de dezembro, para se encontrar com o jogador e seus empresários, trocando camisas de Grêmio e Napoli. Que o Grêmio convidou o empresário do chileno para a inauguração de sua moderna arena em dezembro.
E que o presidente gremista vaticina ao seu diretor: "Vá para a Europa e só volte ao fechar com o Vargas".

O diretor obedeceu e assim fez. Ficou dez semanas na Europa. Dez semanas no Velho Continente pra fechar por empréstimo com um jogador de futebol. Dez semanas são dois meses e meio. Quase um quarto de ano.

Vale a pena todo esse esforço e esse investimento do clube para contar com um jogador por curto período?

Por outro lado, ao ouvir o presidente do São Paulo, que estava na briga pelo jogador até bem pouco tempo atrás, percebe-se o grande leilão que houve na negociação, por parte dos italianos, que mudavam as condições do acordo a todo o momento. O São Paulo desistiu da briga. O Grêmio comemorou.

Em conversa com amigos, ouvi um deles falar algo de que não esqueci jamais: que não gostaria de ser o treinador que sucede Vanderlei Luxemburgo num clube. Perguntei por que?

Disse que ele monta supertimes, com investimento maciço em contratações e, com isso, consegue conquistar títulos algumas vezes. E quando sai, a ressaca da onda atinge quem chega. Nessa ânsia de ser "manager", os cofres do clube tem de ter fôlego pra sustentar os pedidos do treinador e os salários dos jogadores. Uma poderosa e perigosa receita inflacionária.

Dando certo ou errado esse tipo de gestão, com certeza, vai impressionar a todos e estimular as sensações e as palavras no superlativo!

E que os últimos apaguem a luz!!!!!!!!

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Façam suas apostas

Nos últimos dias, a imprensa esportiva divulgou o anúncio feito pelo clube alemão Bayern de Munique de que Pep Guardiola assumirá o comando da equipe a partir de julho de 2013. Guardiola assumirá o posto de Jupp Heynckes, que lidera o Campeonato Alemão com nove pontos de vantagem do segundo colocado e que disputará uma vaga nas quartas de final da Champions League, com o Arsenal-ING.

A contratação deu fim às intensas especulações de que o ex-treinador do Barcelona comandaria algum clube inglês. No entanto, novas especulações surgem para amantes e estudiosos do futebol que passam a imaginar e criar hipóteses sob como será o novo modelo de jogo do clube alemão.

Dentre as expectativas, seguramente, a pergunta inicial se refere ao predomínio da posse de bola frente aos adversários. Será esse o comportamento coletivo predominante em organização ofensiva? Outra questão compreende a plataforma de jogo: Guardiola optará pelo 1-4-3-3 ou 1-3-4-3 utilizados no clube catalão ou a cultura do clube e características dos jogadores implicarão na escolha de outra plataforma?

E quanto às contratações? O treinador espanhol chegará no início da temporada, num período aberto para transferências. Quais serão as características e posições dos jogadores contratados? Virá alguém do Barcelona?

As especulações não se restringem às questões técnicas. Muitos estão na expectativa em saber como será gerir uma equipe que não tem a maioria do elenco formada nas categorias de base do clube (dos dezoito atletas convocados para a 17ª rodada do Campeonato Alemão, somente quatro eram "pratas da casa").

Além disso, como Guardiola irá lidar com um novo ambiente? Sair de um clube em que ele conhecia todos os atalhos de La Masía ao Camp Nou e facilitava (ou ao menos tornava menos complexa) sua compreensão do “todo” para, em breve, frequentar os corredores de um clube em que ele terá que conhecer um ambiente/cultura totalmente distinto e, inclusive, aprender um novo idioma. Sem dúvida, um desafio grandioso!

Como grandes equipes e treinadores sempre devem ser estudados, sugiro uma tarefa para realizarmos ao longo de 2013 e sermos mais precisos diante de tantas expectativas: acompanharmos alguns jogos da temporada 12/13 da equipe alemã, seja pelo campeonato nacional, seja pela Liga dos Campeões, e definirmos o modelo de jogo apresentado pela equipe de Jupp Heynckes. Aguardarei em meu e-mail (e também farei meu banco de dados) informações dos comportamentos individuais e coletivos do Bayern para cada um dos momentos do jogo. Quem quiser, pode utilizar vídeos editados, lances com gols, relatórios ou quaisquer outras informações que tenham relevância na análise da equipe alemã.

Após a fase inicial da tarefa, a sequência será avaliar a equipe de Pep Guardiola passados cinco meses do início do trabalho. Os últimos jogos da fase de grupos da Champions e do Campeonato Alemão da temporada 13/14 serão as partidas estudadas. Com a ajuda dos leitores e com análises semelhantes às feitas com Heynckes, uma coluna comparativa será publicada relacionando cada um dos modelos de jogo.

Acompanhar jogos, estudá-los e extrair informações úteis deve ser prática cotidiana de quem trabalha ou pretende trabalhar com futebol. Estudar o Bayern de Munique significa tentar compreender uma das grandes equipes do futebol mundial e que apresenta princípios de jogo condizentes com o futebol moderno. Declaradamente, contrataram Pep Guardiola para dar brilho ao futebol alemão e, nas entrelinhas, ganharem tudo!

Estudar o Bayern de Munique é mais proveitoso do que estudar algumas equipes brasileiras que se reforçaram vigorosamente para as competições deste ano, porém, mantêm treinadores no comando com as mesmas (e ultrapassadas) ideias de jogo de temporadas anteriores e que dependerão excessivamente das características individuais dos jogadores contratados para a nova formatação do modelo de jogo.

Ao longo do ano irei lembrá-los em relação à tarefa. Por enquanto, como de costume, deixo uma pergunta: será que o Bayern de Munique, quando treinado por Pep Guardiola, conseguirá parar o Barcelona?

Que comecem os estudos…

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Projeto 'Por um futebol melhor': avanço no tratamento aos torcedores

Em 1990, foi promulgada a lei 8.078, denominada “Código de Defesa do Consumidor”, com o intuito de assegurar os direitos dos consumidores, o que, nos termos da Lei Pelé, assegurava os direitos de quem adquirisse ingressos.

Treze anos depois, em 2003 foi promulgada a lei 10.671, o "Estatuto do Torcedor", com o objetivo de proteger especificamente os consumidores do esporte, ante as suas necessidades específicas, ampliando o conceito de consumidor, passando a considerar torcedor todo indivíduo que aprecie ou acompanhe eventos esportivos.

A referida norma foi um verdadeiro marco na história do desporto brasileiro, especialmente do futebol. Os ingressos (bilhetes) e assentos passaram a ser numerados e os torcedores a ter o direito ao seguro por danos sofridos no evento esportivo.

As competições passaram a ser transparentes, instituindo-se um ouvidor para receber críticas, sugestões e observações acerca da tabela e regulamento das competições.

Apesar dos consideráveis avanços, para efetivação dos direitos e do respeito aos torcedores, é imprescindível uma mudança de paradigma dos clubes o que iniciou-se com o programas "sócio-torcedor".

Neste aspecto, o ano de 2013 começou de forma fantástica com o projeto "por um futebol melhor" encabeçado pela Ambev com Ronaldo ‘Fenômeno’ como embaixador, que tem como base mostrar ao torcedor que o dinheiro que ele investir para ser sócio do clube voltará para ele, muitas vezes até mais, com descontos em produtos e serviços das empresas parceiras (os preços dos sócios-torcedores são variados).

Assim, os sócios-torcedores de 15 times brasileiros contarão com descontos em produtos e serviços de diversas marcas. Inicialmente, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Ponte Preta, Portuguesa, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, América-MG, Vitória e Bahia aderiram ao projeto. Em março, Internacional, Grêmio, Santa Cruz, Náutico e Sport também estarão dentro dos clubes participantes do movimento.

As primeiras empresas a oferecerem benefícios aos sócios-torcedores são Ambev, Seara, PepsiCo, Unilever e Danone. Elas já estão à disposição dos associados. A partir de fevereiro, os produtos e serviços das outras quatro empresas entram no movimento: Netshoes, Sky, Burger King e Bradesco.

A intenção é alcançar os torcedores que não vão aos estádios, pois os programas de "sócio-torcedor", em regra, trazem como atrativo principal o direito a ingressos e, atualmente, possuem adesão de somente 0,2% das pessoas que acompanham futebol. A meta é erguer esse percentual para 2%, com 3,5 milhões de pessoas envolvidas. Isso geraria uma receita superior a R$ 1 bilhão anuais aos clubes.

Nessa primeira fase do movimento, os torcedores terão desconto em aproximadamente 300 produtos, como alimentos, bebidas, itens de higiene pessoal, limpeza e material esportivo.

Inicialmente, duas redes varejistas são as parceiras: Carrefour e Extra. Os locais terão um selo identificando que participam da promoção e para ter o desconto, o torcedor precisa apenas informar seu CPF na hora do pagamento, já que os sistemas das lojas estarão integrados aos clubes.

Caso os clubes se adequem e organizem seus programas de "sócio-torcedor" ao “por um futebol melhor, o projeto, além de trazer ao consumidor do evento esportivo uma série de benefícios, trarão aos clubes e ao evento maior atratividade e fidelidade e corresponde a um avanço significativo na relação clube/fornecedor – torcedor/consumidor.

Para interagir com o autor: gustavo@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Adam Smith e o futebol brasileiro

A cada início de temporada no futebol brasileiro, Adam Smith se revira em seu descanso secular. O filósofo e economista escocês, considerado um dos pais da economia moderna e do liberalismo econômico, foi o autor do célebre "A riqueza das Nações (1776)" e um dos primeiros a descrever os efeitos da oferta e demanda sobre os preços, como resultado da famosa "mão invisível" do mercado.

Deixando as discussões ideológicas de lado, fico pensando como seria se Adam Smith acordasse hoje e fosse assistir a uma partida do futebol brasileiro, mais precisamente do Campeonato Carioca.

Estamos no dia 19 de janeiro de 2013, e Adam Smith interrompe seu sono quase eterno de 222 anos e decide recuperar o tempo perdido e conhecer mais sobre o tão falado esporte bretão, e nada melhor do que fazer isso no país do futebol.

Alegremente, decide assistir aos jogos da rodada inaugural do Campeonato Carioca de Futebol. Ao chegar aos estádios, sua primeira sensação é de que ainda está na Inglaterra do século XVIII. Paga o preço dos ingressos (entre R$ 30 e R$ 60) e acha caro, mas logo pensa como será recompensado por ver um belo espetáculo.

Entra no estádio ansioso, certo que está que terá dificuldades para conseguir um lugar, deve estar lotado. E vem o primeiro choque de realidade à brasileira: estádio deserto, ocupação inferior a 10% dos espaços. Faz calor, o jogo é lento, muitos passes errados, nenhum gol…Adam Smith tenta lutar contra a ideia de voltar para o túmulo.

Contrariado, mas certo de que a teoria econômica não pode estar tão longe da realidade, vira para ao lado e interrompe os xingamentos do torcedor após mais um erro grave do árbitro, perguntando: quanto caiu o preço dos ingressos em relação ao campeonato anterior? Afinal, o jogo é ruim e o estádio está vazio.

Espantado e já acostumado com o futebol Brasileiro, nosso amigo torcedor alerta a Adam que na verdade o preço do ingresso AUMENTOU!

Simpático como um bom carioca, tenta explicar ao escocês que o preço aumentou para dar liberdade aos clubes de fazer promoções (!!!!!!!!????????)

"É o que os cartolas falaram, doutor, tá no jornal!".

Termina o primeiro tempo e Adam Smith fica triste ao pensar que ninguém aprendeu seus ensinamentos, aqueles de que os preços reagem à oferta e demanda. Se um produto tem pouca procura, o preço naturalmente deveria cair, se tem grande procura deveria subir.

Sem saber como o futebol brasileiro é gerido, Adam Smith pega sua peruca e retoma seu descanso eterno.

Para interagir com o autor: fernando.ferreira@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Demagogias no mundo esportivo (parte 01)

Falar em demagogia ou de outras culturas significa entrar em uma seara um tanto quanto complicada, muito por não estar diretamente envolvido com as situações as quais se tecem alguns comentários, podendo cometer injustiças vez por outra.

Mas, me permito, nesta coluna, abrir um espaço para arriscar e falar sobre demagogias que o esporte brasileiro é constantemente submetido – tal e qual já comentei em 2011 aqui na Universidade do Futebol sobre os casos da venda de bebida alcóolica nos estádios, meia-entrada e do canto do hino nacional antes das partidas de futebol (https://universidadedofutebol.com.br/Coluna/11605/Lei-Geral-da-Copa).

Os temas que ensejam polêmica mais recentemente dizem respeito a dois estádios: o Maracanã e a nova Arena do Grêmio. Ambos retratam um misto de amadorismo em diversas esferas do esporte com uma falta de percepção holística sobre os diferentes fenômenos.

Do Maracanã, vivemos o debate sobre o futuro do estádio de atletismo Célio de Barros e do Museu do Índio, onde residem famílias indígenas em plena área urbana. A intervenção nestes dois espaços, incluindo ainda a demolição do Complexo de Piscinas Júlio Delamare, permitirá ao novo Maracanã ter um aspecto mais voltado para o entretenimento, facilitando a circulação de pessoas e melhorando a segurança em dias de jogos no espaço.

No caso do atletismo, percebe-se que houve um desvirtuamento em face do cerne dos debates e a lógica de desenvolvimento do esporte no país. Explico: diz-se que com a derrubada do Célio de Barros, o atletismo brasileiro será imensamente prejudicado, com sérios riscos de não conquistar medalhas em 2016. Vamos supor que este fato seja verdade.

Vamos, portanto, pesquisar no site da Cbat as pistas de atletismo certificadas pela Iaaf, que as classifica pelo mundo por classes. Só para termos uma ideia do que isso significa: o Brasil possui seis pistas "Classe 1" – para podermos comparar, os EUA têm quatro neste mesmo nível. Sim, o todo poderoso Estados Unidos, que conquistou 29 medalhas no atletismo na última Olimpíada, têm menos pistas certificadas que o Brasil, contra nenhuma dos atletas brasileiros. São 97 pistas no mundo que tem a certificação “Classe 1”, o que significa dizer que 6,2% delas está no Brasil.

Classificadas como "Classe 2", o Brasil possui outras 15 pistas entre 406 listadas, enquanto que na terra do Tio Sam, onde as grandes estrelas do atletismo mundial treinam, existem "apenas" seis. A toda badalada Jamaica, com 12 medalhas em Londres, tem apenas dois pistas oficiais de atletismo, ambas na capital Kingston, sendo uma de cada classe.

Só o Rio de Janeiro possui seis pistas de atletismo entre as Classes 1 e 2. Mesmo com a eminente derrubada do estádio Célio de Barras, a capital Fluminense terá mais do que o dobro de pistas de atletismo em classe mundial quando comparada a Jamaica.

Posto isto, será que é possível responder: no Brasil faltam instalações ou bons projetos? Às vezes, me pergunto até que ponto nossas reivindicações são corretas e justas, quando a execução – ou as tecnologias e os recursos humanos que possuímos para preparar bons atletas ficam em um segundo plano pelo seu componente intangível.

No que diz respeito ao Museu do Índio, devo tecer um comentário breve: concordo com o tombamento do equipamento desde que o integre à paisagem e ao perfil de entretenimento do Maracanã. Isto significa reformar completamente o tal museu, integrando-o pela perspectiva do turismo, ou seja, dentro de um contexto histórico de projeto para a cidade como um todo. Não vejo motivos em manter o prédio por manter, como muitas vezes se faz no país…

(continua na próxima semana, com o caso Arena do Grêmio…)

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

O futebol explica a vida

Um grande sábio que eu tenho a honra de conhecer costuma dizer que "o futebol explica a vida". Esse sempre foi o adágio usado por ele para justificar qualquer metáfora baseada em cenários ou episódios ludopédicos. Afinal, qual a trajetória humana, o jogo com a bola nos pés é feito de aprendizados, exige decisões urgentes, apresenta caminhos diferentes para um objetivo comum e suscita emoções absolutamente dicotômicas.

O futebol, assim como a vida, demanda estratégia e conhecimento, que em muitos momentos podem ser simplesmente empíricos. As decisões em campo frequentemente são guiadas pelo mesmo instinto que faz com que as pessoas se desloquem entre móveis à noite, com a luz apagada. E não são poucas as topadas para mostrar quanto esse comportamento é perigoso.

Contudo, a evolução do jogo tem limitado o espaço para o empirismo. Com uma margem de erro menor, o futebol exige planejamento e eficiência. É o fim do período romântico – e não apenas em campo, é claro.

Essa realidade tem aspectos positivos, mas causa vítimas. Quem não se adapta ao novo cenário é engolido por ele. É o cerne do projeto da Arena Juventus, prédio que será erguido na Rua Javari e remodelará um dos mais tradicionais e charmosos estádios de São Paulo (veja mais aqui, ó: http://tinyurl.com/a7fb3lg).

O espaço para topadas no futebol é cada vez menor. Jogadores, treinadores ou dirigentes não têm mais dedinhos para arriscar. Ainda assim, a comunicação segue recorrendo a axiomas que há muito deixaram de ser irrefutáveis.

E o pior é que isso gera um efeito cascata: os comunicadores, formadores de opinião, disseminam opiniões que contrariam a nova lógica do esporte. É nítida a defasagem nesse aspecto.

A visão sobre esporte nos Estados Unidos é um exemplo disso. Parte muitas vezes das próprias ligas uma profusão de análises e dados estatísticos, mas há sites, blogs e emissoras de TV que complementam ou refinam os números.

Ah, e você pode até dizer que estatísticas e números deixam a transmissão chata. Você pode até dizer que isso acrescenta pouco e que o jogo é decidido em campo. Você só não pode ignorar que muitas vezes isso é útil. A decisão sobre quantas ou quais informações são aproveitáveis não deve partir de quem comunica, mas de quem recebe o conteúdo.

Pense então na quantidade de câmeras, no excesso de ângulos diferentes para cada lance e no imenso banco de dados das ligas dos Estados Unidos. Se houver um lance bonito ou polêmico, a transmissão precisa de poucos instantes para recuperar um episódio similar ocorrido em uma edição passada.

José Trajano, comentarista da "ESPN", costuma dizer que os gols de campeonatos de futebol na Europa parecem mais bonitos do que os tentos marcados no Brasil, e que isso acontece pelo somatório entre qualidade de imagem e quantidade de câmeras. A comparação óbvia é o cinema: uma cena bonita e bem filmada tem sempre mais impacto.

Se o futebol não é jogado como era e não é gerido como era, é impossível que ele continue sendo analisado do mesmo jeito. Falei em conteúdo e em formato, mas isso também vale (e muito) para linguagem.

Como bem lembrou o blog do site "Trivela" nesta semana, a mídia inglesa tem discutido muito nos últimos dias os preços de ingressos da Premier League (o post está aqui, ó: http://tinyurl.com/br6ml9j). O debate foi incentivado por uma faixa de protesto de torcedores do Manchester City, que tiveram de pagar 62 libras para ver o jogo contra o Arsenal no estádio Emirates, em Londres.

Os protestos sobre o preço do ingresso geraram, aqui e lá, discussões sobre o novo público que frequenta estádios. Os valores de entradas são mais altos, e isso limita a participação da população menos abastada. O estádio de futebol vira local de elite.

A inflação nos bilhetes é necessária. Pode se mostrar contraproducente no médio ou no longo prazo, mas é mais provável que seja irreversível. O dinheiro oriundo de entradas e de consumo no interior dos estádios é uma receita imprescindível para os clubes.

Em nome de uma receita parruda de match day, clubes não têm outra saída: precisam do público com mais poder aquisitivo. Por consequência, há uma mudança até no perfil das pessoas que vão aos estádios e dos que veem futebol pela TV.

Ainda sobre o tópico público, há algo que eu já comentei várias vezes aqui: o jeito de consumir informação e entretenimento mudou. O nível de exigência das pessoas também é diferente.

Então, o que temos é isso: o futebol é diferente, as pessoas são diferentes e a relação das pessoas com o futebol é diferente. No Brasil, só a comunicação não evoluiu com a mesma velocidade.

Afinal, qual foi a última grande mudança no formato de transmissão de esporte no Brasil? O tira-teima? A câmera sobre o campo, que foi usada em dois ou três jogos internacionais pela "Globo" e posteriormente abandonada? A câmera superlenta? É pouco.

E quando eu falo de recursos tecnológicos, é claro que a primeira mídia que vem à pauta é a TV. Entretanto, a discussão pode ser ampliada para outros veículos e outras plataformas. Com exceção da internet, que é nova por essência, o que mudou no esporte brasileiro?

Uma saída encontrada pelas ligas dos Estados Unidos e pela Fifa é gerar o próprio conteúdo. Transmissões da Copa do Mundo de futebol são geradas para o mundo inteiro por uma mesma empresa. Isso garante a qualidade do conteúdo, mas também pode servir para aspectos como a divisão do tempo de exposição dos patrocinadores.

O único senão é que a criação de um padrão nacional de transmissão de futebol não depende de uma ou outra emissora. Isso depende de o esporte nacional se organizar como entidade, o que parece, infelizmente, o caminho oposto do que acontecerá nos próximos anos.

Sobra aos profissionais que trabalham com comunicação no esporte, portanto, a evolução individual. Está claro que o meio precisa evoluir e que tem necessidade de novos formatos, mas isso depende de um nível de organização que nós não temos (e nem parecemos dispostos a ter).

O que pode mudar, então, é o conteúdo. Para isso, os profissionais precisam de mais preparação e de uma boa dose de aprofundamento. É fundamental sair do raso em searas que fazem parte do novo cotidiano do futebol, como gestão, medic
ina, fisioterapia, psicologia e outras.

Há poucos anos, a abordagem multidisciplinar era um diferencial apenas para as pessoas que trabalham diretamente no esporte. Hoje em dia, trata-se de uma visão insuficiente até para quem transmite o jogo para a população.

O futebol brasileiro precisa deixar de ter uma visão míope, restrita. Essa mudança, assim como na vida, só pode começar por quem forma opiniões.

Para interagir com o autor: guilherme.costa@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Imagina o legado da Copa

A frase "imagina na Copa" já se tornou célebre. Em redes sociais, na publicidade de cerveja patrocinadora do evento. Em particular, para se questionar e desafiar a capacidade de entrega do Brasil perante aquilo que se comprometeu e aquilo que prometeu.

Ironizar é o tom. Mais um motivo foi dado para que se ironize como o país do futebol trata o maior evento mundial desse esporte em oportunidade para construir um legado também social.

A Associação das Prostitutas de Minas Gerais irá oferecer cursos de inglês para suas filiadas. E também de português. A intenção é melhorar a competitividade em tempos de Copa e poder atender bem os clientes.

Sabe-se que o turismo sexual é um dos maiores problemas que o Brasil enfrenta, uma vez que, no Nordeste, principalmente, a exploração infantil nesse segmento é flagrante. Não deveria ser o legado e imagem que deveríamos projetar para o mundo.

A Escola Friedenreich, uma das melhores do Brasil, iria ser destruída também, no complexo do novo Maracanã, para virar estacionamento do estádio. Houve mobilização social intensa, que fez com que o tombamento da escola impedisse, até agora, a demolição.

O Museu do Índio, também localizado no mesmo complexo, será demolido. Índios que moram no local resistem, até o momento, à reintegração de posse pretendida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Ainda, no mesmo espaço do novo Maracanã, a iminente demolição do estádio de atletismo Célio de Barros, centro de formação e de prática esportiva importante para a comunidade.

Parece que a discussão séria e consistente com a sociedade sobre o legado da Copa não foi importante ao longo destes anos de preparação para o evento.

Se é que houve tal discussão. Tudo indica que foi algo impositivo, tendo o Estado Brasileiro a Fifa como bode expiatório de plantão, para lhe imputar a culpa sobre a obrigatoriedade de seguir os famosos "cadernos de encargos".

Visitei uma comunidade alemã, distante 70 km de Curitiba, neste fim de semana. Lugar muito agradável, com bons serviços de gastronomia e algo de turismo rural e de aventura. Um colono entusiasmado da região contava sobre seus planos de ampliar o restaurante que mantém, "por que, imagina na Copa, ano que vem, a quantidade de turista que vai ter aqui".

O diálogo entre os governos e a população, sobre causas e consequências da Copa do Mundo, foi muito pobre. Isso provoca discrepância de expectativas. Ou se critica demais a realização do evento no país. Ou se exalta demais.

Típico de um país ainda pobre em democracia.

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

Categorias
Sem categoria

Vitórias: análise de desempenho no futebol

Por muitas décadas a análise do desempenho de jogadores e equipes de futebol, foi atribuição gerenciada por preparadores físicos, departamentos de preparação física e também de fisiologia do esporte dentro e fora dos clubes.

Com o entendimento de que o desempenho geral (e complexo) dentro de um jogo poderia se correlacionar com resultados de testes físicos e/ou fisiológicos, controlados em campo ou laboratório, ficou mais do que justificada, a necessidade de avaliações que pudessem medir níveis de força, resistência e de velocidade dos jogadores de futebol.

Essas medidas, ao longo da preparação e da competição, representavam então, o principal marcador (depois dos resultados dos jogos), da condição dos jogadores para desempenhar aquilo que lhes era necessário dentro das partidas.

Porém, como muitas vezes essas medidas não justificavam exatamente os bons e os maus resultados de jogo, emergiram questionamentos, e também (e principalmente) mudanças de entendimento a respeito dos resultados do testes.

Com o surgimento e aperfeiçoamento de tecnologias que permitiram olhar para o jogo sob diversos outros/novos ângulos – e com a melhor compreensão sobre aquilo que efetivamente ocorria dentro dele –, novas variáveis ganharam importância e passaram a ser observadas.

O significado de “desempenho”, de maneira geral passou a abarcar algo
mais amplo.

O significado de “análise de desempenho” deixou de ser uma análise estritamente “física” e passou a ser uma busca permanente a algo mais específico (sob o ponto de vista da complexidade) do jogo e do jogar.

Em grandes clubes europeus, por exemplo, o controle refinado de treinos e jogos a partir de GPSs, imagens, softwares de análise de vídeo, “scout”, cardio-frequencímetros e acelerômetros (dentre outros) tem permitido, há algum tempo, uma observação mais apurada do que é o desempenho de jogadores e de equipes – e mais ainda, um entendimento melhor do porque se ganha e do porque se perde.

Esses controles não são privilégio de equipes européias, claro.

No Brasil, alguns clubes de futebol de ponta, no altíssimo nível, dispõem dessas e/ou de outras tecnologias, o que têm dado suporte total à comissões técnicas para melhor desenvolvimento de suas equipes, jogadores e das correções de rota nos trabalhos.

A análise dos motivos que levam à vitória e à derrota está cada vez mais fina – o que a médio prazo pode possibilitar um controle muito mais amplo sobre as variáveis que levam uma equipe a vencer (claro, sem perder de vista a imprevisibilidade e a complexidade, típicas do jogo).

O mais importante disso tudo, é que a análise de desempenho está em um caminho sem volta (e isso é ótimo). Cada vez mais se faz presente a tendência de que a avaliação sobre um jogo deve ter correlação altíssima com o seu resultado.

Afinal de contas, se os resultados de qualquer análise apontam para bom desempenho, mas a equipe não consegue bons resultados em jogo, ela (a análise), não está definitivamente fazendo seu papel.

Se um sujeito vai ao médico, faz um check-up e tudo parece estar bem, pode ser ainda que não esteja. Ele pode ter feito os exames errados, o que não possibilitou a ele ver aquilo que precisava ser visto.

O desafio da “análise de desempenho”, no momento atual, é justamente esse. É preciso analisar o que é efetivamente determinante para o significado complexo de “desempenho”.

É preciso ver, o que precisa ser visto…
 

Para interagir com o autor: rodrigo@universidadedofutebol.com.br
 

 

Categorias
Sem categoria

Algumas reflexões sobre sua atuação profissional

Reorganizar-se, adequar planejamentos pessoais e profissionais, redefinir metas e refletir sobre os comportamentos em diferentes situações do cotidiano devem ser práticas corriqueiras de quem busca a excelência pessoal. Porém, muitas pessoas deixam (quando deixam) tais práticas somente para o curto período dos votos de Ano Novo.

Então, aproveitando tanto o público que se atualiza constantemente, como aquele que procura atualizações pontuais, escrevo a coluna desta semana trazendo reflexões (já que não tenho as respostas) relativas às suas intervenções profissionais.

Meses atrás foi discutida numa coluna, a resposta emocional dada pelos jogadores nas diferentes circunstâncias que acontecem num jogo de futebol. A partir destas respostas (que somente são observadas jogando), foi mencionado que uma comissão técnica tem informações valiosas para intervir individualmente, com o intuito de aperfeiçoar o jogar coletivo. Tal aperfeiçoamento é um dos grandes objetivos de um treinador, logo, conseguir dar vida a sua ideia de jogo e fazer com que ela seja reproduzida o maior tempo possível poderá aproximar sua equipe da vitória.

Sabidamente, a expressão coletiva do referido jogar pretendido é um reflexo de tudo que o técnico e sua comissão têm construído no dia a dia de treinamentos e nos jogos anteriores.

Esta construção é feita a partir de cada abordagem, preleção, sessão de treino, cobrança, conversas individuais ou quaisquer outras situações passíveis de intervenção.

Em tempos em que estão cada vez mais frequentes as discussões sobre as tendências da metodologia de treinamento, não podemos abrir mão da discussão de outras variáveis que, com maior ou menor magnitude, influenciam no resultado final de um jogo. Uma dessas variáveis se refere as suas respostas emocionais e intervenções diante dos variados problemas expostos pela sua respectiva equipe.

Pergunto: você dedicou algum tempo para analisar como reagiu frente aos problemas de sua equipe no ano de 2012?

É bastante comum, para cada uma das situações que surgem no cotidiano de treinos e jogos, transferirmos a responsabilidade dos problemas exclusivamente aos jogadores. Dessa forma, observam-se nos treinadores reações diversas como irritações, lamentações, raiva, nervosismo, entre outros comportamentos que exteriorizam a insatisfação com o desempenho da equipe.

Será que os jogadores são os únicos responsáveis pelos erros? Será que alguns caminhos e escolhas utilizados pela comissão, ao invés de contribuírem com a evolução da equipe, reforçam e potencializam os erros? 

Como apontei no início, infelizmente, não tenho as respostas. Tenho inclusive, mais perguntas…

Sugiro que façam um exercício de resgate de suas reações e intervenções no ano de 2012.

Quantas vezes você teve que gritar com seus jogadores para que cumprissem determinada função do Modelo de Jogo?
Quantas vezes você deixou de gritar com seus jogadores por eles não cumprirem determinada função do Modelo de Jogo?
Quantas vezes você narrou o jogo de sua equipe para que ela jogasse melhor?
Quantas vezes você deixou de narrar o jogo de sua equipe para que ela jogasse melhor?
Quantas vezes você faltou com respeito com algum jogador?
Quantas vezes algum jogador lhe faltou com respeito?
Quantas vezes você minou a formação de “panelas” no grupo?
Quantas vezes você consentiu a formação de “panelas” no grupo?
Quantas vezes você chamou “de canto” aquele jogador que tem errado excessivamente nos treinamentos?
Quantas vezes você deixou de chamar “de canto” aquele jogador que tem errado excessivamente nos treinamentos?
Qual a quantidade das intervenções realizadas numa sessão de treinamento?
Qual a qualidade das intervenções realizadas numa sessão de treinamento?
Como você reagiu diante daquele jogador “boleirão”?
Como você reagiu diante daquele jogador ansioso?
Como você reagiu diante daquele jogador medroso?
Como você reagiu diante daquele jogador preguiçoso?
Como você reagiu diante daquele jogador polêmico?
Como você reagiu diante daquele jogador imaturo?
Como você reagiu diante daquele jogador nervoso?
Como você reagiu diante do jogador líder?
Como você reagiu diante do jogador esforçado?

Poderia continuar elaborando perguntas que remetem às suas intervenções e reações. Porém, as indicadas acima já são suficientes para um bom exercício de autoconhecimento.

Quem sabe um dia todos os profissionais do futebol entendam que se recorrermos à capacitação e à formação continuada, estudando diversas disciplinas que se relacionam com o futebol, teremos mais ferramentas para extrairmos o melhor de cada um dos nossos atletas. Se esse dia chegar, teremos em mente que antes de retirarmos o melhor do outro, precisamos retirar o melhor de nós mesmos.

Enquanto isso, alguns poucos treinadores refletem constantemente sobre a prática e outros reproduzem comportamentos sem o mínimo exercício de reflexão. Todos, no entanto, agem como atratores do sistema “jogo de futebol” e atraem a configuração das suas respectivas equipes. Pergunto novamente:

Você atrai a configuração da sua equipe para as vitórias?

Abraços e boas reflexões…

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br