Pensando em situações nas quais atletas precisam seguir em busca de atingir os objetivos e metas traçadas na carreira, lembrei de quantos eventualmente não conseguem evoluir em seus desejos e me perguntei sobre as formas de contribuir para que isso não aconteça rotineiramente com os jogadores profissionais.
Na verdade, todo ser humano passa por momentos em que tudo parece planejado, na direção certa e com tudo caminhando para o melhor caminho possível para a realização dos seus mais sinceros objetivos de vida e carreira. Porém, apesar de tudo estar na direção certa, os resultados desejados não chegam conforme se planeja e como se espera. Como contribuir numa situação dessas? Complicado não é mesmo, pois podem se apresentar inúmeras variáveis no contexto e ocorrer uma demora em se ter a visão clara do que pode e merece ser ajustado.
Vou compartilhar com vocês os passos de uma ferramenta que uso no processo de coaching e que contribui efetivamente para que se tenha a noção exata sobre quais pontos estão contribuindo para a alavancagem do sucesso do atleta e quais podem eventualmente estar atrapalhando esta evolução.
São passos simples e tem origem na teoria dos campos de Kurt Lewin, psicólogo alemão-americano, já comentada em colunas anteriores aqui na Universidade do Futebol.
Os passos são os seguintes:
Passo I: Defina sua situação atual (o problema)
Passo II: Defina o seu objetivo (resultado desejado)
Passo III: Identifique todas as possíveis forças impulsionadoras
Passo IV: Identifique todas as possíveis forças contrárias
Passo V: Analise as forças se concentrando em:
a. Redução das forças contrárias de resistência
b. Fortalecimento ou adição de forças impulsionadoras e favoráveis ao processo.
Passo VI: Desenvolva um plano de ação para atender os itens acima
Essa prática tem contribuído para que muitas pessoas, atletas ou não, possam identificar claramente as forças que estão impulsionando seu objetivo desejado e aquelas que estão contrárias, uma vez conhecendo isto é possível a criação de um plano de ação valioso para que qualquer pessoa possa avançar forte e continuamente na direção dos seus objetivos, com o mínimo de interferências e com foco apurado sobre o que deve ser realmente feito para que se conquiste as metas planejadas.
E você amigo leitor, existe algo lhe atrapalhando na busca por seus objetivos?
Até a próxima.
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Nos últimos dias, voltou à tona o debate em torno da divisão das cotas de televisão para o triênio 2016-2018. E, mais uma vez, as negociações seguem de forma individual, clube a clube, com o meio de comunicação que comumente adquire esses direitos. Este formato, aplicado no futebol brasileiro desde 2011, vai na contramão de um processo global de negociação de forma coletiva.
O noticiário geral dá conta de um aumento do abismo dos valores recebidos por Corinthians e Flamengo ante os que menos recebem pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Se antes, a relação do que mais recebe para o que menos recebe era de 4,07 para 1, agora, será de 4,85. Um aumento de 19,2% desta diferença. Mais adiante veremos que esta diferença é ainda maior quando comparada com o formato de negociação de outras ligas do futebol pelo mundo.
Pensando nisso, fiz uma simulação para aquilo que seria a divisão de cotas do Campeonato Brasileiro da Série A para 2016, projetando a participação dos quatro que sobem da Série B (que estavam no G4 da Série B em 19-outubro-2015) e os quatro que caem da Série A (que estavam no Z4 da Série A em 19-outubro-2015), a partir dos critérios de distribuição das receitas com direitos de transmissão dos Campeonatos Italiano (Serie A), Francês (Ligue 1) e Inglês (Premier League).
Cada liga tem um modelo próprio. O que é comum é a divisão em partes iguais de uma parte do bolo (40% no caso do Campeonato Italiano, 49% no caso do Campeonato Francês e 50% no caso do Campeonato Inglês) e, as demais partes, seguem critérios técnicos ou de mercado, o que oferece as merecidas vantagens para as grandes marcas do futebol, mas sem deixar uma diferença tão grande entre elas.
A tabela a seguir apresenta a comparação com a aplicação dos critérios de cada campeonato europeu citado e a respectiva possível distribuição dos direitos de transmissão para o Campeonato Brasileiro. Considerou-se um total de R$ 1,36 bi para o Campeonato Brasileiro de 2016 como um todo.

* O Campeonato Alemão (Bundesliga) não foi considerada por não ter sido possível identificar claramente os critérios de distribuição dos direitos de transmissão, que está todo pautado em performance esportiva nas últimas quatro temporadas, envolvendo também a segunda divisão no critério. O Campeonato Espanhol também não foi considerado por ainda ter seus direitos de transmissão negociados individualmente, a exemplo do Campeonato Brasileiro, embora esteja trabalhando para mudar este formato
Vê-se, claramente, que em qualquer critério destes países, teríamos uma distribuição de valores muito mais equilibrada do que a se percebe atualmente no futebol brasileiro. Há uma sensível vantagem para o formato do Campeonato Francês aplicado ao Campeonato Brasileiro, especialmente pelo resultado do Desvio Padrão, que indica uma maior proximidade entre todos os envolvidos, embora o Campeonato Inglês apresente uma menor diferença comparativa entre o que mais recebe com o que menos recebe das verbas de televisão.
Na próxima semana, farei uma proposição híbrida de modelos para tentar chegar em um valor mais próximo possível de 2 para relação entre o maior e o menor valor, de modo a baixar sensivelmente também o Desvio Padrão, como ideia para as futuras negociações de Direitos de Transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol.
O Orlando Magic venceu o Flamengo por 90 a 73 no último sábado (17), na Barra da Tijuca, na terceira edição do NBA Global Games no Rio de Janeiro – as duas anteriores haviam reunido apenas equipes da liga profissional de basquete dos Estados Unidos. São apenas jogos de pré-temporada, mas o planejamento dos norte-americanos diz muito sobre o esporte no Brasil e a comunicação no segmento. Mas será que essas mensagens repercutem como deveriam?
O interesse da NBA pelo Brasil tem a ver com tamanho de mercado. A liga de basquete entendeu há anos que é impossível sobreviver se tiver foco apenas nos norte-americanos, e esse processo de abertura foi feito de diversas formas. Hoje há mais espaço para atletas estrangeiros, uma comunicação mais ostensiva em outros países e venda de produtos em âmbito internacional. Os “global games” são apenas parte disso.
No Brasil, por exemplo, a NBA participa da gestão do NBB, principal campeonato nacional de basquete. Além disso, criou um programa chamado NBA Brasil para levar o esporte a 8 mil crianças de Rio de Janeiro e São Paulo, com treinamentos, clínicas e criação de ligas locais. A lógica é desenvolver uma base de fãs de basquete e apostar que esse público naturalmente se interesse pelo principal evento da modalidade no planeta, que é a liga norte-americana.
A criação de uma base de fãs também passa pelo trabalho de comunicação. A NBA fez durante meses uma série de ações de promoção do jogo entre Orlando Magic e Flamengo. Isso ficou ainda mais claro nos dias que precederam a partida – atletas das duas equipes e até o troféu da liga fizeram tours pela cidade para interagir com o público e gerar conteúdo.
Os fãs, contudo, estão longe de ser o único foco da NBA. A comunicação da liga no Brasil também é voltada ao torcedor ocasional – aquele que vai ao ginásio e compra produtos, mas não é efetivamente um apaixonado por uma equipe. No fim, na conta de quem gere o evento, esse público também tem um papel relevante.
Tudo isso a NBA tem mostrado no Brasil desde a primeira edição do Global Games. São eventos bem promovidos, com comunicação clara e muito conteúdo gerado. Além disso, os jogos são associados a ações para promover o basquete em âmbito global e aumentar a base de fãs. Esse é um processo constante, que só tende a ser intensificado enquanto houver no país uma população numerosa, com poder aquisitivo e carente de eventos no esporte.
O planejamento internacional de comunicação, vale dizer, é desenvolvido pela NBA e feito com foco institucional. Localmente, as franquias têm estratégias próprias e fazem coisas com perfil menos abrangente em muitos casos. Novamente, é uma questão de planejar a venda e pensar em como desenvolver todo o mercado. É em casos assim que fica clara a relevância da liga como gestora no esporte.
O Brasil não é caso isolado para a NBA, mas existe um perfil único de abordagem para desenvolver o esporte no país. A liga tem um planejamento coletivo, com metas para a imagem de todo o campeonato, e isso é adaptado à perspectiva de cada região que eles pretendem abordar.
Pense agora na realidade do futebol brasileiro. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comemorou neste ano a marca de 837 mil torcedores nos 34 jogos realizados às 11h de domingo (média de 24.611 por partida). O horário foi um sucesso de público e vai ser repetido na temporada 2016.
Um dos argumentos da CBF para a criação do horário foi facilitar a venda do Campeonato Brasileiro para o mercado internacional. No entanto, o que a entidade faz para promover isso? Que tipo de comunicação o futebol nacional tem em outras regiões?
O futebol brasileiro não tem qualquer planejamento de venda em outros países. Não existe, além disso, nenhuma estratégia de comunicação voltada a mercados específicos.
Mesmo em âmbito local, que tipo de comunicação é feita quando um time joga em outras cidades? O fenômeno da venda de mandos de campo tem sido comum nos últimos anos, mas qual clube tem uma estratégia adequada para aproveitar isso?
O futebol brasileiro deu apenas um “ensinamento” à NBA nesta temporada. No sábado, segundo o site da “ESPN”, um torcedor do Corinthians foi barrado quando tentava entrar na HSBC Arena. Vestido com o uniforme do clube, ele foi abordado por flamenguistas e ameaçado de agressões físicas.
“Vai ter que tirar essa camisa para entrar. É jogo do Flamengo, e não do Corinthians. Se eu for lá no Pacaembu, entro na porrada. O que vale lá vale aqui”, disse um torcedor da equipe carioca, segundo o site.
O fanatismo é um componente que também existe no esporte dos Estados Unidos, mas a dificuldade de convivência é um aspecto muito local. A NBA deu uma série de lições de comunicação e gestão de evento ao mercado esportivo do Brasil, mas o episódio lamentável deu uma importante contribuição para o planejamento: além de criar uma base de fãs, é fundamental que os gestores do esporte ajudem a desenvolver cultura de evento.
O sociólogo Ronaldo Helal costuma dizer que eventos esportivos são microcosmos da sociedade, e que por isso eles reúnem perfis que são comuns no país. O gestor do evento, entretanto, não pode usar isso como muleta. É preciso trabalhar para que as pessoas que vão aos jogos sejam “catequizadas” em diferentes situações. Do consumo à violência, tudo é consequência disso.
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Faltas laterais defensivas
A imprevisibilidade é elemento inerente ao jogo de futebol. Na tentativa de tornar o jogo mais previsível, a comissão técnica deve ser capaz de construir inúmeras referências coletivas para que, no caos gerado pelo confronto de sistemas, a equipe responda positivamente e consiga cumprir com o objetivo do jogo.
As faltas laterais defensivas são momentos de grande imprevisibilidade potencial devido à facilidade da bola ser alçada em diferentes regiões que permitem finalização, a grande concentração de jogadores próximos à própria meta e a variedade de movimentações que o adversário pode assumir na tentativa de causar desequilíbrios defensivos.
Para dar maior previsibilidade às ações coletivas defensivas nesse tipo de jogada, muitas equipes têm assumido a marcação zonal como forma de se defender. Na coluna desta semana serão apontados alguns elementos que devem ser considerados pela comissão técnica quando assumem esse tipo de marcação. São eles:
1 – Localização e distância da bola em relação à meta.
Influencia a composição da barreira e a altura da linha de marcação.
2 – Quantidade de jogadores posicionados para a cobrança.
Influencia a quantidade de jogadores na barreira, o seu posicionamento em função das variações de batida com pé aberto, fechado ou cobrança curta, além do posicionamento do goleiro.
3 – Posicionamento inicial do adversário
Influencia a distribuição da equipe e da sua linha de marcação, que pode ser mais esticada, encurtada ou sofrer mudança de distribuição dos jogadores na linha.
4 – Posicionamento geral da equipe
Cumprir posicionamento estabelecido de barreira, linha de marcação e rebote, além de neutralizar cobranças rápidas do adversário.
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(Elementos 1,2, 3 e 4)
5 – Sincronia de movimentação dos jogadores da linha de marcação
Ter referência adversária e da própria equipe estabelecida para a realização de proteção do espaço. Movimento de corrida do batedor? Pé de apoio? Batida na bola? Primeiro homem da linha?
6 – Proteção das costas do companheiro a sua frente
A marcação zonal altera a responsabilidade individual no posicionamento defensivo. Enquanto na marcação individual o adversário é uma referência de grande atração, na marcação zonal, a proteção do espaço nas costas do companheiro à sua frente (e com quem pode ocupá-lo) é mais relevante.

(Elementos 5 e 6)
7 – Ajustes circunstanciais/estratégicos em função de jogadas do adversário
Caso sejam conhecidas as movimentações e jogadas ensaiadas do adversário, podem ser feitos ajustes no posicionamento inicial estabelecido, como, por exemplo, bloqueio de movimentação ofensiva adversária, aumento de jogadores na linha de marcação, alteração na altura da linha de marcação, ou então alteração na barreira ou rebote.
8 – Ataque à bola
Após a cobrança do adversário, ir ao encontro da bola para interceptá-la, direcionando-a para setores de menor risco e evitando a ação ofensiva oponente.
Veja, na sequência de lances abaixo, como Bayern de Munique e Corinthians têm se defendido em faltas laterais defensivas e compare-os com a sua equipe:
Poderia ser discutida ainda a reorganização defensiva após a bola em disputa que se mantenha com o adversário. Esvaziar a área? Encaixar na área em situação de novo cruzamento? Proteger o gol? Dependem das circunstâncias e da característica da interceptação.
A imprevisibilidade é elemento inerente ao jogo de futebol!
Abraços e até a próxima.
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Neymar fora dos gramados?
O Santos propôs demanda disciplinar na Fifa contra o atacante Neymar por supostamente ter havido quebra de contrato em sua transferência para o Barcelona e pede a suspensão do craque pelo período de seis meses.
A fim de solucionar litígios envolvendo clubes e atletas de países diferentes, a Fifa mantém uma Camara de Resolução de Disputas. As atribuições deste órgão restringem-se às questões disciplinares, desportivas e contratuais que envolvam clubes e atletas.
Segundo a equipe brasileira, teria sido violado o artigo 17 do Regulamento de Transferências de jogadores da Fifa, que prevê compensação financeira para o clube prejudicado e punições esportivas para o jogador. Há a previsão de pena para atleta que quebrar o acordo.
O atleta defende-se, principalmente, sob o fundamento de que não teria descumprido o contrato de trabalho, já que o Santos concordou com sua transferência. Refuta a acusação e entende que não houve rompimento do seu acordo trabalhista, já que o clube concordou com a sua saída. Para comprovar a assertiva, Neymar teria uma carta do ex-presidente Luis Alvaro de Oliveira Filho autorizando a negociação com o Barcelona em 2011.
Além da punição ao atleta, o alvinegro praiano pede indenização no valor de € 55 milhões ao Barcelona e ao jogador, relacionada a cobranças por valores recebidos pela empresa do pai do atleta em contrato em separado.
Vale destacar que a N& N, empresa dos pais do jogador e Neymar, foi excluída da ação na Fifa, já que a entidade não possui jurisdição sobre eles.
O item 3 do art. 17 do Regulamento de Transferências da Fifa prevê a possibilidade de punição do atleta, dirigente, agente ou do clube por descumprimento contratual ou indução à rescisão contratual e não por existência de "contratos paralelos" com terceiros.
Destarte, no caso em comento, o que pretende o Santos é punir o atleta e ser indenizado pela suposta existência de pagamento paralelo pela mesma transação à empresa N & N e ao pai do atleta.
Ora, na hipótese de ter havido fraude ou má fé contratual, a competência (jurisdição) para julgamento é da Justiça Comum e não da Fifa.
Portanto, as torcidas brasileira e do Barcelona podem ficar tranquilas, pois dificilmente haverá punição desportiva ao atleta brasileiro.
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Traçando objetivos valiosos
Todo atleta quando inicia uma carreira no esporte tem em seu íntimo desejos, sonhos e objetivos a serem alcançados. Isso é normal para todo ser humano quando empreende em alguma direção para obter uma conquista pessoal ou profissional, mesmo que não tenhamos consciência disso.
Porém, eventualmente nós nos perdemos nos objetivos primários e pouco inspiradores de nossas vidas, tais como pagar contas e outros compromissos financeiros, por exemplo.
De acordo com Tony Robbins (Anthony Robbins), um dos maiores palestrantes motivacionais do mundo na atualidade e um dos responsáveis pela popularização da PNL (Programação Neuro-Linguística), o segredo para liberar o verdadeiro poder de todos nós é conseguirmos estabelecer objetivos suficientemente empolgantes para com isso inspirar nossa criatividade e acender nossa paixão.
Para compreendermos melhor a importância do estabelecimento de objetivos em nossas vidas e nas dos atletas, é importante sabermos que em nosso cérebro existe uma parte que se dedica a eliminar todas as informações que não são essenciais à nossa sobrevivência e ao nosso sucesso. Com isso, muitas das coisas que precisamos e que poderiam nos ajudar a obtermos nossos resultados desejados, ou seja nossos sonhos, nunca são percebidas ou utilizadas por nós. Isso acontece pelo simples fato de não termos definido claramente nossos objetivos.
Podemos ver isso facilmente quando passamos por uma situação cotidiana de estabelecer como objetivo o desejo de um bem material, um carro por exemplo. Quando definimos o modelo e cor que desejamos obter, como se num passe de mágica, começamos a ver este mesmo modelo de carro em todos os lugares, como se ele estivesse nos perseguindo, não é verdade? Isso só acontece pois estabelecemos o mínimo foco e a mente começa a perceber tudo aquilo que sempre está presente ao nosso redor.
Tony Robbins afirma que quando isso acontece, nos ativamos o SAR (Sistema Ativador Reticular) e com ele ativado nossa mente se transforma numa espécie de imã, atraindo todo tipo de informação ou oportunidade relacionada ao objetivo estabelecido por nós.
Ou seja, acredito que o atleta que pratica o esporte no nível profissional sem estabelecer os verdadeiros objetivos de sua carreira perde a oportunidade de alavancar seus resultados, justamente por não perceber o que acontece ao seu redor e por não conseguir o foco necessário para sua melhor performance esportiva.
Para finalizar a reflexão de hoje, compartilho algumas diretrizes fornecidas por Tony Robbins, para um valioso estabelecimento de objetivos:
1 – Comprometa-se agora em reservar dez minutos diários, durante os próximos quatro dias, para estabelecer seus objetivos.
2 – Enquanto realiza os exercícios de estabelecimento de objetivos, pergunte-se constantemente: “O que eu desejaria para minha vida se soubesse que poderia tê-la do jeito que quero? O que eu faria se soubesse que não posso fracassar?”.
3 – Divirta-se! Imagine que é uma criança novamente. Você está numa loja de departamentos na véspera do Natal, e vai realizar seu pedido ao Papai Noel (quando criança acreditávamos nele não é mesmo?). Nesse estado mental de expectativa, nada é grande demais para ser pedido, nada é caro demais, nada é impossível de verdade, mas tudo pode ser alcançado. Peça a você mesmo o que desejaria, isso vai lhe ajudar a compreender quais são seus mais íntimos e valiosos sonhos e neles estarão seus objetivos de vida essenciais.
Até a próxima!
Desde sempre, a Filosofia duvidou. Dúvida cética, ou dúvida metódica? Normalmente, uma dúvida metódica, porque é um meio para atingir um fim, a certeza. E assim a dúvida nasce, para a Filosofia, como o seu gesto instaurador. Se o Hegel tem razão, o pensamento e o ser desenvolvem-se dialeticamente, de acordo com um ritmo ternário: afirmação, negação e negação da negação. Ou seja, a negação percorre a História da Filosofia. Nela, tudo é anti-Ordem e anti-Poder. O futebol, ao invés, procura sofregamente o apoio do Poder e os seus mais altos dirigentes proclamam-se fautores da Ordem e da Medida. Por outro lado, também o Poder precisa do futebol, para legitimar-se junto do povo. De fato, o Desporto movimenta-se, sob a mesma bandeira que se ergue das mãos do Poder. E, se este é despótico e tem portanto a Verdade, o futebol transforma-se inúmeras vezes, na expressão corporal dessa verdade. O futebol concorre mesmo, no ardor competitivo, à interiorização, em muitos dos “agentes do futebol”, dos decretos imperiais do déspota. Não é por acaso que o futebol se ensina, como se de uma Atividade Física se tratasse. No entender de alguns pedagogos, um meio de educação física. Quanto mais físico ele for, mais acéfalo ele será e mais cegamente cumprirá a vontade do Poder. Alguns treinadores, sempre que se referem aos jogadores que trabalham sob as suas ordens, repetem, de forma exaustiva e massacrante: “os meus jogadores”. Como se, de fato, os jogadores fossem mesmo deles! Mas não é assim que pensa o déspota, quando exclama: “meu povo”?
E assim como o Poder diz “trabalhar para o povo”, para mascarar a sua função constitutiva, a repressão – também os treinos, os estágios, as competições se podem resumir ao exercício de uma soberania astuciosa, que controla os atletas como quem comanda singelos títeres. E desta forma o futebol é anamnese, ou seja, recorda sem cessar um Poder que lhe é anterior e exterior. O praticante não funda o futebol. Só o Poder (há quem lhe chame o sistema) o poderá fazer – o Poder com a sua libido dominandi, geradora de violência. As leis, ou melhor: a Ordem, regulam o espaço do senhor e do servo, dentro de uma competição insanável, que enlouquece a cidade e dizem ser causa de progresso, ou de uma normalidade medíocre. Tudo o que é medíocre é normal, para os grandes senhores desta sociedade do espetáculo. A Ordem, na História deste futebol, é a História da Ordem ou de uma Desordem onde o senhor e o servo terão de manter a sua condição… indefinidamente! É uma “luta de classes” onde tudo será o que já foi. De pouco vale, pois, uma linguagem moral porque este futebol programa-se para reproduzir e multiplicar a sociedade do senhor e do servo. Uns representam os senhores (o Real Madrid, o Barcelona, o Chelsea, o PSG, o Bayern de Munique); os outros são os servos. E produz assim uma certa imagem da essência da sociedade, onde os antagonismos aparecem como a “causa das causas” do progresso. Segundo Spinoza, o ser humano define-se pelo desejo. Neste futebol, a lógica do desejo do treinador e do praticante tem de articular-se com a lógica do Poder, ou com a axiomática do Capital, que é uma árvore de flores e frutos… artificiais! Nietzsche não se cansou de proclamar que “Deus morreu”. Deus, queria ele dizer: a vontade dos grandes senhores deste pequeno mundo! Enganou-se. O Deus de que Nietzsche nos fala continua vivo. Os concorrentes à presidência da FIFA assim o atestam.
Não escondo o alvoroço que o Luís Figo (um dos concorrentes à conquista da presidência da FIFA) provocou, quando se distanciou dos demais, ao afirmar: “Não sou de ficar parado. Decidi avançar com uma candidatura capaz de mudanças radicais”. O jornalista José Manuel Delgado refere que “algumas das mudanças radicais que Figo pretende têm a ver com a distribuição do dinheiro, matéria mais do que sensível, em Zurique: É preciso devolver às Federações nacionais (continuou Figo) o dinheiro que a FIFA gera e eu creio que pode chegar a cada uma delas, quatro ou cinco vezes mais do que recebem presentemente” (A Bola, 2015/9/20). A distribuição justa do dinheiro, mesmo como arqui-razão, no âmbito do desenvolvimento capitalista, produz desigualdades, como primeira inevitabilidade. Assim, qualquer mudança radical do futebol não pode considerar-se, sem referência ao todo sócio-econômico e ao contexto ideológico, de que faz parte. Sempre que se estuda objetivamente o futebol, encontramo-lo (também sempre) inelutavelmente, condicionado pela dialética da História, quero eu dizer: pelas características várias, que nele se vão desenvolvendo, à medida que o processo histórico avança e se aprofunda. Este ponto revela-se fundamental, para que possa compreender-se, com alguma nitidez, as diferenças que subsistem, entre as concepções retrógradas dos que julgam poder transformar (neste caso, o futebol), como se o “desporto-rei” fosse uma realidade “em si” e não essencialmente mediado por elementos inúmeros da complexidade social; e os que sabem que a subjetividade, por si só, revela-se perfeitamente incapaz de produzir um quadro concreto de um qualquer fenômeno social. De todos os candidatos à presidência da FIFA, Luís Figo, indiscutivelmente um dos grandes vultos da história do futebol, parece o mais capaz dos candidatos, para entregar-se à febre das transformações inadiáveis. Mas não pensando que a existência deste futebol é determinantemente futebolística. O futebol do Sr. Blatter e do príncipe Ali e do holandês Van Praag, antes de ser futebol, tem funções sociais, políticas, econômicas, ideológicas, etc. De fato, o futebol não se situa acima dos grandes interesses de que é produto.
É manifesto que uma concepção do “futebol pelo futebol”, como da “arte pela arte”, escamoteia a original e profunda implantação social do futebol. Afinal, ele não é independente ou autônomo dos outros elementos que, com ele, integram um determinado sistema, onde o Sr. Blatter é rei e senhor. Não ponho eticamente em causa o Sr. Blatter, afirmo tão-só que, para destroná-lo do poder que tem, interessa ter em conta que, no futebol, o futebol nunca foi determinante. O futebol é o resultado concreto de um sistema, com critérios econômicos e políticos que, a uma visão mais superficial, não se descortinam mas… que lá estão! O futebol atual desponta como um produto de uma determinada época onde o niilismo se afirma, intolerante e absorvente – o niilismo onde, nas palavras de Nietzsche, “os valores superiores se desvalorizam e perdem a sua principal finalidade”. O futebol não deverá pesquisar-se como um produto “ex nihilo” . Há um sistema donde ele nasce – sistema criado e mantido, por amor do futebol e por outras instâncias que se apresentam como indubitavelmente condicionantes. Ocorre-me, nesta altura, a carta de Hegel, datada de 1806, pasmado, boquiaberto, diante do Napoleão: “Vi o imperador, essa alma do mundo, sair da cidade, para ir em reconhecimento. É efetivamente uma sensação maravilhosa ver um tal indivíduo, sentado num cavalo e, ao mesmo tempo, abarcando e dominando o mundo”. Há outros “Napoleões” por aí, até no futebol. Por isso, a luta pela instauração de uma ordem nova não passa unicamente pelo futebol. Por isso ainda, um programa eleitoral não se define apenas pelos termos teóricos da mensagem, mas pela prática das pessoas que o apresentam É pela prática que se mostra a juventude e a perenidade da teoria.
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Domingo sem futebol
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou como grande novidade no calendário desta temporada o fim de rodadas concomitantes com jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Ainda que esse fim não seja assim tão incisivo, a primeira rodada do torneio classificatório serviu para mostrar o quanto ele é preocupante. O time comandado por Dunga esteve longe de ser a única decepção do futebol nacional nos últimos dias.
O Brasil estreou nas Eliminatórias na quinta-feira (08), no Chile, e perdeu por 2 a 0 para os donos da casa. Foi o pior resultado dos visitantes em uma primeira rodada da qualificação em todos os tempos, e isso conta apenas parte da frustração dos torcedores locais com a partida. Mais do que a derrota, a equipe moldada por Dunga sintetizou motivos que têm debelado o orgulho local relacionado ao futebol: a disposição tática deficiente, a renúncia à bola, os erros técnicos e a postura que em muitos momentos flertou com a apatia.
No fim de semana seguinte (dias 10 e 11), a CBF não agendou rodada do Campeonato Brasileiro. É fundamental entendermos como evoluções necessárias o respeito à “data Fifa” e a paralisação do futebol nacional, mas no caso do Brasil isso só serviu para expor ainda mais a inépcia da entidade que comanda o futebol local.
Ora, a paralisação do futebol não pode significar uma renúncia à mídia. É simples entender a necessidade de o calendário não ter eventos nesse período, mas isso dá margem a um trabalho mais complexo: criar conteúdos que mantenham a exposição de patrocinadores e trabalhem valores não necessariamente ligados ao campo.
Essa lógica é clara desde os primeiros anos do século 20, quando Henry Ford começou a patrocinar carros de corrida a fim de mostrar que sua marca podia simbolizar aspectos como velocidade, segurança e êxito pessoal. Extrapolar o tempo de competição é uma das bases do marketing esportivo desde sempre, mas o futebol brasileiro ainda fica extremamente preso à venda de espaço publicitário. Isso tem a ver com a comunicação do último fim de semana.
Ligas esportivas dos Estados Unidos investem há anos em searas distantes da competição. Esse é um dos cernes de produtos como o filme “Space Jam”, que colocou Michael Jordan, estrela da liga profissional de basquete profissional norte-americana (NBA), para contracenar com personagens como Pernalonga e Patolino. A obra fala sobre basquete, é verdade, mas também humaniza o astro – ele é mostrado em casa e explora exaustivamente a boa relação com a família, por exemplo.
Na história recente, um bom exemplo disso é o caso do UFC, principal circuito de artes marciais mistas (MMA) do planeta. O evento enfrentava um problema sério de imagem por ser visto como um antro de violência exagerada, e isso limitava o crescimento. A saída foi um combo que incluiu uma suavização das regras e teve como pilar a humanização dos lutadores.
O UFC só cresceu substancialmente quando os principais astros dos octógonos deixaram de ser astros apenas dos octógonos. No Brasil, ninguém captou essa mensagem melhor do que Anderson Silva, lutador que explorou todo um plano de comunicação baseado no “fora de competição”.
Anderson tinha patrocinadores ligados ao UFC ou ao mundo das lutas, e até isso mudou graças ao plano de comunicação desenvolvido para ele pela agência 9ine. O lutador esteve em programas globais de culinária e comportamento para mostrar aspectos de sua personalidade. Falou de filhos, da família, da voz fina, das dificuldades na infância…. Falou de tudo que não era violência.
A comunicação de Anderson Silva degringolou depois (assim como o desempenho, aliás), mas é esse capítulo que interessa para a discussão sobre o futebol brasileiro. Afinal, qual esforço existe na modalidade para ganhar espaços que não são apenas do esporte?
Campeonatos internacionais fazem isso há algum tempo. Um veículo que compra direitos de mídia da Premier League ou da Liga dos Campeões da Uefa, por exemplo, adquire também uma série de programas com melhores momentos, imagens bonitas e histórias sobre as competições.
O mais perto disso que o futebol brasileiro tem é a criação de canais de clubes, mas esses produtos ficam quase sempre restritos apenas aos assinantes de pay-per-view. Não há um esforço para que o esporte ocupe outros espaços na grade de TVs, jornais ou sites.
O último fim de semana era uma oportunidade perfeita para isso. Sem rodada do Campeonato Brasileiro, jogadores e clubes deveriam aparecer em formatos diferentes. Abrir espaço para filmes ou conteúdos voltados a públicos com perfis diferentes dos que consomem esporte é um luxo que o futebol não pode assimilar.
O problema, nesse caso, é que o futebol brasileiro não tem experiência com produção de conteúdo. Não é por acaso que a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI) têm empresas próprias para gerar transmissões da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Passa por isso um zelo por questões como enquadramento e exposição de patrocinadores.
Na Copa e nos Jogos Olímpicos, emissoras que complementam a transmissão com câmeras próprias precisam respeitar espaço de trabalho, posicionamento de câmera e enquadramento. Tudo é planejado para oferecer um conteúdo padronizado.
Ao assumirem a produção do conteúdo, Fifa e COI também passam a ter um papel ativo na relação com quem veicula. É a melhor forma de controlar o conteúdo e a exposição. É algo que a Red Bull levou a um patamar ainda mais alto ao criar na própria empresa um braço de mídia.
E o futebol brasileiro, o que faz nesse sentido? A resposta mais adequada é “nada”. A operação de transmissão de um jogo é cara – a Globo chega a gastar mais de R$ 1 milhão por partida –, e assumir custos não é algo corriqueiro na gestão do esporte nacional. Mesmo se esses custos representarem outras possibilidades de faturar.
Além do custo, existe um problema de planejamento. Equipes negociam individualmente os direitos de mídia, e isso dificulta sobremaneira a criação de espaços que sejam explorados pelo futebol nacional como um todo. CBF e Clube dos 13 nunca conseguiram ser artífices disso.
Enquanto enxergar a mídia apenas como fonte de receita, o futebol brasileiro seguirá parado no tempo. Ainda existe uma relação de dependência total do evento, e ninguém faz qualquer esforço para diminuir isso. O jogo sempre será a estrela, é claro, mas qualquer evento bem planejado (e isso não vale apenas para o esporte) tem estratégia para extrapolar a competição.
Até a relação entre torcedores e a seleção brasileira sofre com isso. O público vê atores, atletas de outros esp
ortes e personalidades como seres humanos. Vê suas casas, suas rotinas e suas participações em vários espaços da mídia. Em contrapartida, vê os jogadores de futebol apenas como jogadores de futebol.
Falando em termos de mídia, já passou da hora de o futebol brasileiro extrapolar o jogo. O último fim de semana mostrou isso.
Em tempo: o segundo jogo do Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 está marcado para terça-feira (13), em Fortaleza. O Campeonato Brasileiro tem rodada começando na quarta-feira (14), menos de 24 horas depois.
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Craques e o fisco
Na semana retrasada, o maior craque do atual futebol brasileiro, o atacante Neymar, se envolveu em polêmica quando teve um veículo apreendido por suposta fraude fiscal à Receita Federal.
Nesta quinta, outro craque foi notícia por questões tributárias. O jogador argentino Lionel Messi será julgado pela Justiça da Catalunha por supostos delitos de fraude fiscal. Eventual condenação pode render-lhe 22 meses de detenção.
Inicialmente, a Receita Espanhola solicitou o julgamento do pai de Messi pela suposta criação de empresas para fraudar 4,16 milhões de euros, oriundos do uso de imagem do jogador entre 2007 e 2009, em paraísos fiscais como Uruguai, Suíça e Belize. Entretanto, a justiça da Catalunha acabou por incluir o atleta na demanda.
Segundo a Procuradoria Geral, o jogador sabia como era feita a gestão de seu patrimônio, ou seja, sua participação não era meramente formal como afirmou o seu pai nos depoimentos.
Além de serem extraordinários jogadores, Messi e Neymar têm em comum receitas financeiras estratosféricas e, como muitos cidadãos, buscam formas de pagar menos impostos.
O ator Gérard Depardieu, por exemplo, renunciou à cidadania francesa a fim de pagar menos impostos e hoje é cidadão russo.
Assim, a utilização da elisão fiscal, ou seja, medidas lícitas de planejamento tributário de forma preventiva que estudam os atos e negócios jurídicos que tenham por objetivo obter a maior economia fiscal possível, reduzindo a carga tributária para o valor realmente devido por lei, podem e devem ser utilizadas.
Mas, a evasão fiscal, ou seja, medidas ilegais devem ser combatidas e punidas nos termos da lei. No caso do Brasil, aplica-se a Lei dos Crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo ( Lei n° 8.137/90), que define como crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo mediante as condutas ilegais discriminadas no seu texto.
Portanto, antes de se prejulgar Messi e Neymar, há de se avaliar se suas condutas e de seus assessores fazem parte de um planejamento tributário lícito ou de atividades ilegais. Ademais, é muito importante que as assessorias de imprensa dos atletas preservam o quanto for possível a imagem do atleta a fim de que as questões extracampo não interfiram em seu rendimento.
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Liderança pelo exemplo
Faz algum tempo que comentei numa das colunas aqui sobre os requisitos para se desenvolver um bom gestor no esporte, inclusive compartilhei reflexões sobre se apenas a afinidade e um eventual histórico esportivo seriam suficientes para que os gestores no esporte fossem bem-sucedidos.
Ao ver o recente incidente acontecido entre dirigentes de um grande clube do futebol brasileiro, me fez refletir sobre alguns conceitos importantes para todo gestor, tais como a capacidade e conhecimento para poder desdobrar os objetivos estratégicos em metas táticas e indicadores operacionais que permitam a compreensão, acompanhamento e controle do negócio esportivo, além de uma competência de liderança desenvolvida.
Sabemos que conhecimentos sobre o tema planejamento estratégico e modelos de gestão são pontos importantes para todo gestor, pois com isso ele pode vislumbrar as oportunidades de sustentabilidade do negócio esportivo, bem como promover um adequado alinhamento de toda a instituição esportiva em torno dos objetivos estratégicos planejados para o negócio esportivo.
Mas, na verdade hoje a principal reflexão recai sobre como a liderança de um clube esportivo pode influenciar nos resultados da modalidade enquanto negócio. Será que ter um bom planejamento estratégico e um modelo de gestão que permita o devido acompanhamento, controle e desenvolvimento do negócio são realmente suficientes para uma gestão bem-sucedida?
A resposta é não, na minha opinião. A excelência na liderança é um dos grandes desafios que as organizações do mundo corporativo têm de enfrentar atualmente e nos clubes de futebol isso não é diferente. Os gestores lideram pelo exemplo e aqueles que ocupam estes lugares nas instituições esportivas devem estar atentos e alertas para este ponto, principalmente para eventualmente não perderem o controle emocional em momentos delicados que certamente acontecerão em sua gestão.
Ainda, todos sabemos que o esporte conta com um componente vibrante e participativo que se chama torcedor, um cliente ávido por vitórias e conquistas e que muitas vezes não compreende o manancial de complexas situações que o este líder vivencia cotidianamente. Agora, imagine quando um gestor, por ora, esquece seu importante papel no clube e comporta-se como um legítimo torcedor?
Bem, para contribuir compartilho que uma indicação mais clara do que faz a excelência de um líder vem do campo da inteligência emocional. Ela é um dos fatores mais fortes de prognóstico do seu sucesso enquanto líder.
Sendo assim, para finalizar vale relembrar as áreas de competências da liderança a desenvolver para obter a excelência enquanto líder.

E aí amigo leitor, é ou não um desafio e tanto liderar negócios esportivos no Brasil?
Até a próxima.