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Dirigentes e Executivos dos Clubes Paulistas se capacitam em Workshops na Federação Paulista de Futebol

Crédito imagem: Rodrigo Corsi/Agência Paulistão

Os principais dirigentes e executivos dos clubes paulistas estão participando desde o início de 2022 do Programa de Capacitação MASTER FPF – LIDERANÇA E GESTÃO SISTÊMICA NO FUTEBOL. Esta é uma iniciativa organizada pela Federação Paulista do Futebol e Universidade do Futebol, com o apoio da LaLiga Business School.

Este programa provoca os principais tomadores de decisões do futebol paulista a pensarem sobre o FUTURO DO FUTEBOL, bem como as grandes e recorrentes questões da gestão de clubes de forma coopetitiva. Isto é, contempla a face competitiva dentro de campo e também a face cooperativa para tornar o futebol um negócio mais atraente para quem assiste, investe, trabalha e participa desta indústria.

Lucas D’Andrea (Inter de Limeira), Cleo Prado (São Paulo) e Tony Moreno (São Bernardo) durante o Workshop 3 na FPF. Foto: Rodrigo Corsi/Agência Paulistão

O programa contempla 6 Workshops presenciais na FPF, além de palestras online internacionais e extenso conteúdo de estudo a distância na plataforma da FPF Academia, com o suporte educacional da Universidade do Futebol. O objetivo deste programa é dar informações, gerar um ambiente de troca de conhecimentos e incentivar o networking e boa relação entre as principais lideranças que conduzem os clubes paulistas. Isto é fundamental para o desenvolvimento do futebol como um todo!

Foto do primeiro Workshop do Master FPF – Turma 1, ocorrido em Janeiro de 2022. Foto: Rodrigo Corsi/Agência Paulistão.

Nos workshops, os líderes estão vivenciando palestras nacionais e internacionais, exercícios individuais e em grupo, debates, trocas de experiências e conhecimentos sempre direcionados a pensar em conjunto a indústria do futebol como um todo.

Diogo Kotscho, Vice-presidente de comunicação do Orlando City, apresentando o Case do Clube para a Turma 1 do Master FPF ao longo do Workshop 2, ocorrido em Fevereiro. Foto: Anderson Rodrigues/FPF
Momento de atividade em grupo entre os participantes para co-criarem o FUTURO DO FUTEBOL ao longo do Workshop 2. Foto: Anderson Rodrigues/Ag. Paulistão.

Veja um exemplo mais específico. O Workshop ocorrido em 15 de Março foi o terceiro do MASTER FPF e teve como tema principal a Sustentabilidade do Futebol. Temas como SAF e demais formatos de clube-empresa, fair play financeiro e o diferente repertório de investimentos que deverão procurar os clubes foram trabalhados durante esse dia em que os gestores mergulharam intensivamente nesses temas. Todo este esforço levará esses gestores a conhecer o que há de mais novo e importante para levar o seu clube junto com o futebol paulista e brasileiro aos patamares mais elevados possíveis.

Tony Moreno (São Bernardo) fazendo uma pergunta aos debatedores durante exposição sobre os Impactos dos Clubes-Empresas no Brasil. Foto: Rodrigo Corsi/Agência Paulistão

Somado a esse rico ambiente presencial, no estudo online são ofertadas palestras ao vivo, de outros cases internacionais, com tradução simultânea, e um curso estruturado em 10 módulos com os temas mais importantes da gestão e do Futuro do Futebol profissional.

Registro da Palestra sobre o Case do Real Betis, com o Ramón Alarcon, Diretor Geral de Negócios do Real Betis.
Registro do Case do Atlético Nacional da Colômbia, contado pelo ex-presidente do clube, Juan Carlos de la Cuesta.
Esta ilustração mostra um trecho de uma aula disponível para os participantes do MASTER FPF, referente à Gestão Sistêmica do Futebol Feminino. Imagem: FPF ACADEMIA.

Este Master FPF é o início de um modelo de capacitação e formação de todos os dirigentes e executivos do Estado de São Paulo e que pode servir de inspiração e benchmarking para todos os centros do futebol brasileiro e internacional. É uma iniciativa inovadora que tem trazido excelentes percepções de valor pelos principais clientes desse programa, os próprios dirigentes e executivos. Leia alguns depoimentos de alguns deles sobre a importância do programa, o networking entre os dirigentes e o pensamento do futebol paulista como um todo.

Bruno Pessotti – Ferroviária S/A
Cleudimar Prado – São Paulo

O futebol precisa se cercar de todo conhecimento acadêmico para sistematizar o saber empírico que ele já acumula historicamente. O futebol precisa se organizar e acho que estruturar um conhecimento para isso é um passo fundamental para gente ter um modelo menos aleatório de gestão no futebol paulista e, com isso, diminuir as assimetrias que são características do sistema.

Muitas das coisas têm aplicação prática, é palpável isso, mas além da aplicação prática nos clubes, o objetivo do curso é promover uma reflexão em termos de analisar o sistema do futebol brasileiro, não só pensar no dia a dia prático do clube, mas analisar o produto de entretenimento que é o futebol.

Bruno Pessotti – Diretor Executivo da Ferroviária S/A

Acredito que primeiro é a capacitação, porque dentro de um clube, às vezes, você fica fechado dentro daquela função, dentro da sua diretoria. Aqui a gente está tendo a oportunidade de ter vários depoimentos diferenciados e isso é conhecimento que vamos agregando. A troca de experiência é sensacional, o networking é muito legal, e eu acredito que, à medida que o clube vai passando, você vai conseguindo se ver em algumas posições. Estava assistindo a palestra do Marcelo Paiva e eu me identifiquei, então você pode observar que está no caminho certo.”

Cleudimar Prado – Diretora do Futebol Feminino de Base do São Paulo
Genilson Santos – Grêmio Novorizontino
Lucas Balistiero – Inter de Limeira

A importância de um programa como esse, de um incentivo que a FPF sempre coloca a disposição dos clubes visando um crescimento profissional dos seus dirigentes e que isso seja transportado para a realidade dos clubes, fazendo com que, cada vez mais, se profissionalizem nas suas gestões, na maneira de conduzir o seu trabalho, fazendo com que esse futebol profissional possa ser bem representado em campo, cada vez mais valorizando as competições, mas, principalmente, fazendo um futebol melhor, mais rentável e sustentável.

Muito importante esse networking que é feito entre os clubes, porque, na verdade, vivemos problemas parecidos e com histórias de sucesso parecidas que devem ser compartilhadas, porque isso faz com que ninguém se sinta sozinho. Todos sabem que todos têm as suas dificuldades e as suas vitórias e isso, cada vez que é compartilhado, se torna muito rico em termos de conhecimento.

Genilson Santos – Presidente Executivo do Grêmio Novorizontino

O futebol como um todo precisa dessa evolução e o futebol paulista, nos últimos anos, vem na vanguarda desse processo e é muito importante que esse processo seja de duas vias, dos clubes e da federação, para que a gente possa alavancar o futebol paulista e brasileiro a níveis melhores, competindo melhor no mercado como um todo, não só no esporte, mas também com outras indústrias, como entretenimento e videogames.

A federação, além de estar puxando esse curso por ela, trazendo parceiros como a LaLiga e a Universidade do Futebol, que têm uma visão mais temática de todo o processo, ajudam muito aos clubes abrirem um pouco a visão e buscar soluções alternativas para elevar o nível do nosso futebol.

Lucas Balistiero – Presidente Executivo da Inter de Limeira

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Conheça a Escola de Futebol do FC Villanueva del Pardillo – Madri: entrevista com o diretor técnico Miguel G. Zárate

Crédito imagens: Arquivo João Paulo Medina

No último trimestre de 2021, a Universidade do Futebol teve a oportunidade de visitar na Espanha o F.C. Villanueva del Pardillo, município pertencente a comunidade autônoma de Madri. Nesta ocasião, João Paulo S. Medina, fundador da Universidade do Futebol, visitou o clube e pode conhecer suas instalações e funcionamento de sua Escola de Futebol. Foi recebido por seu Diretor Técnico, Miguel Garcia Zárate que apresentou alguns aspectos relevantes de seu projeto pedagógico, sintetizados na entrevista que se segue.

Miguel G. Zárate durante treinamento para jovens na Escola de Futebol do FC Villanueva del Pardillo

Observações: I. O conteúdo da entrevista conta com uma tradução livre do espanhol para o português. II. Existe uma versão desta matéria para os leitores e leitoras de língua espanhola. (Clique aqui para acessar).

Entrevista

1.  Conte-nos um pouco sobre a história do FC Villanueva del Pardillo e sua importância para o desenvolvimento do futebol para as crianças e jovens desta região da comunidade de Madri.

Nesta temporada (2021) o clube F.C. Villanueva del Pardillo celebra 30 anos de existência. Sem sombra de dúvida, trata-se de um clube de referência na prática do futebol para a população desta cidade, atendendo a uma grande demanda de meninos e meninas que cada vez mais querem jogar em nosso clube. Sobre a sua história tenho que destacar o nome de Juan Manuel Angelina, um aficionado que faleceu recentemente e que deixou um vazio enorme. Em sua homenagem mudamos o nome do estádio este ano.

Aula de futebol para crianças entre 08 e 10 anos
2. Quantos alunos tem a Escola de Futebol e quantas categorias existem hoje?

Atualmente contamos com mais de 300 alunos/jogadores inscritos, tendo a possibilidade de possuir mais de uma equipe em cada categoria. Temos desde a geração de 2015-2014 (pré-infantil) até 2005-2003 (juvenis) somando um total de 16 equipes da Escola propriamente dita e mais 4 equipes de aficionados, entre elas uma equipe feminina, a primeira da história do clube.

3. Qual é a estrutura da Escola de Futebol? Quantos funcionários tem?

No momento nos encontramos dentro de um processo de crescimento no qual estamos tentando profissionalizar mais os departamentos já existentes. Na Diretoria do clube temos como Presidenta a senhora Yolanda González e na Direção Esportiva dividimos o trabalho entre as equipes Seniors ou Aficionados e as equipes da Escola, como citado anteriormente.

A Diretoria Esportiva está formada por um diretor esportivo, Antonio Carcaño e um diretor da Escola, Miguel Garcia Zárate, com Pablo del Pino, como auxiliar da coordenação. Nosso principal objetivo é oferecer aos treinadores as melhores condições possíveis para poder fazer seu trabalho formativo com os alunos/jogadores. Além disso, contamos com um Departamento de Fisioterapia e Reabilitação, um Departamento de Captação e um Departamento de Goleiros.

4. E os professores? Quantos são? Que tipo de capacitação necessitam para trabalhar com os meninos e as meninas?  

Em nossas equipes da Escola temos um total de 25 treinadores, contando com os treinadores auxiliares, que ajudam os jogadores a melhorarem seu desempenho e a disfrutarem o dia a dia dos treinamentos e jogos.

Na Espanha a titulação mínima exigida para poder treinar a qualquer equipe é o Nível 1 de Técnico Superior Esportivo (Título Acadêmico), sendo o Nível 3 o máximo ou indistintamente a UEFA C (Título Federativo) que equivale ao Nível 1, sendo a UEFA PRO o nível máximo.

5. Que tipo de metodologia vocês utilizam para o desenvolvimento das aulas ou treinamentos? Existe um caderno de princípios?

Pelo contexto que se encontra o clube hoje em dia, é muito difícil seguir-se uma metodologia de trabalho unificada, ou seja, uma mesma linha de trabalho para todos os níveis, uma vez que em nossa realidade temos equipes que exigem um grau maior de complexidade em seus treinamentos diários e equipes competindo em um nível de maior competitividade que envolve uma complexidade mais alta e equipes de iniciantes em que essa complexidade tem que evoluir em progressão e adaptado ao grau de maturidade dos jovens jogadores. Por isso, seguir uma metodologia de trabalho comum é muito complicado. Assim sendo, preferimos que nossos treinadores sejam encarregados de transmitirem um modelo de jogo adaptado às suas necessidades. Mas ao mesmo tempo damos muita importância a que os treinadores não centrem seu trabalho nos resultados. Muito pelo contrário, entendemos que quanto maior é a formação individual e coletiva, além de um bom processo de ensino-aprendizagem calcado no ensino de valores, o resultado é algo que virá acompanhado no futuro.

Por outro lado, temos um Caderno de Princípios e fichas de Treinamento que utilizamos, sobretudo, nas categorias de iniciação, onde os jovens têm que aprender o futebol desde zero e, por isso, nos apoiamos em um caderno de trabalho com princípios de jogo mais básicos para que a progressão seja a melhor possível, sempre apoiando-nos nos jogos e no prazer de todos os alunos/jogadores.

Treinamento da equipe juvenil, ministrado pelo Prof. Miguel Zárate
6. Como vocês administram, de forma geral, o grande interesse competitivo, tanto dos alunos/jogadores, quanto dos seus pais, com a necessidade de que a criançada simplesmente desfrute o prazer de jogar? Este aspecto é tratado de maneira distinta com o passar dos anos? Qual é a filosofia da escola sobre este assunto?

Eu diria que, seguramente, este é um dos temas mais difíceis para se administrar. Temos que aprender a conviver com a derrota; no futebol se perde muito mais vezes do que se ganha e por isso é muito importante ensinar os jovens jogadores a canalizar o interesse competitivo, despertando neles o gosto pelo ato de jogar, por aprender e conhecer mais sobre o esporte que praticam. E isso só se pode conseguir com bons formadores, ou seja, educadores além de treinadores. O treinador de futebol de base tem que ser antes que tudo, um bom formador e despertar nos jovens o prazer de desfrutar o jogo e vontade de aprender antes de ganhar. Assim que quanto mais jovens sejam, mais tentamos desviar o trabalho competitivo e centralizarmos no formativo, fazendo-os perceber que se a equipe tem uma boa base de conceitos e que estão bem trabalhados, sendo uma equipe unida e que desfrutem o dia a dia de convivência, os êxitos chegarão mais cedo e serão mais duradouros que se focarmos nosso trabalho em ganhar a curto prazo. Há que se entender a formação como um processo de longo prazo, onde os únicos vencedores serão os garotos e garotas que praticam o esporte que mais gostam.

Aula de futebol para crianças de 6 a 7 anos de idade.
7. Como o clube se mantém econômica e financeiramente?  

Depois de atravessarmos uma pandemia, bem como uma série de dificuldades econômicas, a principal fonte de receitas do clube é a Escola de Futebol. Por outro lado, seria muito importante a chegada de patrocinadores que pudessem dar um pequeno impulso e desta maneira podermos melhorar as condições gerais para nossos jogadores e alunos.

8.  Em sua opinião o que caracteriza uma boa Escola de Futebol?

Para mim – como diretor esportivo – o mais importante e que pode se caracterizar como um fator diferencial em relação a outras escolas, é o alto nível de seus formadores/treinadores. Neste sentido, as equipes são o reflexo de seus treinadores. Se eles têm o foco de trabalho na boa formação isto pode se constituir em um fator que irá fazer com que a Escola de Futebol tenha uma identidade própria e, consequentemente, suas equipes se diferenciam das demais.  

9. Considerando os aspectos pedagógicos, qual é a questão mais difícil de se administrar com os alunos e os pais ao mesmo tempo?

O aspecto mais difícil de lidar, sem sombra de dúvidas, é a hora de relacionar a lista dos jogadores escalados. Infelizmente, não se pode escalar 30 crianças para jogar em uma mesma equipe de futebol.  O fato de o treinador ter que comunicar aos demais jogadores que eles estão fora da lista é a coisa mais difícil para se fazer no futebol de base. Sempre tomamos essas decisões em função do que acreditamos que é o melhor para cada um, mas nem todos os pais e garotos e garotas aceitam este tipo de decisão. 

10.  Hoje em dia, o que se espera de um jogador de futebol de alto nível é que seja inteligente, seja capaz de tomar decisões individuais e coletivas, seja criativo, valente, que não tenha medo de correr riscos e que acima de tudo se divirta ou desfrute com suas práticas. O que fazer para garantir um tipo de ambiente que estimule estas complexas competências no treinamento e, sobretudo, nos jogos?

Creio que você não podia resumir melhor aquilo que se espera de um futebolista de alto nível. Sem entrar nos aspectos mais técnicos o que, de verdade, diferencia um jogador de outro é essa criatividade, sua capacidade para tomar decisões, sua valentia e personalidade dentro e fora do campo. Alguns desses aspectos são, as vezes, difíceis de se trabalhar devido ao tempo disponível de treinamento e os recursos que temos no clube, mas com conversas individuais ou coletivas, onde o treinador pode trabalhar alguns aspectos mentais e motivacionais, podem ser um fator importante de potencialização do rendimento e que sem dúvida ajuda os jovens. Por isso, acredito que o bom treinador não é aquele que só os ensina a marcar gols pela equipe, mas também trabalha os aspectos mentais, táticos, técnicos, físicos… Hoje em dia há que ser muito completo para que o jogador tenha um bom processo de formação e que ajude em sua melhora de rendimento.

Respostas em vídeo:

Pergunta 1 – Como é liderar jovens que hoje em dia têm muitos outros interesses além do futebol? Como garantir sua motivação para jogar futebol?
Pergunta 2 – Gostaria de falar sobre o tema da Criatividade. Observa-se que os jogadores espanhóis são muito bons no fundamento do passe e é claro que se pode ser criativo também com os passes, mas como criar um ambiente que se possa desenvolver a criatividade incluindo-se o drible como fundamento importante?
Pergunta 3 – Em sua opinião, quais são as principais virtudes do futebolista espanhol se comparados a outras nacionalidades europeias e mundiais?

Direção do F.C. Villanueva del Pardillo

Como curiosidade, e para encerrar esta matéria, apresentamos a atual composição diretiva do F.C. Villanueva del Pardillo, que tem como Presidente uma mulher, Yolanda González.

Veja a composição estatutária do clube.

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Conoce la Escuela de Fútbol del F.C. Villanueva del Pardillo – Madrid: entrevista con el Director Técnico Miguel G. Zárate

Crédito Imágenes: Archivo João Paulo Medina

En el último trimestre de 2021 la “Universidade do Futebol” tuvo la oportunidad de visitar en España el F.C. Villanueva del Pardillo, en el municipio perteneciente a la Comunidad Autónoma de Madrid. En ésta ocasión, João Paulo S. Medina, fundador de la Universidade do Futebol, ha visitado el Club, conociendo sus instalaciones y el funcionamiento de su Escuela de Fútbol. Fue recibido por su Director Técnico, Miguel Garcia Zárate que presentó algunos aspectos relevantes de su proyecto pedagógico, sintetizados en la entrevista que sigue a continuación.

Prof. Miguel G. Zárate durante entrenamiento en la
Escuela de Fútbol do FC Villanueva del Pardillo

Observação: Existe uma versão desta matéria em português para os leitores brasileiros ou que falem o idioma (clique aqui para acessar).

Entrevista

1. Cuéntanos un poco sobre la história de F.C. Villanueva del Pardillo y su importancia para el desarrollo del fútbol para los jóvenes en este ayuntamiento.

Esta temporada el club celebra su 30 cumpleaños, sin lugar a dudas es el club referente del pueblo y así se demuestra año con una increíble demanda de chicos y chicas que cada vez más, quieren venir a jugar a nuestro club, sobre su historia tengo que destacar el nombre de Juan Manuel Angelina, un aficionado que falleció durante la cuarentena y que dejó un vacío enorme, en su honor este año han cambiado el nombre del estadio.

Clase de fútbol para niños entre 08 y 10 años
2. ¿Cuántos alumnos tiene la escuela de fútbol y cuántas categorías hay?

Actualmente contamos con un más de 300 jugadores inscritos, teniendo la posibilidad de tener más de un equipo en cada categoría. Tenemos desde la generación de 2015-2014 (Prebenjamines) hasta 2005-2003 (Juveniles) haciendo un total de 16 equipos de escuela y 4 equipos aficionados, entre ellos 1 equipo femenino, el primero de la historia del club.

3. ¿Cuál es la estructura de la escuela de fútbol? ¿Cuántos empleados hay?

Ahora mismo nos encontramos dentro de un proceso de crecimiento en el que intentamos profesionalizar los departamentos ya existentes.  Por un lado se encuentra la Junta Directiva con Yolanda González que actúa como Presidenta del club y por otro lado dentro de la Dirección deportiva dividimos el trabajo por un lado los equipos Senior o Aficionados y por otro lado los equipos de la escuela que ya he citado anteriormente.

El equipo deportivo esta formado por un director deportivo, Antonio Carcaño y un director de escuela, Miguel Garcia Zárate con un ayudante en la coordinación, Pablo del Pino. Nuestro principal objetivo es dotar a los entrenadores de los mejores medios para poder hacer su trabajo formativo con los jugadores lo mejor posible. Además podemos contar con un departamento de Fisioterapia y Readaptación, con un departamento de captación y con un departamento de porteros.

4. ¿Y profesores? ¿Cuántos hay? ¿Qué clase de capacitación necesitan para trabajar con niños o niñas?

En nuestros equipos de escuela hay un total de 25 entrenadores contando con entrenadores auxiliares, que ayudan a los jugadores a mejorar y a disfrutar día a día. En España la titulación mínima que piden para poder entrenar a cualquier equipo es el Nivel 1 de Técnico superior Deportivo (Títulos Académicos) siendo el Nivel 3 el máximo o indistintamente el UEFA C (Titulo Federativos) que equivale al Nivel 1 siendo el UEFA PRO el nivel máximo.

5. ¿Qué tipo de metodología utilizan para desarrollo de las clases o entrenamientos? ¿Hay un cuaderno de principios?

La metodología de trabajo por el contexto que nos encontramos en el club, es muy difícil seguir una misma línea de trabajo en todos los equipos ya que nuestra realidad es que tenemos equipos compitiendo en máximas categorías que por tanto demandan un nivel de complejidad alto en sus entrenamientos diarios y equipos que se encuentran compitiendo en categorías más bajas y que esa complejidad tiene que ir en progresión y adaptada al nivel del equipo. Por ello el seguir una metodología de trabajo común es muy complicada, por ello los entrenadores son los encargados de transmitir a sus equipos un modelo de juego adaptado. Paralelamente damos mucha importancia a que los entrenadores no centren su trabajo en los resultados, todo lo contrario, entendemos que cuanto mayor es la formación individual y colectiva, además de una buena enseñanza en valores, obtener los resultados es algo que vendrá acompañado en un futuro. Tenemos un cuaderno de principios y unas fichas de entrenamiento que sobre todo las utilizamos en las categorías más bajas, donde los más pequeños tienen que aprender a jugar al fútbol desde 0 y para ello nos apoyamos en un cuaderno de trabajo con los principios de juego más básicos para que la progresión sea la mejor posible, siempre apoyándonos en los juegos y en el disfrute de todos los jugadores.

6. ¿Cómo se gestiona en general el gran interés competitivo (de los niños y de los padres) con la necesidad de que los chavales simplemente disfruten del placer de jugar? ¿Es esto tratado de manera distinta con el pasar de los años? ¿O sea, cuál es la filosofía en este tema?

Te diría que es de los temas mas difícil de gestionar, tenemos que aprender a convivir con la derrota, en el fútbol se pierde muchas más veces de las que se gana y por ello es muy importante enseñar a los jóvenes jugadores a canalizar el interés competitivo, despertando en ellos el gusto por el juego por aprender y conocer más sobre el deporte que practican. Esto solo se puede conseguir con buenos formadores, que no entrenadores. El entrenador de fútbol base tiene que ser antes un buen formador y despertar en los chicos ese disfrute por el juego y ganas de aprender antes que de ganar. Por lo tanto cuanto mas pequeños son, más intentamos desviar el trabajo competitivo y centrarnos en el formativo, haciéndoles ver a los jugadores que si el equipo tiene una buena base de conceptos y que están bien trabajados, además de que es un equipo unido y que disfrutar día a día, los éxitos llegarán antes y serán mas duraderos que si centramos nuestro trabajo en ganar a corto plazo. La formación se tiene que entender como un proceso a largo plazo donde los únicos ganadores son los chicos y chicas que practican el deporte que más les gusta.

7. ¿Cómo se mantiene económicamente la escuela de fútbol?

Después de atravesar una pandemia, y una serie de dificultades económicas la principal fuente de ingresos es la escuela, para nosotros sería muy importante la llegada de patrocinadores que puedan dar un pequeño impulso y de esa manera poder dotar de más medios a todos nuestros jugadores.

8. ¿En tu opinión, ¿qué caracteriza una buena escuela de fútbol?

Para mí lo más importante y que puede llegar a caracterizar o ser un factor diferencial respecto a otras escuelas es el nivel de formadores/entrenadores que hay. En este sentido los equipos son reflejo de los entrenadores que tiene y por ello un buen trabajo en la base con entrenadores donde su foco de trabajo este en la formación puede ser un factor que haga que una escuela de fútbol tenga una identidad propia y los equipos se diferencien de los demás.

9. ¿Cuál es el aspecto más difícil de se gestionar con los alumnos y con los padres a la vez?

El aspecto más difícil sin lugar a dudas es a la hora de confeccionar las plantillas, por desgracia no pueden jugar 30 niños en un equipo de fútbol y para los entrenadores, comunicar a otros chicos que tienen que jugar en otro equipo es sin dudas lo más duro del fútbol base. Siempre se tomarán esas decisiones en función de lo que creemos que es mejor para cada chico, pero no todos los padres y chicos respetan este tipo de decisiones.

10. Hoy en día, se espera que un jugador de fútbol de alto nivel sea inteligente, sea capaz de tomar decisiones individuales y también colectivas, sea creativo, valiente, que no tenga miedo de correr riesgos y que por encima de todo se divierta o disfrute. ¿Qué hacer para garantizar este tipo de ambiente que estimule estas complejas competencias en el entrenamiento y, sobretodo, en los juegos?

Creo que no podías resumir mejor lo que se pide en un futbolista de alto nivel, sin entrar en los aspectos técnicos, que muchos tienen un nivel altísimo, lo que de verdad diferencia un jugador de otro es esa creatividad y toma de decisión, jugadores valientes y con personalidad dentro y fuera del campo, es otro de los aspectos que a veces es muy difícil de trabajar por el tiempo de entrenamiento y los medios que tenemos en el club, pero a veces con charlas individuales o colectivas donde el entrenador trabaje eso aspectos mentales y motivacionales puede ser un factor de rendimiento importante que ayude a los jugadores. Por ello, el buen entrenador no es el que les enseña a meter goles por la escuadra sino también el que trabaje aspectos mentales, tácticos, técnicos, físicos… hoy en día hay que ser muy completo para que el jugador tenga un buen proceso de formación y que le ayude en su mejora de rendimiento.

Equipo técnico del la Escuela de Fútbol con Presidente de la “Universidade do Futebol”, João Paulo S. Medina y niños-alumnos.

Respuestas por vídeo:

Pregunta 1 -¿Qué es liderar a los jóvenes que en estos días tienen muchos otros intereses, además del fútbol? ¿Cómo garantizar su motivación para jugar al fútbol?
Pregunta 2 – Me gustaría hablar contigo sobre el tema de la creatividad. Se observa que los jugadores españoles son muy buenos en el fundamento del pase y seguro que se puede ser creativo también con los pases, pero, ¿cómo crear un ambiente en el que se pueda desarrollar la creatividad, incluyendo el regate como uno de sus importantes fundamentos?
Pregunta 3 – En tu opinión, ¿cuáles son las principales virtudes del futbolista español en comparación con otras nacionalidades europeas y mundiales?

Junta Directiva del F.C. Villanueva del Pardillo

Como curiosidad y para finalizar, presentamos la composición directiva del F.C. Villanueva del Pardillo, que tiene como Presidente a una mujer, señora Yolanda González.

Mire la composición estatutaria del Club.

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