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O padrão de jogo e os próximos (e difíceis) passos

Para o Corinthians, a última rodada do Campeonato Brasileiro serviria para a confirmação do planejamento feito há cerca de dois meses quando estimou 71 pontos como suficientes para a conquista do título.

Diante disso, pela pontuação obtida até a 37ª rodada e pelos pontos dos demais adversários, o confronto frente à equipe do Palmeiras desobrigava o cumprimento da Lógica do Jogo.

Da vigésima terceira à trigésima rodada, os comportamentos de jogo dos comandados pelo técnico Tite foram observados para que o padrão de jogo fosse identificado e os pontos de melhoria e manutenção de desempenho, foram apontados.

Agora, na rodada final, mais uma observação do jogo corintiano foi realizada com o intuito de observar as manifestações (e possíveis alterações) dos referidos comportamentos.

Seguindo a linha cronológica de ocorrência das ações do jogo, observe o vídeo abaixo em que os subtítulos escritos em branco se referem a comportamentos muitas vezes observados e os escritos em amarelo a comportamentos em que não é possível classificá-los como um padrão coletivo.
 


 

Sobre o vídeo, seguem os comentários:

A ausência de apoio dos volantes – orientado predominantemente para progressão, quando ela é impedida, faltam recursos de manutenção da posse que necessitam linhas de passe abertas pelos volantes. Wallace, não tem o hábito de atuar nesta função.

Boa proteção do alvo pela linha defensiva – Alessandro/Paulo André/Leandro Castán/Fábio Santos criaram um muro de proteção do corredor central.

Falta de mobilidade dos volantes no início da organização ofensiva – padrão de comportamento que frequentemente evidencia a omissão para saírem jogando com qualidade.

Wallace marcando individual – Ralf e Paulinho faziam uma combinação combate/cobertura não observável na dupla de volantes da final, em que o atleta que entrou, por vezes, assumiu referência individual para marcação.

Plataforma de Jogo 1-4-2-3-1 – De todos os jogos analisados esta foi a estrutura predominante.

Ataque à bola em bola parada defensiva – Comportamento dificilmente observado. Feito por um atleta que não jogou com regularidade.

Bom equilíbrio defensivo – Atletas bem posicionados retardando e equilibrando a ação.

Não sair jogando em tiros de meta – De todos os jogos analisados, este foi o comportamento padrão.

Balanço Defensivo bem posicionado – O excesso de gols sofridos em transições defensivas pode ter modificado o posicionamento de Paulo André, que não desceu ao ataque em Bolas Paradas. Outra possibilidade pode ser a lesão (que o tirou de alguns treinos da semana) que limitou seu deslocamento no jogo.

Mau posicionamento da linha de volantes – Já comentado.

William sem espaço para 1×1 – William não conseguiu receber de frente, para driblar, como fez em todos os jogos analisados. Foi marcado individualmente.

A circulação da bola para permitir a desmarcação dos meias – A equipe do Corinthians, dificilmente, mantém a posse.

O Jogar simples e eficiente de Alessandro – Dominar, tocar, progredir. Em todos os jogos analisados!

As tabelas de Paulinho próximas à zona de risco – Não joga horizontal, porém, no jogo curto está sempre presente para finalizar.

A dificuldade da manutenção da posse com o adversário protegendo o alvo – Nos jogos analisados, o Corinthians frequentemente desfez da posse com cruzamentos em situações inapropriadas.

Progressão + Cruzamento – Ação típica.

Campo pequeno a defender – A boa redução dos espaços entre bola e alvo foi, sem dúvida, um comportamento eficaz em todos os jogos analisados.

Falha no ataque à bola em bola parada defensiva – Ao longo dos jogos, muitos adversários conseguiam marcar a partir de bola parada, ou então, criar uma situação muito perigosa.

Interceptação de Júlio César – Evolução neste comportamento que não havia sido observado em jogos anteriores.

Progressão + Tabela Paulinho + Cruzamento – Já comentado.

Interceptação de Júlio César – Já comentado.

Boa compactação – relacionado ao campo pequeno a defender e já comentado.

Só não precisávamos deste exemplo – ruim para milhões de crianças e adolescentes, aspirantes a jogadores de futebol, que se espelham em comportamentos sociais em evidência. Este, infelizmente, é um deles.

A coesão do grupo estabelecida pelo Tite esteve estampada em cada comemoração, declaração e imagem da conquista do título. Título que, no dinamismo do mundo atual, foi brevemente comemorado, pois sabemos que o interesse da nação corintiana é a conquista da América.

Segundo declarações dos próprios jogadores, a cobrança do título da Libertadores já começou.

É neste ponto que entram os próximos passos. Tais passos, por parte da comissão técnica, devem rumar para uma profunda análise do Modelo de Jogo atual e um novo planejamento em relação à configuração da equipe de 2012. O jogo apresentado no presente ano permitiu que se ganhasse o país, e a comissão deverá saber se com o mesmo jogo será possível ganhar a América e, na sequencia, o mundo!

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br

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Foi um prazer contribuir

Na quinta-feira, dia 01 de dezembro, fui convidado a participar da Audiência Pública realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo sobre a Lei Geral da Copa.

Tudo começou em 01 de novembro quando concedi entrevista à Rádio Câmara, Programa Manhã no Parlamento, no qual debati sobre a Lei Geral da Copa, especialmente no que concerne ao Direito Comparado.

Após a referida entrevista, o Deputado Carlaile Pedrosa (PSDB/MG), membro da Comissão Especial que estuda a Lei Geral da Copa, solicitou que eu fosse ouvido para contribuir com subsídios ao relatório final.

Em 29 de novembro, o requerimento foi votado e, por sugestão do Deputado Vicente Cândido (PT/SP), relator da Comissão Especial, fui convidado para a última Audiência Pública, realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo.

O evento reuniu o Presidente da CE, Deputado Renan Calheiros Filho (PMDB/AL), o Relator da CE, Deputado Vicente Cândido, representantes do Governo e da Prefeitura de São Paulo, o advogado do Ministério dos Esportes, o Presidente da ALESP, diversos dirigentes, membros do Ministério Público e do Judiciário, além de dezenas de cidadãos.

Durante o Seminário, o advogado do Ministério dos Esportes explicou de forma bastante didática as razões da Lei Geral da Copa. Após, o Governo e a Prefeitura de São Paulo expuseram suas realizações e projetos para a Copa. Inclusive, o Município de São Paulo manifestou a intenção de se candidatar para organizar o Mundial de Clubes após a Copa.

Em razão da proximidade do meu vôo e do pequeno tempo destinado às exposições, em 22 minutos, tentei expor de forma clara a natureza jurídica da relação Brasil/Fifa, a necessidade/importância da Lei Geral da Copa e apontei os pontos que entendo merecer maior atenção.

Como já mencionei aqui, destaquei que a Lei Geral da Copa trata, na verdade, da positivação (transformação em texto legal) dos compromissos contratuais assumidos pelo país para receber a Copa do Mundo de Futebol. Tem-se que pensar o Brasil como um ente com personalidade jurídica que firma um contrato com outra entidade, no caso, a Fifa.

Ademais, não se trata de uma Lei 100% ruim, bem como não é necessário aceitar todas as exigências, nem negá-las, mas avaliar, caso a caso, se estão presentes os três requisitos e qual o custo-benefício para o país. Guardadas as devidas proporções, é algo parecido com o que acontece quando qualquer cidadão vai assinar um contrato importante.

Os pontos que mais chamei atenção foram os atinentes à questão dos vistos e da venda de ingressos.

Destarte,a Lei Geral da Copa prevê a desnecessidade de visto para torcedores que estiverem na posse de ingressos para o Mundial. Tal situação pode trazer insegurança, uma vez que um terrorista pode adquirir um ingresso para viabilizar um atentado em uma partida dos EUA, por exemplo. Japão e Coréia em 2002 e a Alemanha em 2006 criaram procedimentos especiais e facilitaram a entrada de torcedores, mas mantiveram os procedimentos protocolares.

No que tange à venda de ingressos a previsão da Lei Geral da Copa é de que a Fifa teria amplos poderes para fixar valores de ingresso, alterar local de eventos e estabelecer questões de devolução. Destarte, caso haja alteração do local de uma partida, a Fifa pode decidir não ressarcir o torcedor. Neste ponto, talvez seja importante assegurar o cumprimento do Estatuto do Torcedor e do Código de Defesa do Consumidor para se evitar que o torcedor brasileiro seja lesado.

Ao final da exposição fiquei muito feliz com os elogios tecidos pelo Deputado Renan Filho, pelos aplausos e pela manifestação das pessoas. Posteriormente, ainda recebi um e-mail do Deputado Carlaile Pedrosa dizendo que minha explanação foi elogiada pelo Relator da CE.

Na última terça, o Deputado Vicente Cândido apresentou o relatório e alguns pontos como o atinente aos vistos foram significativamente alterados. Entretanto, em razão do pedido de vista por parte de alguns deputados, a deliberação sobre o relatório foi remarcada para a próxima terça-feira, 13 de dezembro.

O fato é que, independente do resultado, me senti muito feliz e realizado em contribuir com uma Lei de tamanha importância para o nosso país. Lembro-me do meu amor pela Copa do Mundo nascido no Mundial de 1986 e, 24 anos depois, tenho essa honra.

Para interagir com o autor: gustavo@universidadedofutebol.com.br

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Saiu o campeão! E com ele o gabarito do "Vestibular da Bola"

Antes de iniciar a coluna quero agradecer imensamente a todos os leitores que enviaram suas respostas e lotaram nossa caixa de e-mail em tempo recorde. Por razões óbvias, não tenho como listar nominalmente a todos vocês, mas conforme prometido segue o gabarito do “Vestibular da Bola” com o resumo das principais respostas enviadas.

O que de fato aconteceu após o título:

O Corinthians sagrou-se campeão do certame e o trabalho de toda equipe foi valorizado. Estranhamente, pelo menos até a conclusão desta coluna, o contrato de Tite ainda não havia sido renovado.

O Vasco terminou o campeonato na vice-liderança pela terceira vez. Apesar disso o saldo do clube é considerado positivo, já que a conquista da Copa do Brasil e a classificação prévia à Libertadores amenizaram a frustração da falta do título.

Nos próximos dias, Ricardo Gomes deverá retomar o trabalho aos poucos e Cristóvão poderá receber outras propostas de equipes de menor expressão cabendo a ele a decisão de continuar como auxiliar num clube grande ou assumir a posição de treinador em equipes de menor expressão. Se Andrade (campeão do Brasileirão 2009) servir de exemplo, melhor Cristóvão permanecer em São Januário.

O que as pessoas responderam que ia acontecer:

Lembro que as respostas aceitas foram enviadas até o início da rodada e, portanto, encontram-se com o tempo verbal no futuro pela manutenção da originalidade dos textos.

01 – Calcule, em percentil, o peso da contribuição do treinador no resultado final de uma equipe ao término do Brasileirão 2011.

R: Pensando que as jogadas são realizadas pelos atletas que estão em campo, então seria 50% de responsabilidade para cada parte (jogadores + treinador), mas no caso do Brasileirão 2011, se o Corinthians vencer, a responsabilidade de Tite estará valorizada e sua contribuição poderá ser estimada em até 80%. Caso o Vasco seja campeão, o papel do treinador estará desvalorizado, já que o time carioca melhorou seu rendimento mesmo sem a presença de Ricardo Gomes – treinador oficial.

02 – O que acontecerá, respectivamente, com quem vencer ou perder a edição deste Nacional?

Em caso de vitória do Corinthians:

R: O Tite será mantido no cargo e renovará seu contrato. Estará valorizado e pode até receber aumento para a temporada 2012 que inclui a Taça Libertadores da América. Além disso, será muito elogiado não apenas pelo título, mas por ter mantido o time na liderança do campeonato 70% do tempo.

Quanto ao Vasco, o Cristóvão será criticado, porém como teve a função de ocupar provisoriamente o lugar de Ricardo Gomes, será poupado por ter acertado nas substituições contra o Fluminense na penúltima rodada e ter levado o Vasco até a última rodada com chance de títulos.

Em caso de vitória do Vasco:

R: O Cristovão será considerado apenas um coadjuvante e o papel do treinador será colocado em xeque.

Quanto ao Corinthians, não conseguir um empate contra seu arquirrival jogando em casa e com o estádio lotado será muita pressão para a permanência do Tite, que provavelmente será dispensado e chamado de incompetente. Dependendo da história do jogo (se sofrer gol durante a partida, as substituições serem coerentes e acertadas, se o IME perder mesmo jogando bem) sua responsabilidade pela derrota será aliviada, mesmo assim, dificilmente ele permanecerá no cargo.

Os próximos dias confirmarão se nosso gabarito está 100% correto.

Até lá, só nos resta esperar e torcer para que o próximo Brasileirão seja tão disputado quanto o deste ano…

Para interagir com o autor: cavinato@universidadedofutebol.com.br

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Calendário

O anúncio de um novo calendário do futebol brasileiro a partir de 2013 feito pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, trouxe a tona uma das discussões mais afloradas que impactam diretamente a gestão dos clubes de futebol.

Quando no Velho Continente se debate a redução no número de jogos em detrimento da qualidade do espetáculo, por aqui, temos a previsão de ainda mais partidas, tudo em nome dos torneios Estaduais, que, ao contrário do que se diz, são rentáveis financeiramente para os grandes clubes quando estes chegam à reta final de tais competições.

Avanços como a volta da Copa do Brasil para as equipes que disputam a Libertadores me parece igualmente pertinente. A Copa do Brasil, aliás, era a única competição de que tenho conhecimento em que o campeão não poderia tentar repetir o feito no ano subsequente (com exceção, é claro, dos torneios que preveem acesso e descenso).

Enfim, penso que os próximos passos para evolução de um calendário digno, que respeite também os clubes de menor porte – e estes terão que passar a entender que deverão atuar por nichos, operando dentro de seu próprio mercado de abrangência – passam por colocar as competições estaduais dentro do sistema de competições nacionais, servindo estas como uma 4ª ou 5ª divisão do futebol brasileiro, sem prejudicar substancialmente as federações estaduais.

Os grandes clubes poderão encontrar os pequenos dentro da própria Copa do Brasil, bem como em torneios preparatórios, organizado pelas próprias federações e que potencialize a sinergia entre ambos.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br

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Você quer uma empresa melhor para trabalhar?

Saudações a todos.

Nas últimas semanas, recebi dúvidas de várias pessoas sobre o mesmo tema. Com algumas variações, a pergunta que fizeram foi: “Cezar, recebi uma oferta de emprego. Você que conhece bem o mercado e atua na área de empregos, pode me ajudar a avaliar se é uma boa oferta?”.

O curioso é que a maioria pensa na possibilidade de mudança com a oferta de uma nova empresa, mas poucos avaliam o custo X benefício que a empresa atual oferece. Por esta razão, resolvi escrever sobre esse tema.

Hoje vivemos um momento mágico no Brasil: economia estável, consumo em alta, novos investimentos na construção civil, na indústria, no comércio, Pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíadas, Paraolimpíadas, etc. A roda gira em boa velocidade, velocidade esta que promete aumentar ainda mais nos próximos anos. Com tudo isso, o emprego cresce mês a mês em todo país.

Com o emprego em alta, os bons profissionais passaram a receber ofertas constantes para mudar de empresa, e neste momento surgem as principais dúvidas. As empresas, por outro lado, estão diante de um grande desafio, que é o de manter seu quadro de profissionais.

Uma das principais dúvidas dos profissionais é saber qual a melhor empresa para ele trabalhar, entender se onde está hoje é a melhor opção ou se vale a pena correr os riscos da troca de ambiente de cultura para começar um novo ciclo de provações, onde será necessário estabelecer suas diretrizes sem ter a “certeza” de que será reconhecido novamente.

Antes de dar um novo passo que certamente impactará o seu futuro, é importante analisar com atenção todos esses aspectos. Para as empresas, gerentes e diretores, o desafio também é muito grande, uma vez que os papeis de inverteram e realidade mudou dentro das empresas. Antes, filas de interessados se formavam para preencher vagas anunciadas; os funcionários que já estavam estabelecidos rezavam para continuarem empregados, Hoje, não são mais os candidatos que precisam lutar pela vaga, são as empresas que precisam se reinventar e criar formas de atrair candidatos e manter seu quadro de funcionários.

Mas, além de avaliar as novas ofertas, como fazer da minha empresa a melhor empresa para se trabalhar?

Tenho alguns pontos que precisam ser observados para atingir este objetivo:

Acabativas“. Há um tempo falo esta expressão para ilustrar algo comum no dia a dia da maioria das empresas. Tudo começa e nada termina, os planos ficam nas iniciativas, faltam as “acabativas” e não falo de uma ou outra área, mas da empresa como um todo. Então, seja qual for a estratégia para tornar sua empresa a melhor, são necessários: uma remuneração atraente, um plano de carreira estruturado, treinamentos, processos de desenvolvimentos, gestão compartilhada, etc. Planeje, execute e finalize, sempre!

Ah … e se você não decide diretamente sobre estes temas, converse com seus pares, subordinados e superiores e os ajude a “criar o espírito da mudança”.

Soluções. Outra frase que eu sempre digo: “Quem quer fazer, arruma um jeito, uma solução; já quem não quer fazer, arruma um problema, uma desculpa”. Então, seja qual for o seu nível hierárquico, você deve ser parte da solução, e não parte do problema.

A execução dos planos, das estratégias traçadas, gera mudanças no dia a dia, na rotina das áreas, e mudar rotina esbarra em obstáculos. Veja os obstáculos como oportunidade de melhoria. Para cada obstáculo, veja a melhor solução, não precisa ser a solução definitiva, ideal para sempre, mas deve ser rápida, e trabalhe para remover o obstáculo imediatamente.

Exemplo vale mais que mil palavras. As suas atitudes são espelho para seus pares, sua equipe e superiores, ou seja, o que vai, volta na mesma medida. “Faça o que eu digo e faça o que eu faço”.

Como cobrar de alguém algo que você não faz, algo que você não é? Impossível, não é? Um discurso bonito, bem estruturado, é “bacana”, mas se esse discurso estiver desalinhado com as suas atitudes, com certeza será um tiro no pé. Seja você e será naturalmente um exemplo a ser seguido, o bom exemplo. Liderança não se impõe, se conquista com atitudes, com exemplos. E, lembre-se: não confunda liderança com hierarquia. Seja líder de você mesmo e de suas ações!

Você e todos a sua volta precisam estar felizes. Não existe sucesso sem felicidade!

Uma empresa só será a melhor empresa se os seus funcionários estiverem felizes, se o ambiente for agradável, se eles se sentirem parte do sucesso e cada um, seja qual for o escopo de atuação, forem parte dessa felicidade.

Dentro de casa temos que dar o melhor, fazer o melhor por nós e por todos, ter certeza de que vivemos no melhor ambiente possível. Com essa certeza, todos podem “brigar” lá fora frente aos concorrentes com grande chance de sucesso.

As “fórmulas” acima não são criações que elaborei agora, já fazem parte do dia a dia das melhores empresas para se trabalhar, já estão inseridas na cultura dos funcionários, dos gerentes, dos diretores e dos presidentes destas organizações de sucesso.

E você, a sua empresa, a sua gestão, a sua direção, já praticam algumas destas “fórmulas”?

Se já as pratica há algum tempo, com certeza sua empresa figura entre as melhores empresas para trabalhar. Seja qual for o tamanho dela ,você está em um ótimo lugar para trabalhar. Portanto, avalie minuciosamente e cuidadosamente uma possível mudança, seja ela por “sua vontade” ou por surpreendente oferta de emprego !

Se estiver vivenciando estas práticas, sentindo as mudanças e as “acabativas” para cada plano no seu dia a dia, sua empresa caminha em passos largos para alcançar os objetivos traçados e você precisa planejar com carinho antes de mudar, saber como é o lado de lá. Avalie o tempo dos acontecimentos x suas expectativas.

Agora, se você observa que na prática nada disso acontece em seu local de trabalho e sua empresa ainda não começou a praticar uma gestão mais humanizada e respeitosa, não perca mais tempo: esse é um processo que quando for iniciado terá efeitos a médio e longo prazo. Meu conselho é que aceite novos desafios.

Se decidiu sair, seja o melhor até o seu último minuto na empresa, agradeça a sorte que teve, e comece fazendo mais e melhor na nova empresa. Assim, mesmo que não esteja no melhor lugar para se trabalhar, você deve ser o melhor profissional naquele lugar.

Reflitam sobre isso e avaliam se a melhor empresa para se trabalhar não está bem mais perto do que você imagina.

Até mais!

Para interagir com o autor: ctegon@universidadedofutebol.com.br  

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Doutor da Alegria

O futebol brasileiro hoje derrama lágrimas e risos.

Nunca havia sido disputado um campeonato nacional tão eletrizante como em 2011 – seja na parte de cima, seja na parte de baixo da tabela.

Risos para os que foram campeões ou se classificaram para as competições internacionais.

Lágrimas para quem se foi para a Série B.

Mas a torcida corintiana – que, junto com a do Botafogo, sempre se diz predestinada aos desígnios dos mistérios da bola – teve um domingo especial.

Agridoce.

Comemorou seu quinto título brasileiro, no mesmo dia em que perdeu, talvez, seu maior ídolo. Ironia desse esporte das multidões.

Sócrates. O Doutor.

Se não fosse pela graduação universitária, assim deveria ser chamado pela nobreza técnica dentro de campo.

E pelo ativismo político-social fora dele. Enquanto jogava também, é bom ressaltar. Não apenas ao pendurar as chuteiras para vestir o jaleco.

A Democracia Corintiana, contemporânea do movimento para as Diretas Já, teve em seu DNA a participação de Sócrates, naquele movimento que se pretendia um microcosmo representativo dos anseios do povo brasileiro pela liberdade de expressão e organização política.

Levou toda sua capacidade de mobilização e pensamento crítico para fortalecer a Fundação Gol de Letra, da qual seu irmão Raí é instituidor, junto com Leonardo.

Ainda, fazia parte da ONG Atletas pela Cidadania, cuja missão era:

“Defender causas importantes para que o nosso país tenha um desenvolvimento social mais justo.

A estratégia é simples: aproveitar a popularidade e a credibilidade dos atletas para chamar a atenção e mobilizar os brasileiros, informando e agindo para todos vivermos numa sociedade melhor.

Cada atleta é admirado, respeitado e seguido como um exemplo de quem aproveitou as oportunidades que a vida ofereceu para batalhar pelas suas vitórias.”

O “Magrão”, como também era conhecido, conseguiu mobilizar e inspirar inúmeras pessoas ao longo de sua vida.

Mas, como tantos outros ícones do esporte, não venceu um dos demônios pessoais, que o levou.

Pelo menos, num domingo de futebol.

Com a faixa de campeão no peito.

A maior condecoração que o Doutor poderia receber.

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

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Sócrates

Cachaça, que não se perca pelo nome, é um dos tantos grandes amigos que Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (o mais longo e mais decorado nome de craque da história do futebol brasileiro) curtiu em 57 anos de vida. E que vida.

É dele a melhor e mais completa e complexa definição de um craque indefinível.

“O Sócrates é um artista”.

A explicação socrática: “Ele é um artista porque dizem que foi craque – e só jogava de costas, de calcanhar; dizem que é médico – e nunca operou nem uma galinha. Enfim, o cara é mesmo um artista: dizem que foi craque e médico. E não foi nem uma coisa e nem outra”.

Sócrates adorava a história. Fazia questão de contá-la sempre nas tantas vezes que saímos para jogar conversa dentro, para fazer eventos onde ele contava histórias e estórias onde ele também era a própria história. Embora adorasse apenas se colocar entre tantos operários dessa obra inacabada e imperfeita do futebol que ele soube fazer como arte e ideologia como raros. Mais um operário dentro da máquina que ele adorava contestar com ideias e ideais raros. Até os utópicos. Utopia que o encharcava mais que as cervejas e os vinhos que jamais renegou.

Ou melhor, deixou de lado para se preparar para capitanear o grande Brasil de 1982. Quando emagreceu, parou de beber, ganhou o físico que nunca quis ter. E foi exemplar até o antidoping contra a Escócia, em Sevilha. Quando tomou tudo que podia para colher o material e ser recolhido no vestiário por um velho amigo.

Ainda assim, como todo o Brasil, fez um grande Mundial. Não ganhou a Copa, mas conquistou o mundo. Como, meses depois, começaria a ganhar o respeito do país comandando uma revolução que começou no Parque São Jorge e correu o Brasil. A Democraria Corintiana. Que se garantia em campo no bi paulista de 1982-83. Mas, fora dele, fez muito mais. E não só pelo clube. Pelo torcedor, pelo cidadão. Pela liberdade.

Livre. Era assim o Sócrates que brilhava no Botafogo de Ribeirão Preto até ser comprado pelo Corinthians, em 1978. Onde ficou até o Congresso dizer “não” para as Diretas Já, em abrir de 1984, e ele ir de mala e cuia para Florença. Para receber o primeiro salário na Fiorentina, esquecer de pegar o resto, e ficar só um ano por não jogar o muito que sabia, e não se dar com quem nem sempre dava tudo pelo time e pelo futebol.

Flamengo com Zico, Santos com Wladimir de outras batalhas, e o ponto final na carreira. Médico, músico, comentarista do Sportv (onde trabalhamos juntos em 1995), apresentador de TV (tínhamos um projeto conjunto de programa de TV que nunca conseguimor realizar), e mais um monte de atividades. Tantas quantas mulheres e filhos. Tantos quantos amores e paixões.

Com a bola, não era atleta como o “pivete” Raí, craque-bandeira do São Paulo. Mas era mais genial. Cerebral. Mágico. Brilhante. O artista, na definição do amigo Cachaça. O cara que aceitou do amigo Mazinho o pagamento em cerveja perpétua de diferença em venda de imóvel.

Um amigo leal. Um craque. Um gênio. Um Brasileiro.

“Só quem entende a beleza do perdão pode julgar seus semelhantes”, disse Sócrates, o que não sabia jogar bola.

Só quem viu jogar e teve o privilégio da amizade pode entender a beleza que não admite julgamentos.

Obrigado, doutor honoris causa.

O Brasil, mais que o futebol, agradece a coragem.

P.S.: Escrevi este texto no Pacaembu, 12h30 deste domingo quando perdemos Sõcrates.

Onde um dia, ainda pelo Botafogo, nos anos 70, o Doutor chegou tarde para um jogo pelo Paulistão. À tarde ele havia ficado em Ribeirão Preto para fazer prova na Faculdade de Medicina. Chegou em cima da hora ao estádio onde não havia atuado. Mal sabia por onde entrar. Sem documento algum, nem RG, foi duro convencer que ele poderia entrar no estádio. Não sabia onde era o vestiário. Mais difícil ainda foi fazer entender ao porteiro que ele era jogador com aquele jaleco e com aquela magreza toda.

Mal chegou, mal se aqueceu, e foi o maior em campo.

Para interagir com o autor: maurobeting@universidadedofutebol.com.br

*Texto publicado originalmente no blog do Mauro Beting, no portal Lancenet.

Leia mais:
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Treino: é preciso olhar antes para o jogo

Venho discutindo bastante questões que envolvem todo o processo de treino. Abordei teorias, métodos, atividades, intervenções, etc.

Nesta semana vou abordar algo que deve nortear todo esse processo: o jogo!

Todo o processo de treino deve ser orientado pelo e para o jogo. A visão que temos desse fenômeno é que orientará toda a sistematização, intervenção e elaboração das atividades.

Em décadas passadas, o jogo era visto como a soma de suas partes; logo, o treino buscava treinar cada parte isoladamente a fim evoluir o todo, em que cada uma delas seria somada às demais e assim o todo era formado.

Atualmente, os paradigmas que norteavam essa prática vêm se modificando e o paradigma da complexidade ganha cada vez mais “adeptos” que notam a necessidade de olhar para o jogo não mais como uma soma de partes, mas como um fenômeno complexo onde as partes se relacionam, se influenciam, integram e constituem o próprio o todo.

Partindo desse pressuposto, devemos buscar mais referências para intervir e orientar um processo, pois não basta dizer que é complexo e ponto!

É preciso entender o caos!

Entender que mesmo em um ambiente caótico, há padrões e esses padrões podem ser observados e representados através de diagramas. Será?

Para isso é preciso estudar a geometria desde a analítica até a fractal.

É preciso entender de sistemas!

Mas o que tudo isso tem a ver com o jogo?

Tudo a ver!

Como afirma Manuel Sérgio:

“Quem quiser entender de futebol só estudando futebol, nunca vai saber tudo sobre futebol.”

Devemos refletir sobre o que devemos estudar, então…

Cada um terá sua resposta, pois a leitura, assim como o treino, depende de nossa interpretação, que é orientada por paradigmas e por experiências prévias…

Tentemos, então, olhar para o jogo como ele é e pensar sobre o que devemos saber para entendê-lo um pouco mais.

Peço licença e gostaria de terminar com dois “parágrafos abertos” para o Professor Doutor Wilton Santana, a quem tive o privilégio de conhecer pessoalmente no último fim de semana:

Um dos primeiros livros que li foi: “Futsal : apontamentos pedagogicos na iniciação e na especialização”. Nele vi que o processo de ensino poderia ser organizado de uma forma diferente. Naquele momento muitas dúvidas foram geradas e os paradigmas começaram a ser superados e quero te agradecer por isso. Assim como ao Rodrigo Leitão, que me indicou essa excelente leitura.

Espero que um dia você volte para prática, de preferência em uma equipe da liga nacional, pois precisamos mudar muitas coisas no campo e na quadra. Enquanto esse dia não chega, espero que continue disseminando seus conhecimentos e mudando paradigmas assim como ocorreu comigo.

Obrigado e até a próxima!

Para interagir com o autor: bruno@universidadedofutebol.com.br

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A relação entre os princípios operacionais e os meios táticos

As discussões acerca de um determinado tema sempre possibilitam crescimento. No conflito de opiniões de interpretações da realidade, cada indivíduo defende seu ponto de vista fundamentado em experiências, vivências e conhecimentos diversos. Nessas discussões, um ambiente favorável, a liberdade de expressão e a ausência de julgamento de valor são pré-requisitos para que o crescimento seja potencializado.

Em 2009, participei de muitas discussões. Naquele ano, minha capacitação técnica em relação ao futebol teve um salto de qualidade. Uma das pessoas que contribuiu para meu desenvolvimento profissional foi Lucas Leonardo, estudioso da pedagogia dos JDC e, na ocasião, companheiro de trabalho. Lucas, então coordenador do Departamento de Pedagogia, desenvolveu um pequeno material (que recebeu alguns ajustes), estabelecendo uma relação entre os princípios operacionais dos jogos coletivos de invasão e os meios táticos do futebol.

Basicamente, o objetivo deste material era auxiliar a comissão técnica que, ao definir os conteúdos de trabalho em seu planejamento semanal, deveria saber exatamente em qual nível funcional dos jogos elaborados as intervenções ocorreriam.

Por fatores diversos, a discussão sobre este tema nunca foi encerrada; porém, a oportunidade de escrever para um conceituado portal permite que tal discussão, iniciada por um pequeno grupo de pessoas, ganhe o mundo e contribua no aperfeiçoamento da atuação profissional de cada um dos leitores/profissionais do futebol.

Na presente coluna, será apresentada somente a relação entre os princípios operacionais e os meios táticos defensivos, estabelecida com base no Currículo de Formação já abordado integralmente.

Sabe-se que as Referências Operacionais Defensivas dos jogos coletivos de invasão são: impedir progressão ao alvo, proteção do alvo e recuperação da posse de bola.

Já como Meios Táticos Defensivos do futebol, apresentam-se: bloco, cobertura defensiva, compactação, direcionamento, equilíbrio, flutuação, pressão, pressing, recomposição e retardamento.

Cada meio tático se relaciona em níveis hierárquicos com as referências operacionais como mostra a tabela abaixo:

Tabela – Relação entre os Meios Táticos Defensivos e as Referências Operacionais Defensivas

 

Perceba que algumas ações táticas se relacionam com as três referências operacionais, outras ações com apenas duas e há ainda as que se relacionam somente com uma referência, mais especificamente a de recuperação da posse de bola.

Na organização defensiva, a recuperação da posse de bola é o objetivo principal. Porém, é certo que orientar diretamente todas as ações individuais e coletivas exclusivamente para este mecanismo não é o procedimento mais eficaz.

Durante a ocorrência desse momento do jogo, é coerente que a equipe tenha comportamentos (previamente treinados) que, em dadas situações do jogo, estejam orientados (num primeiro nível hierárquico) para uma ação operacional distinta da recuperação da posse de bola.

Ao pensar a semana de treinamento em relação aos conteúdos defensivos, não se esqueça de que, no Jogo, as aplicações destas ações táticas se inter-relacionam e emergem (quer você queira, quer não) de acordo com os inúmeros e imprevisíveis problemas do Jogo. Problemas que, quanto mais experiências de qualidade os treinamentos permitirem aos atletas, mais bem serão solucionados.

Que esta tabela auxilie as comissões técnicas em suas reuniões de planejamento para que um treino criado não fuja das reais necessidades da equipe.

Em relação à tabela dos princípios operacionais e meios táticos ofensivos, escreverei em outra oportunidade.

Para interagir com o autor: eduardo@universidadedofutebol.com.br

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Os clássicos na última rodada e o Estatuto do Torcedor

Neste fim de semana será realizada a última rodada do Campeonato Brasileiro e a grande sensação é que, pela primeira vez, todos os cálculos serão realizados na derradeira ronda.

Destarte, um dos princípios que rege o Estatuto do Torcedor é o da transparência, motivo pelo qual, com o objetivo de aproximar o torcedor das entidades organizadoras propiciando intercâmbio e clareza das informações, foi criado, pelo Estatuto do Torcedor, o Ouvidor das competições.

Nos termos do artigo 6º, do Estatuto do Torcedor, toda competição deve ter um Ouvidor que possui o dever de recolher as sugestões, propostas e reclamações que receber dos torcedores, examiná-las e propor à respectiva entidade medidas necessárias ao aperfeiçoamento da competição e ao benefício do torcedor.

É, ainda, assegurado aos torcedores o amplo acesso ao Ouvidor da Competição, mediante comunicação postal ou mensagem eletrônica, bem como o direito de receber do Ouvidor da competição as respostas às sugestões, propostas e reclamações, que encaminharam, no prazo de trinta dias.

No que concerne ao regulamento das competições, a entidade responsável organizadora, antes do seu início, designará o Ouvidor da Competição, fornecendo-lhe os meios de comunicação necessários ao amplo acesso dos torcedores.

O Ouvidor tem o dever de recolher as sugestões, propostas e reclamações que receber acerca do regulamento, examiná-las e propor à respectiva entidade medidas necessárias ao aperfeiçoamento da competição e ao benefício do torcedor.

Tais propostas, sugestões ou reclamações devem ser enviadas ao Ouvidor, no prazo de dez dias da divulgação do regulamento.

O Ouvidor da competição elaborará, em setenta e duas horas, relatório contendo as principais propostas e sugestões encaminhadas.

Após o exame do relatório, a entidade responsável pela organização da competição decidirá, em quarenta e oito horas, de maneira justificada, a conveniência da aceitação das propostas e sugestões relatadas.

Somente após este período, será divulgado o regulamento definitivo da competição, obedecendo-se a antecedência mínima de quarenta e cinco dias do início do campeonato.

No início de março de 2010, foi divulgada a tabela e o regulamento do Campeonato Brasileiro da Série A daquele ano.

Com o intuito de contribuir e evitar eventuais dúvidas acerca da lisura das partidas, como ocorrido na última rodada do Brasileirão de 2009, na época devida encaminhei ofício ao Ouvidor sugerindo que a tabela fosse planejada de forma que todos os clássicos ocorressem na rodada derradeira.

Na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, o Internacional de Porto Alegre dependia da vitória de seu maior rival (Grêmio) sobre o Flamengo para tornar-se campeão brasileiro.

Durante toda a semana, muito se especulou acerca da possibilidade do Grêmio atuar com a equipe reserva ou de entregar a partida.

A própria torcida do Grêmio era favorável à derrota para prejudicar o rival.

Na partida, o Grêmio, apesar de entrar em campo sem o seu time titular, abriu o placar e o Flamengo venceu de virada, o que, de certa forma, afastou os comentários acerca de eventual “corpo mole”.

O Fundamento do meu requerimento foi a afirmativa de que a realização dos clássicos na ultima rodada, além de trazer emoção e interesse para clubes que não estejam disputando posições, evitaria desconfianças e especulações, bem como traria extrema lisura e transparência à competição e atenderia ao que estabelece o art. 5º, da Lei 10.671/2003, Estatuto do Torcedor.

A referida sugestão foi enviada ao Ouvidor da Série A, o Sr. Ronald de Almeida Silva, pelo endereço eletrônico divulgado no sítio da CBF, qual seja: ronald.ouvidor@cbffutebol.com.br

Até o dia 15 de maio, ainda não havia obtido resposta, oportunidade em que reenviei a sugestão, tendo o “email” retornado sem cumprimento. Pesquisando em outras fontes que não o site da CBF, constatei que o endereço eletrônico havia sido alterado para: ronald.ouvidor@cbf.com.br.

A resposta somente foi efetivada em 28/05/2010, sessenta dias após o envio da sugestão, em desacordo com art. 9º, do ET, eis que, o prazo para a resposta é de cinco dias (quarenta e oito horas para o Ouvidor relatar à CBF e setenta e duas horas para a entidade responder).

O Ouvidor respondeu informando que tal sugestão seria encaminhada para o Campeonato de 2011. Assim, tamanha foi a minha surpresa quando a tabela de 2011 estabeleceu que os clássicos regionais fossem disputados na última rodada.

De fato, mesmo antes da derradeira rodada, já se percebe que a alteração na tabela foi um sucesso. O comentário da semana de norte a sul do país é sobre a satisfação de o Atlético rebaixar o Cruzeiro, de o Palmeiras melar a festa corintiana ou de o Flamengo conferir ao Vasco “mais um vice”. Isso sem falar nas demais sete partidas.

Portanto, aguardemos as fortes emoções que o fim de semana reserva aos torcedores de todo o país.

Para interagir com o autor: gustavo@universidadedofutebol.com.br