CHELSEA: O 4-1-4-1 de Avram Grant: com a bola, Joe Cole e Malouda se
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as é claro! Como esperar bons resultados se o próprio processo de treinamento empregado corre em detrimento da idéia de se ter mais do que onze jogadores, aptos, entrosados, prontos e preparados para entenderem o mesmo jogo e jogarem pelo mesmo modelo de jogo? Se não se prioriza o grupo como um todo, não se conseguirá, ao se substituir um certo número de jogadores, manter um nível de excelência. Muitas vezes culpa-se aos jogadores que acabam entrando (para poupar outros) pelo baixo rendimento da equipe. Porém, se enquanto os poupados estão dentro de campo recebendo instruções táticas nos treinamentos os substitutos estão atrás do gol realizando treinos de sprint, fica inconcebível imaginar que terão eles a mesma competência dentro do jogo. Então, acabam sendo os próprios treinadores, vítimas dos seus próprios desconhecimentos; e os seus “expressinhos” os filhos de seus próprios descuidos. Muitos dirão que não é possível manter o nível de jogo substituindo jogadores que são titulares por jogadores de menor potencial. O fato é que a abordagem de treinos como é feita só serve para amplificar as possíveis diferenças já existentes no nível de jogo de atletas que são ou não titulares. Aliás, os conceitos de titular e reserva deveriam ser revistos. O pensamento deveria ser “quais são os melhores onze para iniciar o próximo confronto” e não “quais são os onze melhores jogadores do meu grupo para todo o campeonato“. Mais uma vez poderia eu, dar diversos exemplos de equipes fora do Brasil, que por compreenderem melhor o processo competitivo, jogam qualquer jogo de qualquer campeonato com força máxima mesmo com um sem número de jogadores diferentes de uma partida para outra (vide como exemplo mais recente a equipe do Manchester United enfrentando a Roma pela Liga dos Campeões 2007/2008 nas quartas-de-final, levando a campo no segundo jogo uma equipe com cinco jogadores diferentes daqueles que participaram do primeiro confronto – venceram os dois confrontos). “Todos sabem qual é a diferença entre as grandes equipes, como o Chelsea (na época de Mourinho), e as equipes de sucesso ocasional, como o Liverpool de Rafael Benitez: é que umas lutam pela vitória em qualquer terreno, sabendo que a derrota é um risco, e outras esgotam as suas energias numa competição, sabendo que, no resto, a derrota é o preço a pagar pela impotência de lutar por esse grande desígnio de dar sempre uma boa luta em qualquer competição que apareça pela frente” (trecho do livro do jornalista José Marinho (2007): José Mourinho, vencedor nato. pág. 75). Como diz meu amigo policial, ninguém do seu grupo pode estar “mais ou menos” apto ao trabalho. Ou se está pronto, ou não. E se não está não pode estar no grupo, nem em ação, nem descansando em alerta. Afinal de contas, em qualquer missão, cada um dos escalados tem nas mãos a vida do seu companheiro, um pelo outro, o tempo todo. Não há titulares ou reservas. Há quem está de serviço e quem não está. E ponto final!Para interagir com o autor: rodrigo@universidadedofutebol.com.br
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Manchester United e Chelsea fazem na próxima quarta-feira uma das mais midiáticas finais de Liga dos Campeões da Europa dos últimos tempos. O jogo é visto como a consagração inglesa. Mas, sinal dos tempos, essa consagração acontece não por causa do estilo de jogo dos britânicos.
A primeira final inglesa da liga é a coroação do estilo inglês de gerenciar equipes de futebol. Desde a metade os anos 90, os ingleses estão na vanguarda da administração de clubes. Inicialmente era apenas o Manchester United quem se apresentava na liderança do gerenciamento de um clube como empresa. Agora, num outro modelo, o Chelsea também comprova a superioridade britânica.
Mas a decisão inédita na Europa mostra algo que, em gramados latino-americanos, podemos comprovar cada vez mais. A lógica da bola tem seguido a lógica da grana dos clubes. Dos oito finalistas da Libertadores, existe apenas um intruso, que é a LDU, do Equador. Os outro sete times são, logicamente, equipes de Brasil, Argentina e México, os três países com mais dinheiro em seus clubes.
A modernização do futebol tem feito com que cada vez menos um clube tenha sucesso fazendo tudo da maneira errada. Gastar mais do arrecadar, não investir em infra-estrutura, não ter um departamento técnico preparado e atualizado. Tudo isso já faz parte hoje das premissas para se formar uma equipe vencedora.
É impossível um clube imaginar-se na disputa de títulos se não fornecer estrutura de treinamento aos atletas. Se não der a eles condições boas para se recuperar de lesões, se não tiver profissionais capacitados em cada uma das áreas, desde a administração até a psicologia.
O futebol hoje é uma complexa empresa, que para piorar depende em demasia de um fator externo que foge a toda essa gestão organizada: o resultado.
Sem ele, é muito difícil manter a casa em ordem. Uma empresa pode perder um pouco de dinheiro num ano e se recuperar no outro. No futebol, a pressão da mídia e da torcida fazem com que a derrota muitas vezes signifique a necessidade de mudança de rumo na estruturação de uma equipe.
Ou seja, a bola tem cada vez mais lógica. Mas, ainda assim, permanece sem lógica. Por isso que é tão contagiante…
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